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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Enquando se concorda não se acorda

"Aprecio o facto de alguém me dizer que estou errado porque a maior parte das vezes estou mesmo."


Príncipe William






Ao contrário da filosofia ou da metafísica, diz-se que a ciência é falseável. Isto significa simplesmente que uma visão científica do mundo pode ser provada verdadeira hoje e provada falsa amanhã. Isso é o que vemos constantemente.


O que me leva a pensar na importância que damos às "verdades científicas". Se pensarmos bem naquilo em que depositamos a nossa maior confiança e que nos dá a segurança da verdade, que é a ciência, ela é de facto muito pouco confiável, no que diz respeito às suas capacidades de descrever a realidade.


Mas isso é outra conversa. Eu aprecio uma boa verdade científica como tu e, seguramente muito mais que a maioria das pessoas que conheço. Mas a maior lição que eu, pessoalmente, retirei da ciência é que, o que aparentemente parece uma debilidade, é de facto a sua força. De cada vez que se prova que alguma teoria está errada, o conhecimento científico dá um pulo e avança ("como bola colorida nas mãos de uma criança" diz poeticamente o António Gedeão).


"Enquando se concorda não se acorda", gosto eu de dizer. A Idade Média é chamada de Idade das Trevas porque não houve nenhum avanço científico significativo. A ciência de Aristóteles era insuspeita e, quem a provasse errada corria sérios riscos. Foi um sono de mil anos, nesse aspecto.


Por isso, eu acho que o príncipe William tem uma atitude louvável e de uma sabedoria muito acima da média. Eu não gosto que me apontem erros. Acho que sou bastante normal nisso, mas é só por causa do meu ego que quer sempre ser superior em tudo e entende erradamente as coisas. Não lhe presto muita atenção neste aspecto porque, apesar de me sentir mal com as críticas, eu sei que estou a avançar para o próximo nível.


Já entendeste porque é que para teres mais sucesso tens de aumentar o número de fracassos? Onde está então o problema com o cometer erros, fazer asneira? Somente no teu ego. Se o puseres de lado, com humildade, vais ver um mundo que se abre a cada fracasso. E isso é muito fácil se entenderes que as tuas actividades vêm sempre provar alguma coisa e, com isso, avanças de alguma maneira.


Se decidires encarar a tua vida como uma experiência científica vais agradecer pelos erros, do fundo do coração.



sábado, 21 de agosto de 2010

A natureza da tua vida é a mudança.

"A vida é ou uma aventura audaciosa, ou não é nada. A segurança é geralmente uma superstição. Ela não existe na natureza."




Helen Keller







Não precisas de ser um herói para teres uma vida audaciosa. Audácia significa capacidade de desafiar, quebrar regras, fugir às normas e isso é algo que precisas de fazer todos os dias. É assim que progrides. Contudo, para quebrar regras precisas de as conhecer a fundo assim como às suas limitações. Não basta ser iconoclasta e andar por aí a destruir leis, regras normas. Se o vais fazer, fá-lo para acrescentar algo de valioso.



Não penses que existe alguma coisa de estático na tua vida. Não. A natureza da tua vida é a mudança. Apesar de lutares pela segurança, isso é coisa que não existe pelo que qualquer sensação de permanência é ilusória. Torna-te flexível, adaptável. Muda de ideias sempre que necessário, age de forma diferente em circunstâncias diferentes. O teu carácter progride, a tua visão do mundo avança, os acontecimentos provocam em ti o seu efeito e modificam a tua vida todos os dias. Por isso, já que tudo muda quer tu queiras quer não, que pelo menos mude na direcção que tu decidires e que melhor sirva o teu propósito.



Não te apegues a ideias velhas para resolver desafios novos. Aprende a pensar de forma criativa e a fazer coisas diferentes. Abraça a mudança como modo de vida e viverás mais próximo da verdade das coisas.
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