terça-feira, 31 de agosto de 2010

Trabalha sobre ti mesmo e sê tudo o que quiseres.

"Amar é reconhecer os defeitos de quem a gente ama; odiar é reconhecer as boas qualidades de quem a gente detesta."


Confúcio




Como é que o amor tem a ver com defeitos e o ódio com qualidades? Mmm... penso que o segredo desta mensagem tem a ver com o facto de a tua imagem do outro funcionar também como o teu espelho invertido: no sucesso dos outros vês uma recordação dos teus fracassos, nos defeitos dos outros um hino às tuas qualidades. Talvez que o amor a alguém e aos seus defeitos não seja mais que uma forma de o teu ego pôr em evidência as tuas próprias qualidades. E que a inveja pelas conquistas alheias não seja mais que uma recordação dos teus próprios fracassos.


Em todo o caso, o factor decisivo está bem perto: em ti. E como depende de ti, pode ser modificado quando entenderes.


O Confúcio esqueceu-se de dizer que tanto o Amor como o Ódio, e, já agora todas as outras emoções e aspectos da vida, têm um único responsável: Tu.



Trabalha sobre ti mesmo e sê tudo o que quiseres.




segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Estar a caminho é estar na meta.

"Passamos a vida muito mais procurando saídas... do que construindo caminhos."


Walter Grando





Consegues imaginar o que acontece a uma pessoa que anda de marcha atrás? Tenta andar para norte mas está virado para sul. Difícil chegar a algum lado.


É como andam todos os fracassados. Digo "fracassados" tentando não limitar ninguém a este rótulo. Uma pessoa pode ser muito bem sucedida numa coisa e um completo fracasso noutra. E, nesta em que é fracassada, essa pessoa revela o comportamento padrão dos fracassados: tentam ver para onde vão... com a nuca.



Regem esse aspecto da vida tentando resolver problemas em vez de criar realidades. Agem muito intensamente quando correm o risco iminente de sofrer uma perda, um prejuízo ou um castigo. Deste modo vivem com os olhos postos em problemas, coisas que aconteceram no passado e que não estão resolvidas e perdem-se em pensamentos de medo, insegurança. Frequentemente têm a sensação de que o azar está a persegui-las e de que o mundo é hostil.


Ao mesmo tempo alimentam o desejo imaginário de que um dia as coisas irão melhorar.


E, neste aspecto têm razão. O problema é que não se apercebem de que esse dia chegou. É Hoje. É agora o momento de iniciar a realização do sonho, elaborando um plano, partindo esse plano em pedacinhos chamados acções e executar essas acções, uma de cada vez, a começar pelas mais fáceis.


E sabes porque é que um fracassado não faz nada disto? porque a partir do momento que que inicia este processo, a cabeça dele dá uma volta de 180 graus e começa efectivamente a ver o futuro, e, mais importante, começa a ver onde está a pôr os pés.


A partir daí essa pessoa deixou de ser um fracassado. Não quer dizer que já tenha atingido o sucesso, mas está a caminho e, estar a caminho é estar na meta.


O peso do passado esfumou-se? Não. Continua lá. Os problemas resolveram-se sozinhos? Não. Mas começas a ter mais meios e mais ideias para os poderes resolver e, mais importante que tudo isso, já não são eles que comandam a tua vida.



Agora vês o passado com a nuca. Sabes que está lá e estás a lidar com isso, mas não te ocupa o campo de visão.



domingo, 29 de agosto de 2010

Lutar é a substância da tua vida.

"Lutar é o único modo de vida que existe."







Nada pára. Nenhum sucesso dura para sempre nem nenhuma derrota é definitiva. Faz parte da tua natureza querer um pouco de descanso, estás cansado de lutar, as adversidades parecem nunca terminar. Depois de uma vencida surge logo outra. Depois de uma pequena vitória um enorme obstáculo. E tu só querias descansar um pouco.


Esquece a ilusão do descanso. É coisa que não existe. Se parares o preço que pagarás não será menor que o da luta, por isso não te dês ao luxo de desejar parar. Até porque não há descanso no descanso, mas a ilusão de ter atingido algo que em breve se esfumará, se te mantiveres dormente.


Já o disse antes: para mim um dos principais inimigos não são as derrotas, as dificuldades. Essas eu integro bem na minha luta. São as pequenas e grandes vitórias que massajam o meu ego e me fazem pensar ser maior que aquilo que sou. Estas vitórias podem ser fatais, fazem parecer que chegaste a algum lado e até mereces um descanso.


Lembro-me da anedota do bêbado que, depois de uma semana sem beber, foi comemorar com os amigos... num bar. Já tive algumas destas vitórias que me imobilizaram e deitaram tudo a perder.


Não peças descanso mas persistência, endurance. Não corras a maratona como se fosse uma corrida de cem metros e nunca pares. De cada vez que paras tens de voltar a vencer a inércia para recomeçar. Gastas nisso metade da tua energia. Faz tudo o que tens a fazer: rápido ou lento, contudo sem pressas e sem paragens.


Não tens outra possibilidade de viver a não ser lutando. Tens sempre de pagar um preço seja pelo que for: ou lutas para prosperar ou para pagar dívidas. E olha que a luta para prosperar é bem mais agradável e mais simples. Lutas para te manteres saudável ou lutas contra uma ou mais doenças. Lutas pela tua realização pessoal ou pela conquista da tua auto-estima.


Escolhe bem as tuas batalhas, porque lutar é a substância da tua vida.




sábado, 28 de agosto de 2010

O dia dos fracassados tem 24 horas.

"Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de métodos."


Albert Einstein






Há algo de estruturalmente errado na vida de uma pessoa ou de uma organização quando alguém precisa de fazer horas extra para completar uma tarefa. Eu sei, eu já fiz isso. Eu tive uma empresa que ocupava todos os meus dias. Saía de casa pelas 7h30 da manhã, e chegava frequentemente depois das dez da noite, e trabalhava todos os Sábados, todos os feriados e muitos Domingos.


A minha razão/desculpa era: "tenho de ganhar mais dinheiro, logo tenho de trabalhar mais horas". Idiota.


Este meu modo de vida tinha alguns efeitos colaterais negativos. A minha produtividade era realmente baixa, a saúde começou a sofrer, nas relações familiares em casa cresciam ervas daninhas à vontade, via os meus filhos sempre na horizontal (quando eu saía de casa ainda estavam a dormir e quando eu chegava já estavam a dormir), eu parecia uma barata tonta, trabalhando em força em vez de trabalhar com inteligência.


Também tinha efeitos positivos, por assim dizer: Por um lado eu não tinha dinheiro, mas trabalhava muitíssimo e isso acalmava a minha consciência, por outro toda a gente, família e amigos, me admiravam por eu ser tão trabalhador.


Naquela altura eu não sabia avaliar isso, mas de facto eu, empresário, ganhava menos por hora que a senhora da limpeza que limpava o escritório dia sim dia não.


A empresa fechou. A pouco e pouco fui descobrindo que trocar o tempo por dinheiro é somente uma forma de escravidão. Não premeia o desempenho. Aprendi a trocar resultados por dinheiro e aí as coisas funcionam noutro paradigma. Não estás dependente de horas de trabalho mas de resultados. Mais resultados, mais dinheiro, menos resultados, menos dinheiro. Ponto final.


Esta nova intuição permitiu-me investir fortemente no meu desenvolvimento pessoal e profissional, nas relações pessoais de qualidade e na generosidade como filosofia de vida. Deixei de me focar no "tenho de trabalhar para ganhar dinheiro" e passei a focar-me em "tenho de valorizar a minha vida para ganhar mais dinheiro".


O resultado disso é que cada vez posso pedir mais dinheiro por fazer as mesmas coisas porque sou cada vez mais eficaz e cada vez tenho maior valor para o mercado. E isso é realmente o único importante. Se te tornares mais valioso é impossível que não ganhes mais dinheiro.


Este novo paradigma obriga-me a não perder oportunidades de aprender mais todos os dias e com todas as pessoas e ocasiões, a ser organizado, a focar-me em objectivos, planos e acções concretas, a avaliar e corrigir.


E passei a ter tempo para fazer tudo o que considero importante. Almoço e janto em casa com a minha família, acompanho o dia-a-dia das minhas filhas na escola, nas actividades extra-curriculares e no desporto, a minha filha mais velha acabou de entrar para a Universidade que ela escolheu e vive num belíssimo apartamento a 10 minutos do campus.


Em consequência desta minha experiência, continuo a melhorar a minha performance ensinando outras pessoas interessadas em fazer o mesmo: mudar as regras do jogo. Quando alguma das pessoas que vêm ter comigo para alguma orientação me diz "não tenho tempo" para ler isto ou fazer aquilo, eu sei imediatamente por onde começar.


O dia dos fracassados tem 24 horas. Adivinha quantas horas tem o dia dos prósperos? Se tu mesmo(a) estás a pensar que não tens tempo, pensa de novo, avalia a tua filosofia de vida e as tuas prioridades e vais ver que, tempo, é coisa que tens até de sobra, exactamente 24 horas e seis minutos em cada dia.




Escolhe uma direcção diferente

"Quando todos pensam da mesma forma, ninguém está pensando muito."


Walter Lippmann




Um dia destes, a caminho do Alentejo, encontrei à beira da estrada uma manada de vacas, todas enfileiradas caminhando na direcção do pasto ou da vacaria, não sei. O que é certo é que ocupavam toda a largura do caminho por onde iam, mugindo, atrás umas das outras.


Será concebível que algumas delas quisessem ir para outro local, fazer outras coisas? Penso que não. O problema das manadas de pessoas (digo "manadas" sem querer ofender as vacas, evidentemente) é que, indo todos atrás uns dos outros, os da frente escolhem o caminho e os de trás pisam na m...


É natural que a gente sinta segurança no número. Se fores comprar um bilhete e houver dois guichets, um com uma fila de 30 pessoas e o outro sem ninguém. Instintivamente não vais para a fila com mais pessoas? Também nunca te desculpaste com o velho "todos fazem assim!" ou "não és mais que os outros"? Contudo isso não faz com que no número esteja a razão nem o acerto.


Se pensas como a maioria e fazes o que faz a maioria, terás os resultados da maioria. Se isso te agrada, força. Mas não podes aspirar a mais que a mediocridade pisando na m... dos que vão na frente.


Tens de sair desse trilho e procurar um outro, que vá numa direcção diferente. Não terás muita companhia, mas nunca mais vais ter de pisar nem cheirar a m... de ninguém.




sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Portugal sem Prozac

Movimento cívico de cidadãos para um Portugal melhor.

Sem depressões nem complicações.






Está na altura de parar, pensar, comunicar e agir de forma diferente. Sem Xanax nem Prozac.

Junte-se a nós!




És livre, escolhe

"És livre, escolhe, ou seja: inventa."



Jean Paul Sartre





Escolher e inventar não são, todavia, sinónimos. Se tens várias opções podes escolher uma ou outra ou várias. Podes até escolher não escolher nenhuma. O importante é que aderes ou não a algo que está fora de ti, apresentado por outras pessoas ou pelas circunstâncias.


É óptimo ter escolhas e isso dá-nos realmente a sensação de que somos livres. Penso que não falharei muito se disser que a maior parte das pessoas fica satisfeita se tiver opções. No meu trabalho de design gráfico tenho por hábito apresentar uma só proposta ao meu cliente. Muitas vezes essa proposta é mesmo a única que fiz, outras vezes faço várias, mas apresento sempre uma somente. Os clientes não gostam disso porque preferem ter pelo menos duas. Dá-lhes a sensação que eles estão no comando o facto de poderem escolher uma e descartar a outra. Se tiver somente uma opção sentem que, se a aprovarem, estão a ser guiados por mim e que isso de algum modo lhes retira liberdade.


Somos todos assim. Se não temos alternativas ficamos nervosos. Precisamos de 2 ou 3 preços para o mesmo produto, e, se for preciso, vamos a três lojas diferentes. Primeiro dia no emprego, precisamos que nos digam o que fazer e como, passo a passo, mas queremos escolher alguma coisa: ou o que fazer primeiro, ou quando iniciar, ou a velocidade a que o fazemos, ou outra coisa qualquer. Essa é a nossa ilusão de liberdade e autonomia. Uma jaula de barras invisíveis.


Podes funcionar assim, isso é normal e "normal" é bom. Podes também agir sobre as oportunidades e ultrapassá-las, mungir a vaca até ela secar, levar uma alternativa até às últimas consequências. E isso é liberdade. Aprecias, escolhes, ages e levas até ao limite e mais além. Estás a realizar o teu potencial, a tirar de dentro de ti tudo o que precisas. Vais tornar concreto o valor que tens transformando-o em acções. Vais "Realizar-te" nas coisas, tornar-te "real".


Quem faz isto, realmente está a mostrar que os limites podem ser esticados, que a jaula é tão grande que não faz realmente diferença se tem barras visíveis ou invisíveis ou não tem barras nenhumas. Por isso quem inventa alternativas onde elas não existem e novos limites para todos os desafios é uma pessoa verdadeiramente livre.


Vamos dar um pouco de prática a esta teoria. Um exemplo: Tens um chefe prepotente que precisa de afirmar o poder que tem humilhando os empregados. A ti, por exemplo. Ele grita contigo para fazeres algo que tu já irias fazer de qualquer maneira. Fulminas o homem com os olhos "quem é que ele pensa que é". És colocado diante da opção "fazer ou não fazer". A hipótese "não fazer" é afastada rapidamente quando pensas na prestação da casa. Só te resta cumprir. Contudo vais arranjar uma forma de executar a tarefa o mais possível ao teu jeito, mesmo que saibas que isso poderá não agradar. Estás limitado pela figura do teu chefe. Ele está a interferir na tua performance pelo simples facto de estar presente na tua cabeça e nas tuas emoções.


Podes todavia não aceitar jogar esse jogo. Tu sabes os que tens de fazer e fazes, superando-te a ti mesmo, colocando o teu melhor talento e esforço em cada pequeno detalhe. O chefe? Queres lá saber do chefe! Ele não tem qualquer poder sobre ti enquanto fazes 3 vezes melhor do que seria esperado.


Esticaste o teu limite e o limite de todos. Provaste muitas coisas a ti mesmo e a todos os outros, mas a principal foi que ninguém é teu superior que és livre de fazer o teu melhor.


Um aparte, mas a propósito: Um dia Buda e os seus discípulos estavam de passagem por uma aldeia e uns camponeses começaram a insultá-lo. Ele andava sempre sorridente e assim continuou o seu caminho enquanto os seus discípulos o seguiam resmungando. Depois de saírem da aldeia um dos discípulos perguntou-lhe: "- Mestre, como podes continuar a sorrir depois de teres sido insultado com tanta violência? Não ouviste os insultos que as pessoas proferiram contra ti?" - Buda respondeu: "- Se alguém vier com um bolo para te dar de presente e tu não o aceitares, a quem pertence o bolo?" o discípulo respondeu: "-Àquele que trouxe o bolo". Então Buda concluiu: "- Se não aceitares no teu coração a maldade dos outros, ela fica com quem a tem e não tem poder sobre ti".

Há sempre uma estrada positiva, uma alternativa entusiasmante. Se aparentemente não houver... inventa-a.




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Liderar para a liberdade

"Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho."


André Gide




Liderar para a liberdade, educar para a autonomia. Podes ajudar alguém em situação difícil, mas assegura-te de que estás a ensinar essa pessoa a ser autónoma e livre. Lembras-te do velho ditado oriental "se deres um peixe a alguém dás-lhe de comer para um dia, se o ensinares a pescar alimenta-lo para toda a vida"?


Por outro lado, podes pedir ajuda e ser ajudado. É muito corajoso da tua parte aceitares a ajuda de outra pessoa. Certifica-te contudo de que essa ajuda é canalizada para não precisares de pedir ajuda de novo, para poderes ter, tu mesmo, condições de ajudar outros a serem autónomos, por sua vez.


Não te substituas ao teu filho na resolução de um problema nem expliques com todo o detalhe ao teu subordinado o que fazer. Assegura-te da segurança e da efectividade mas dá o máximo de liberdade e de responsabilidade. Faz o mesmo contigo: não aceites que outros façam o que é suposto seres tu a fazer ou que te substituam numa missão. É a tua e de mais ninguém. Torna-te pró-activo e toma o controlo da tua própria vida. Depois ensina a outros esse mesmo caminho.


A Liberdade Individual não pode ser dada, tem de ser conquistada. Não te prives a ti nem prives ninguém desta conquista, que é, penso eu, a maior de todas as que podemos conseguir enquanto estamos nesta Terra.




Quem sabe fazer, faz; quem não sabe fazer, ensina

"Quando as acções falam, os olhos ouvem."






A informação é útil, importante, vital. Muitas pessoas perdem negócios por falta de informação, tomam decisões erradas, têm vidas arruinadas por falta de informação. E vivemos na era da informação, nada é tão valorizado nem tão apreciado. Quem tem muita é elogiado e quem tem pouca é desprezado.


Mas já pensaste que, se a informação fosse a resposta para os problemas do alcoólico, bastaria entregar-lhe um cd com vídeos, ebooks e audios acerca do álcool, dos seus efeitos e acerca do que fazer para deixar de beber e essa pessoa ficaria curada instantaneamente.


Ou então um pobre. Nós colocamo-lo numa sala de aula e explicamos tudo acerca da economia e finanças e ele sai de lá rico. O mesmo com um drogado, um desempregado, um doente ou alguém que simplesmente quer melhorar de vida.


Mas felizmente a informação resolve muito pouco. Depois de leres 100 livros acerca de montanhismo não ficaste no topo da montanha. Depois de aprenderes de cor os malefícios do tabaco, ou os benefícios de não fumar, ainda assim fumas, depois de saberes tudo acerca de nutrição, ainda assim cometes erros alimentares, depois de saberes o que fazer, passo a passo para atingires o teu objectivo, ainda assim não executas os passos.


É que saber qual é o caminho não te leva lá. Contudo quem sabe já pode ensinar. Costuma dizer-se que "quem sabe fazer, faz; quem não sabe fazer, ensina". De facto, muitos mestres ensinam a percorrer caminhos que eles próprios não percorreram, o que faz deles pobres mestres, dos seus discípulos pobres discípulos e do caminho uma incógnita. Procura os teus mestres em quem tem os resultados que tu pretendes e serve tu de exemplo.


Se forem as tuas acções a fazer o discurso, eu te garanto que não há ouvidos que não ouçam e olhos que não vejam. Mas não te guies por aquilo que eu digo, tenta é perceber aquilo que eu faço e tira daí as tuas conclusões.




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O teu futuro é o que tu és

"O que fazemos durante as horas de trabalho, determina o que temos. O que fazemos durante as horas de lazer determina a pessoa que somos."



George Eastman




Por outras palavras, o que fazemos determina tanto o que temos como o que somos. O que nos determina não é o que sonhamos, nem o que queremos, nem o que desejamos. É o que fazemos.


A acção tem uma função plástica. Modela-nos por dentro e por fora. Imagina que no futuro há muitas portas fechadas. Em cada uma está recortada uma silhueta. Quando chegas lá, não penses que tens liberdade de escolher a porta por onde queres entrar. Não, não podes escolher. Tens de passar pela porta correspondente com a tua silhueta. "Ai", dizes tu, "mas isso não é justo! Assim nem todos entram num futuro feliz e próspero, cada um tem a sua silhueta recortada numa porta e não há nada que possa fazer para mudar isso. É o destino! Coitadinho de mim."


Enganas-te. Realmente não podes adaptar uma silhueta recortada. Ela está lá desde o início dos tempos. O que podes fazer é executar acções continuadas, por forma a moldares-te tu, conforme o que tu ambicionas. Quando chegares à porta, verás que a que se adapta a ti te dá as boas vindas ao futuro.


O que te espera, nesse futuro lá à frente, não é o que tu desejas, mas sim o que tu és.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Líderes do presente

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."


Geraldo Vandré




Há dois tipos de pessoas: aquelas a quem acontecem coisas e aquelas que fazem as coisas acontecer.



No primeiro grupo encontras aqueles que não se mexem. Queixam-se da situação em que se encontram mas não fazem nada para mudar. Não vou perder o meu tempo nem o teu discutindo este assunto. Mas vale a pena pensar num subgrupo que até inicia a mudança mas que desiste às primeiras dificuldades.


Aqui estão aquelas pessoas boas que gostariam de mudar de vida, e até acabam por aceitar fazer alguma coisa, mas estão focados naquilo que lhes falta. São como um alpinista a subir uma parede de rocha. Lá em cima há muitas pessoas, lá em baixo ainda há mais. A pessoa desse primeiro grupo, depois de se ter convencido a empreender a subida, agarra-se à parede de rocha e começa a subir.


Contudo provavelmente não irá chegar ao topo e explico porquê: porque não é possível subir uma parece de rocha olhando para cima. Se pensares somente nas pessoas que lá estão e no quanto elas são melhores que tu, no quanto elas conseguiram subir e no quanto te falta ainda, não irás conseguir arranjar nem motivação, nem auto-estima, nem força de braços para te manteres na subida. Um dia, e será mais cedo do que mais tarde, vais deixar-te escorregar pela corda abaixo e voltar para o lugar que pensas ser o teu: na base, na tua zona de conforto, lamentando a tua falta de qualidades e de oportunidade.


Se queres chegar ao topo tens de te tornar uma pessoa que faz as coisas acontecerem. E olha que isto é muito fácil se usares uma estratégia simples: olhas lá para cima, cerras os dentes e os punhos em torno da corda e começas a subir. Agora vem o segredo: enquanto sobes não podes olhar para cima. Não. Olhas onde pões os pés, as mãos, verificas a segurança dos freios, dos mosquetões e da corda, empoeiras as mãos no magnésio e pensas na próxima saliência onde te agarrar.


Depois, de vez em quando, olhas para lá para o topo e verificas que já te aproximaste um pouco. Depois olhas para baixo e verificas que já subiste um bom pedaço. Em seguida esqueces quem está em cima e quem está em baixo e concentras-te de novo no percurso, na acção actual e imediata.

A auto-estima não é sequer um assunto na tua mente, os que estão lá em cima e os que estão em baixo não ocupam mais que um segundo dos teus pensamentos. O teu foco está no "agora", no próximo passo. Este próximo passo pode ser mais simples ou mais complicado, mas é somente esse que tens de dar.


Este próximo passo é a tua próxima competência a desenvolver, uma técnica a dominar, algo a aprender, a praticar. Seja o que for. É nisso que tens de estar 100% focado.


Agora pensa na grande diferença que existe entre os resultados conseguidos pelos que fazem as coisas acontecerem (a eles chamam "líderes") e os resultados daqueles a quem acontecem coisas. Já viste a graaaaande diferença?


Realmente não há nenhuma grande diferença. Existe sim uma diferença pequena:


- Um fracassado está mentalmente no chão, nunca de lá saiu. Compara-se com os bem-sucedidos somente para verificar o quanto diferente deles é. Enquanto vai subindo está a pensar que "eu já deveria estar ali", "isto é lento demais", "o que é que os outros estão a pensar de mim?", "por este andar nunca mais lá chego", "eu não sou bom o suficiente", "olha aquele que começou há muito menos tempo que eu, onde ele já vai!", etc.


Por outro lado:


- Um bem-sucedido está mentalmente no momento presente. Não se compara com ninguém, nem se julga a si mesmo. Simplesmente faz o que tem de ser feito agora mesmo. De vez em quando olha para o objectivo e afina a direcção, mas não fica a pensar mais no assunto. Não se recrimina nem se impacienta, não se acha nem melhor nem pior que ninguém e não se compara com os outros. Encara cada tarefa como um desafio e executa-a com entusiasmo.


Se quiseres podes avaliar um pouco a tua atitude. Dizes com frequência: "olha bem o que me aconteceu", ou "isso é bom é para os outros"? Ou quantas vezes dizes a palavra "demasiado" ou "demais" como em "é tarde demais", "sou velho demais", ou "sou demasiado burro"?


Na minha opinião, se o pensas é porque o és, mas o mais giro é que no momento em que deixares de o pensar deixas de o ser. Fantástico hein?

Economia cósmica

"Extrai a tua vida da tua imaginação e não da tua história."




Stephen Covey





Eu ouvi dizer, há muito tempo, que "o que a tua mente pode conceber, também pode alcançar" (W. Clement Stone) e, para ser muito sincero contigo, pareceu-me uma treta. Estudei visualização criativa e meditação, mas sempre entendi que o que se passa na mente, pertence à mente e o que se passa no mundo pertence ao mundo. Ainda aceitava que a mente tivesse influência sobre o próprio corpo, mas como o meu corpo está fisicamente separado do mundo, a minha mente não poderia ter qualquer poder para concretizar algo no mundo fora de mim.


Hoje penso de forma diferente e chamo a esta capacidade de criação a "manifestação". Desejar algo, criar as condições mentais certas, usando também a imaginação, e iniciar um processo de laboração interior que irá manifestar aquilo que pretendes. Isto é real. É assim que funciona. Mas antes que comeces a por esta ideia de lado, pensando que tenha algo a ver com "magia" ou com o "sobrenatural" deixa que te diga o seguinte: Presta atenção ao que eu escrevi atrás. Eu disse: "laboração interior" e "manifestação". E estas duas expressões funcionam em sinergia e encerram um segredo.


Tu vais transformar-te interiormente. Este trabalho pessoal que alguns autores chamam "sintonização" é o que te permitirá manifestar o resultado. E consegues esta transformação através da visualização criativa, usando a tua imaginação para criar aquilo que pretendes, e através da intenção deliberada: a acção iniciada pela intuição e levada a cabo com a razão. Este é o trabalho de laboração interior, que te vai fazendo crescer até teres o tamanho do teu sonho.


O segredo da "manifestação" é que tu vais ver acontecer algo que sempre lá esteve, mas que tu não vias porque não estavas preparado. Se tu souberes que o que tu pretendes já lá está à tua espera, poderás sentir-te grato hoje, mesmo que neste momento ainda não estejas preparado para a tua manifestação e por isso ainda não vejas as coisas a acontecerem. E estar agradecido significa ser generoso.


Imagina que queres um carro novo, ou um namorado, ou 10 mil euros no banco. Agradece de coração teres esses bens ao teu alcance e retribui com a generosidade equivalente à tua gratidão. Vais ver que começas a distribuir bens, conhecimento, ideias, dinheiro pelas pessoas que precisam dessas tuas coisas. E isso vai por os motores em marcha dentro de ti, alimentando o processo de laboração interior que te irá levar à manifestação das coisas que tu queres.


Não é tão interessante a forma como esta economia funciona? Não sei se me fiz entender. Espero que sim, porque não é assim tão complicado. É mais difícil de descrever do que de fazer.


Agora pensa nas pessoas que querem ter uma vida melhor e seguram o dinheiro, não ajudam ninguém, não repartem as coisas boas que têm. Estão preocupadas porque no passado tiveram dificuldades, ou estão agora mesmo a passar por elas. Nunca terão essa vida melhor que tanto ambicionam, porque nesta "economia cósmica", a abundância flui para quem a faz fluir e retrai-se para quem a faz retrair. Por isso é a tua imaginação que criará um bom futuro para ti e não a tua história.


Deves estar a pensar que isto é um bocado místico, mas digo-te: é assim mesmo. Não precisas acreditar para isto funcionar. Só tens de fazer. Depois de veres o que acontece, passarás a acreditar muito rapidamente... desconfio eu.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os músicos não se reformam.

"Os músicos não se reformam. Param quando se esgota a música dentro deles."




Louis Armstrong



Esta é uma das coisas mais bonitas que já ouvi. Mas não são somente os músicos. Eu penso que tu e eu seremos felizes se, quando pararmos, tivermos esgotado todas as notas dentro da alma, tivermos composto todas as sinfonias, fados, rockadas, pimbalhadas e todo o tipo de música em cada cirscunstância das nossas vidas.


Acho que andamos todos no conservatório, a aprender a pôr cá para fora a música que dança dentro de nós, a dar-lhe expressão diária, até que um dia esprememos a última nota e terminamos realizados e felizes.


Consegues imaginar o peso que seria terminar com a alma cheia de canções de embalar não cantadas e estar a ouvir os choros das crianças, ou com o peito cheio de canções de amor e lamentar-se de não ter nem ser amado? Ou pior ainda, imaginas terminar com valsas felizes a voar dentro de ti, mas que nunca tiveram expressão enquanto ouves os lamentos do mundo que entristeceu?


Descobre as tuas sinfonias, escava fundo, limpa as orelhas, apura o ouvido e ouve a tua música. Depois dá-lhe expressão, todos os dias, todos os dias. Não termines um dia sem teres manifestado todas as notas desse dia, não acordes de manhã sem teres cantado todas as melodias dessa noite. Que nenhuma canção tua fique por cantar, nenhum talento sem expressão porque é esse o objectivo da tua vida: tocar o teu instrumento de forma sublime, como só tu podes tocar, e fazer desta orquestra que é o mundo um lugar afinado pelos anjos.


Talvez esteja na hora de ires buscar o(s) teu(s) velho(s) talento(s) e sonhos e trabalhares sobre eles, talvez tenha chegado a altura de perderes a (falsa) modéstia e saltares para a ribalta para interpretares a tua partitura como solista. Não se trata de ti nem do teu ego, mas de devolver ao mundo aquilo que não te pertence, só te foi emprestado para te fazer feliz.

sábado, 21 de agosto de 2010

A vida é uma peça de teatro

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


Charles Chaplin
 
 
 
 
Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida.




- "Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegura o ensejo de trabalho, que dê futuro a juventude e segurança à velhice."



- "A humanidade não se divide em heróis e tiranos. Suas paixões, boas ou más, foram-lhes dadas pela sociedade, não pela natureza."



- "A coisa mais triste que possa imaginar é habituar-me ao luxo."



- "Mais que de máquinas, precisamos de humanidade."



- "Por simples bom senso, não acredito em Deus. Em nenhum."



- "Não preciso me drogar para ser um gênio... Não preciso ser um gênio para ser humano... Mas preciso do seu sorriso para ser feliz."



- "O tempo é o melhor autor. Sempre encontra um final perfeito."



- "Não se julga um homem pelos trapos que o vestem, e sim pelo seu carácter."


-"Amo as mulheres, mas não as admiro."


- "A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para a frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para faculdade. Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta paro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando... E termina tudo com um óptimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"



- "Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planeei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."



- "Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei para proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de AMOR e quebrei a cara muitas vezes! Já CHOREI ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para ouvir a voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade, tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi!Viva! Não passo pela vida... você também não deveria passar! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante."



- "Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas."




Sir Charles "Charlie" Spencer Chaplin (Walworth, 16 de abril, 1889 — Vevey, 25 de Dezembro, 1977) foi o mais famoso actor dos primeiros momentos do cinema hollywoodiano, e posteriormente um notável director. No Brasil é também conhecido como Carlitos (equivalente a Charlie), nome de um dos seus personagens mais conhecidos.

Era canhoto. Seu principal personagem foi "The Tramp" (O Vagabundo): um andarilho com as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro que vestia um casaco firme, calças e sapatos mais largos que o seu número, um chapéu ou uma cartola, uma bengala de bambu e sua marca pessoal, um bigode. Chaplin foi uma das personalidades mais criativas da era do cinema mudo; ele actuou, dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente financiou seus próprios filmes.

Chaplin, cujo quociente de inteligência era de 140, foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão americano Samuel Reshevsky.

25 Things I Hate About Facebook

Jeff Bezos: What matters more than your talents

A natureza da tua vida é a mudança.

"A vida é ou uma aventura audaciosa, ou não é nada. A segurança é geralmente uma superstição. Ela não existe na natureza."




Helen Keller







Não precisas de ser um herói para teres uma vida audaciosa. Audácia significa capacidade de desafiar, quebrar regras, fugir às normas e isso é algo que precisas de fazer todos os dias. É assim que progrides. Contudo, para quebrar regras precisas de as conhecer a fundo assim como às suas limitações. Não basta ser iconoclasta e andar por aí a destruir leis, regras normas. Se o vais fazer, fá-lo para acrescentar algo de valioso.



Não penses que existe alguma coisa de estático na tua vida. Não. A natureza da tua vida é a mudança. Apesar de lutares pela segurança, isso é coisa que não existe pelo que qualquer sensação de permanência é ilusória. Torna-te flexível, adaptável. Muda de ideias sempre que necessário, age de forma diferente em circunstâncias diferentes. O teu carácter progride, a tua visão do mundo avança, os acontecimentos provocam em ti o seu efeito e modificam a tua vida todos os dias. Por isso, já que tudo muda quer tu queiras quer não, que pelo menos mude na direcção que tu decidires e que melhor sirva o teu propósito.



Não te apegues a ideias velhas para resolver desafios novos. Aprende a pensar de forma criativa e a fazer coisas diferentes. Abraça a mudança como modo de vida e viverás mais próximo da verdade das coisas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Não há nada mais nobre que sair da pobreza

"A pobreza é romanceada somente por idiotas."

J. K. Rowling





Qualquer pessoa tem uma ideia pré-concebida acerca do dinheiro, da riqueza e da pobreza. Em Portugal, a ideia cristã e salazarista que impregnou a geração dos meus pais e, por via disso a minha, abomina o dinheiro e valoriza a pobreza. "Pobrezinhos mas honrados", "é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico no reino dos céus".

Mas a pobreza não é uma experiência nobre, é stressante, traz agarrada muita subserviência, humilhação, doença, falta de auto-estima e infelicidade. Quem alguma vez pode dizer que estas coisas são românticas? Quando ouves dizer que "o dinheiro não é tudo" queres dizer que tudo é mais importante que o dinheiro, mas deixa que te diga uma coisa: quando ele te falta, ele passa a ser tudo para ti. Facilmente vives focado nessa falta.

Vi recentemente no TED um estatístico a referir que as pessoas se consideram mais felizes quando têm uma determinada quantia de dinheiro que lhes permite pagar as contas e fazer pequenas extravagâncias do que quando não ganham o suficiente para isso. Por outro lado, uma vez atingido esse patamar, o aumento de rendimento não corresponde com aumento de felicidade, ou seja, alguém que ganhe 60 mil por ano ou 200 mil por ano, a felicidade que diz ter é sensivelmente a mesma.

Isto diz-me uma coisa: que o dinheiro traz felicidade sim, mas que a partir de certo ponto mais dinheiro não significa mais felicidade. Quem vive em pobreza? Vivem em pobreza todas as pessoas que não têm o rendimento suficiente para se sentirem felizes.

Se lutas pela sobrevivência, se o mês é mais comprido que o salário, se tens dificuldade em ter as contas em dia, se precisas de algum cuidado de saúde (ou alguém da família) e não o tens porque não o podes pagar, se fazes coisas que detestas por causa do salário e se perdeste os sonhos porque achas que nunca os poderás pagar, se tens medo do futuro, então és pobre.

Tens o dever, por ti mesmo e pelos teus, de lutar pela tua liberdade e de sair da pobreza. O primeiro passo é reconhecer que és pobre, o segundo é procurar alternativas, encontrar oportunidades, persegui-las e realizá-las. Não penses somente em sobreviver, que isso é o que fazes agora, mas em ficar rico. Rico de tudo, incluindo de dinheiro.

Não há nada mais nobre que sair da pobreza, ser próspero, ter abundância para dar e vender e ajudar outros a libertarem-se dessa escravidão horrível.

How To Use Foursquare for Business

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Os negócios na Era Facebook

20 Simple Rules of Social Business Success

O Activista e o Pensionista

"Se pensa que é demasiado pequeno para ter um impacto no mundo, tente dormir com um mosquito no quarto."


Anita Roddick






As pessoas que mais impacto têm no mundo são sem dúvida os Activistas. Por activista entendo alguém que tem ideias muito claras acerca do futuro que pretende e sabe que, mesmo que esteja de momento sozinho, pode fazer a diferença. São estas as pessoas que dão 200% de si mesmas por uma visão, uma ideia. Não são simplesmente idealistas, não. Eles são activistas. Quer dizer: actuam, agem.

Os seus cérebros funcionam de forma muito poderosa: têm uma visão, objectivos, cercam-se da informação e influência adequada para se capacitarem, traçam planos de acção que executam de forma determinada, têm uma disciplina de ferro na concretização de tarefas e colocam sempre o seu próprio conforto em último lugar.

Pensam muito, estudam muito, durante pouco tempo. Depois actuam durante muito tempo com persistência. Lidam com as derrotas de forma equilibrada, sabendo que cada uma é mais um passo na direcção certa, fazem o mesmo com as vitórias. Apesar de terem muitos altos e baixos emocionais, vontade de desistir e desilusões, a emoção dominante é o entusiasmo que lhes vem da certeza de que a cada dia estão mais próximos do sonho.

Tu precisas de ser um activista, precisas de descobrir o teu propósito e agir. Pensar muito é bom, desde que seja por pouco tempo. As acções precisam de mais tempo que os pensamentos, por isso dedica a maior parte do teu tempo a executar.

Se quem actua é Activista, quem só pensa é o quê? Pensionista?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Sentido da Vida em 3 Minutos

"A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo."




Anaís Nin





O que quer dizer "tamanho da vida"? Não penso que seja a sua duração, que pode ser terminada a qualquer momento. Talvez seja a sua realização. Na língua inglesa há a palavra "purpose", os italianos têm "scopo" para dizerem a realização da natureza de alguma coisa, algo que atingiu o objectivo para o qual foi criado. Mas quando dizemos em português o seu "porquê", "objectivo", "sentido", cada uma destas palavras têm também outros significados e não exprime bem a ideia.

Então, se "o tamanho da vida" corresponde com o grau de realização do objectivo para o qual foi criada, é natural que quem vive sem luta, entusiasmo, metas, planos acções, objectivos, dificilmente possa conseguir um elevado grau de realização. Naturalmente, esta realização depende de cada um, de ti a tua e de mim a minha, e, naturalmente, precisas de uma dose elevada de coragem para o conseguires.

Mas... o que será a coragem? Será falta de medo? Temeridade? Acho que também não será isso. Penso que é uma energia que vem do facto de conseguires projectar-te no futuro e assim relativizares as dificuldades do presente. Se buscares viver a tua vida de uma forma que valha a pena, haverá alturas em que encontrarás um obstáculo intransponível. É aí que é preciso coragem. Uma energia renovada, um sentido de missão que coloca a tua visão do outro lado da barreira.

Mesmo com medo, insegurança, dúvidas irás dar tudo por tudo, sem meios termos. Com a conquista dessa barreira, vais tornar-te uma pessoa diferente e a tua vida vai expandir com os novos horizontes que conquistaste.

Cada cicatriz é ganha com honra e orgulho e vai recordar-te que não és mais nem menos que qualquer outra pessoa. Talvez tenhas é uma vida maior que a maioria, mas isso não importa a não ser para ti. Ninguém anda com uma fita métrica a tirar medidas e a fazer comparações.

Este post deve ter-te demorado aí uns três minutos a ler, mas acho que te pode ajudar a entender a vida e o que andas aqui a fazer. A mim ajudou.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Comando e Controlo

"Quem tem a capacidade de te fazer zangar tem um enorme poder sobre ti."




Elizabeth Kenny





Se conseguires determinar o que faz uma pessoa ficar zangada, poderás influenciar as suas decisões, as suas acções e por fim a sua vida de forma tão forte mas tão subtil que até arrepia.

Escrevo isto hoje para veres se isso não se está a passar contigo. Quanto controlo tens tu sobre as tuas emoções? Não tens de ter um domínio total, pois faz parte da própria natureza delas um certo grau de "descontrolo", mas é preciso que saibas que quem quer que tenha o poder de te "tirar do sério" assim como quem te faz sentir eufórico e entusiasmado, tem o poder de te controlar e controla, mesmo que seja inconscientemente.

Não há nada de errado com isso, se essa for a tua decisão. As relações humanas são assim mesmo: sempre que nos aproximamos de outra pessoa numa relação, abdicamos de uma parte do controlo da nossa vida e colocamo-lo nas mãos dessa pessoa. Está certo, desde que tenhas consciência disso e essa seja a tua opção. Acontece sempre em relacionamentos positivos, como a amizade, ou o amor mas também acontece em relacionamentos menos positivos em que uma pessoa pretende assumir o poder sobre a vida de outra. Nestes casos tu não entregas voluntariamente esse controlo, ele é-te retirado.

A ira é uma das emoções mais fortes e mais difíceis de controlar, por algumas pessoas. Se for o teu caso, se te zangas com facilidade, se gritas com alguém facilmente, fica sabendo que não estás em controlo de uma das mais fortes forças da natureza: a tua emoção. A pessoa que te faz irritar tanto tem um poder gigante sobre ti e poderá levar-te a fazer coisas que tu não farias. Não falo somente nos relacionamentos pessoais, falo também em todos os aspectos da vida: nos negócios, no trabalho, no desporto e nos hobbies.


Vou dizer-te um segredo, que não é realmente segredo nenhum, mas pode ser que o não saibas: o que faz o teu futuro são as acções do presente. As tuas acções são ditadas principalmente pelo que tu sentes, não pelo que tu pensas. Quem comanda as tuas emoções controla as tuas acções e, por via disso, a tua vida. Já pensaste bem nisso?

sábado, 14 de agosto de 2010

Lutar pela liberdade

"A árvore da liberdade precisa de ser regada de vez em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos."




Thomas Jefferson




Há momentos na vida, uns 4 ou 5, em que é preciso partir a loiça. Nada é mais importante que a tua liberdade, e nada é mais maltratado.


Eu considero que vale a pena lutar pela liberdade de tempo, dinheiro e saúde, os três pilares da independência. E por vezes é preciso suportar pessoas que dizem mal de ti sem te conhecerem, outras que te conhecem e passam ao largo, e outras que tentam sabotar a realização do teu sonho.


Pensavas que isso de realizar sonhos era um passeio pela avenida? Não é. Precisas de partir a loiça, fazer a omeleta e partir uns ovos, pagar o preço pela tua liberdade, que, mesmo assim, é sempre barato.


Vai à última gaveta, tira de lá o teu sonho, limpa-lhe o pó e começa a agir em conformidade. Depois protege-o com o teu sangue de patriota e com o dos tiranos que to querem roubar.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Stress mínimo - máximos resultados




"O sucesso não é um destino. É o resultado de um padrão de comportamentos habituais."

Mike Dillard


Quando inicias uma nova actividade, ou aprendizagem, estás num estado de máximo stress e poucos resultados.

Lembras-te quando começaste a andar de bicicleta? Eu lembro-me. Excitação e medo de cair, super foco nos pedais, depois na roda da frente, depois na estrada dois metros à frente. Tensão nervosa, tensão muscular, adrenalina nos píncaros.

Depois foste ultrapassando as dificuldades e com o treino, hoje montas na bicicleta e nem pensas duas vezes: stress mínimo - máximos resultados.

Se pensares acerca do teu processo de aprendizagem quando tiraste a carta de condução aconteceu o mesmo, e o mesmo sucedeu com todas as coisas que se tornaram para ti um hábito: um novo emprego, um novo curso, novos amigos, nova escola, nova casa, novo patrão, novos relacionamentos: começam com máximo stress e mínimo resultado, e, depois de ganho o hábito, mínimo stress e máximo resultado. Expandiste a tua zona de conforto. Evoluíste.

É bastante óbvio, pelo menos no meu ponto de vista, que quem não faz nada de desconfortável, que traga excitação, algum risco e bastante stress não irá nunca progredir. A própria definição de progressão implica deslocamento, uma mudança para situações novas, aprendizagem e risco.

Por isso os hábitos são tão importantes: colocam em piloto automático as coisas velhas, para que te possas focar na aprendizagem de coisas novas. Os hábitos são como degraus: constróis um e, de cima dele, fazes outro e depois outro e outro, até teres construído toda a escadaria e teres subido até ao topo do edifício.

Há só mais uma coisinha importante que eu quero dizer acerca deste mecanismo espectacular dos hábitos: por definição um hábito é algo que repetes periodicamente sem teres de pensar muito sobre isso, assim, em piloto automático. Mas uma coisa que talvez não tenhas reparado é que há uns que te servem e outros que te exploram. Os que te exploram sugam-te o ânimo e sabotam o teu progresso. Os que te servem criam-te resistência à incerteza e ao medo e fazem de ti uma pessoa melhor.

Acho que o segredo do sucesso, para completar o que disse o Mike Dillard, é a habilidade de substituir os teus hábitos negativos por outros positivos, sobre os quais possas edificar o teu futuro.

Não deixes de fumar, substitui esse hábito por exercício físico, por exemplo. Não deixes de comer aos serões, troca somente os aperitivos por palitos de cenoura, ou aipo. Não precisas de deixar de beber, troca somente o líquido que tens no copo. Não precisas de deixar de reagir, mas em vez de reagires com impaciência, reage com compreensão. Não precisas de deixar de ver televisão mas começa a ver programas que te melhorem. Acho que apanhaste ideia. Apanhaste? Ok.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sol e Estrelas




"É preferível iluminar que brilhar."


São Tomás de Aquino


As estrelas brilham, as vedetas brilham, o ego brilha. Mas para fazeres uma diferença no mundo precisas de iluminar. O Sol ilumina.

Quem brilha mostra-se a si mesmo, quem ilumina mostra os outros. Tu podes seguir alguém brilhante ou alguém que ilumine. O primeiro está interessado em servir-se a si mesmo, o segundo em servir-te a ti.

Muitas pessoas procuram ser admiradas, que os olhos de todos estejam neles. Sabes o que acontece a quem olha para as estrelas? Cai no primeiro buraco que lhe aparece debaixo dos pés. Posso-te garantir que cairás em muitos desse buracos, tu mesmo, se seguires as estrelas e que, se te tornares uma, muitos cairão por tua causa.

Aprende como seguir o rasto de luz no caminho. O Sol não precisa de ser admirado, mas tu precisas de ver onde pões os pés. O Sol serve-te, não se serve de ti.

Se puderes, segue o teu caminho, iluminado por quem não está preocupado com o seu próprio brilho. E, se puderes, torna-te tu mesmo um sol para quem está à tua volta e ilumina tu os caminhos deles.

domingo, 8 de agosto de 2010

Vida moderna "rat race"

"O problema com a corrida de ratos, é que, mesmo que venças, continuas a ser um rato."

Lily Tomlin



Os anglo-saxónicos usam a expressão "rat race" ("corrida de ratos") como metáfora do modo de vida moderno. Os ratos em laboratório fazem corridas num labirinto para conseguirem chegar a uma recompensa no final. Esta experiência demonstra as extraordinárias capacidades dos ratos em mapearem nos seus cérebros um caminho através de um labirinto. No final, a recompensa.

As corridas dos ratos são uma interessante analogia: corremos, corremos, tratamos disto e daquilo, trabalhamos como loucos para conseguirmos uma recompensa no final. Também estamos bem adaptados ao labirinto em que se tornaram as nossas vidas. Temos um mapa mental adequado e percorremos as suas passagens evitando os becos sem saída mais ou menos eficazmente.

O problema com este modo de vida é que, com cada viagem bem sucedida, estaremos somente melhor preparados para, na próxima corrida, corrermos ainda mais rapidamente e mais eficientemente, não para deixarmos de ser ratos nem para nos libertarmos do labirinto.

Achas que te consegues libertar da corrida de ratos? Achas que consegues ser dono do teu tempo, do teu corpo, do teu talento? Terás algum dia a liberdade de poder correr por onde quiseres, quando quiseres, sem ter ninguém a espreitar por cima do teu ombro, a respirar no teu pescoço fazendo-te crer que precisas do pedaço de queijo no final do labirinto?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O sono dos bem-sucedidos.

"Um homem é um sucesso se pula da cama pela manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta."


Bob Dylan

                                                 Salvador Dalí "O Sono"



O ideal é ser tão rico que não precises de te preocupar com a quantidade de dinheiro que não tens, ter tanto amor que não te cubra a sombra da falta, ter tanta realização pessoal que o teu progresso como pessoa te encha de felicidade, tanto tempo livre que nunca te passe pelo pensamento "não faço isto porque não tenho tempo", tanta saúde que nem penses que poderás ficar doente.



Não te parece que isto seria uma boa medida para o teu sucesso? Eu também. Agora vem a boa notícia:


Reparaste no parágrafo que leste, e com o qual concordaste, que o único obstáculo ente ti e a riqueza é "a preocupação com a quantidade de dinheiro que te falta"? E que para seres feliz no amor basta agradeceres o muito que já tens? E que para teres toda a realização pessoal é suficiente gostares de ti mesmo como és e progredires como pessoa? E que para teres todo o tempo do mundo basta fazeres as coisas como se o tivesses, priorizando o que é mais importante para ti? E que se viveres como se tivesses toda a saúde do mundo... provavelmente irás tê-la.


Parece-me que se te levantares de manhã e pensares bem na tua vida, exactamente como ela é, encontrarás tantos motivos de gratidão e alegria que provavelmente, chegando à noite, irás dormir o sono dos bem-sucedidos. Afinal és bastante bem sucedido e amanhã serás ainda mais porque iniciaste um processo que não tem retorno.



Uma Desculpa ou um Motivo



"Se não podes voar, corre; se não poderes correr, caminha; se não puderes caminhar gatinha."


Quantas vezes usas a desculpa de não poder voar para não gatinhares? "Ah, eu não consigo fazer o que tu fazes, por isso não faço nada", "tu é que tens as qualidades, eu não tenho", "isso é bom é para ti que és capaz", "eu fazer, fazia, se tivesse o tempo que tu tens" ou "... o dinheiro que tu tens".




Não sabes que o fazer é que traz os resultados? Não trabalhas o mês inteiro para receberes um salário no final? Não investes para ter lucro? Não semeias para colher? Então como é que queres poder voar se não corres, e correr se não andas e andar se não gatinhas?



A natureza humana é engraçada. Parece que o que serve de desculpa para uns serve de motivo para outros. Há quem não invista por não ter dinheiro, e há quem invista precisamente para não voltar a ter falta de dinheiro. Há quem não aproveite uma oportunidade por não ter tempo, e há quem a aproveite precisamente para nunca mais ter falta de tempo. Há quem não aprenda porque não tem capacidade e há quem aprenda precisamente para não voltar a ter falta de capacidade.



Eu sei como é que vejo o meu mundo. Eu vejo motivos onde uma grande parte dos meus irmãos humanos vê desculpas. Talvez por isso eu veja oportunidades onde essa mesma maioria vê problemas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Inspiração ou desespero

"Na vida, precisas ou de inspiração ou de desespero."


Dito de outra forma, a inércia tem um peso tão grande sobre nós que, para avançarmos, precisamos da cenoura ou do chicote. É a nossa natureza: ou corres na direcção de algo que desejas ardentemente, ou para fugir de alguma coisa. Ou és movido pela procura do prazer ou pela fuga da dor.



É bom estar satisfeito com a própria vida, usufruir das conquistas, celebrar o que temos, fazemos e somos. E não importa o quanto nós alcançámos, tem de ser celebrado.


Mas a celebração tem uma hora para iniciar e para terminar. "Depois da festa sua a testa", depois da celebração, trabalho árduo. Não te deixes agarrar pela inércia da zona de conforto mais de um dia ou dois. Entusiasma-te ou desespera-te rapidamente e avança.


Há tantas coisas para fazer, ter e ser, que mesmo que não pares um segundo nunca ficarás completo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Geeks de Sofá: O Fundo do Poço

Geeks de Sofá: O Fundo do Poço: "Com uma frequência assustadora e cada vez maior, vejo-me a pedir que chegue logo, o quanto antes, o fundo do poço. É a crença redencionista,..."

Alentejo sempre

E as pessoas do Alentejo, e a comida do Alentejo, e as sestas depois do almoço que sabem melhor no Alentejo, e as praias da costa vicentina, e o ar que se respira aqui, e as estrelas que este céu tem (sim, eu continuo a acreditar que as estrelas aqui são muito diferentes), e esta paisagem de paz, e tudo o que vivo aqui sempre que volto.


É que eu sou daqueles que volto sempre aos lugares onde já fui muito feliz. Sempre.
 

Os bolsos rotos

"Não é benéfico ajudar um amigo colocando moedas em seus bolsos quando existem buracos neles."


Douglas Hurd




Tenho constatado que é mais fácil dar ajuda que recebê-la. É que ao "dar" ajuda temos a gratificação imediata de nos sentirmos simultâneamente "bonzinhos" e "superiores", uma combinação de emoções muito agradável. Não é difícil ser-se generoso assim.


Agora imagina que hoje te deixas ajudar por alguém. Não só não tens essa gratificaçãozinha imediata, como sabes que o outro poderá estar a sentir-se superior e isso faz-te sentir menor. Mas pensa no seguinte: Não serás mais generoso e humanamente maduro se te deixares ajudar e proporcionares também a possibilidade de outras pessoas serem generosas contigo? O teu ego diz que isso não pode ser, mas a tua generosidade diz que não pode ser de outro modo: umas vezes ajudas, outras deixas que te ajudem.


Os bolsos rotos são outra metáfora interessante: Representam a dependência. Se tens um amigo ou conhecido que não se mexe a não ser para pedir ajuda e não sai da sua casca para ajudar outras pessoas, pede-lhe tu ajuda em algo que ele possa realmente ser útil. É assim que tapas os buracos dos bolsos dele: torna-lo generoso e pro-activo, devolves-lhe a auto-confiança e envove-lo nesta dinâmica tão frutífera do "dar e receber".


O que é que isto tem a ver com a tua vida do dia-a-dia? Tudo. Trabalha conscientemente nas tuas relações humanas para promover a tua humanidade e a dos que te rodeiam, com paciência mas determinação. Verás os resultados começarem a surgir vindos de fontes inesperadas: mais saúde, mais dinheiro, mais amor, mais bem-estar, realização pessoal e profissional, etc. Estes são os frutos que começas a colher à medida que elevas o teu nível humano e o das pessoas que te rodeiam.



Começa por tapar os buracos dos teus próprios bolsos. E progride a partir daí.



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