A Tempo / Sem Tempo

A diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana. Ainda vamos a tempo.

sábado, 8 de Novembro de 2008

A mão que lava a outra ...

A mão que lava a outra ...

e as duas juntas governam-se.

Aviso: Neste blog roubamos aos "muito ricos" para dar aos pobres.

A mentira sossega. A verdade perturba. A mentira é aquilo que garante a coesão social, a calmaria nas ruas e a felicidade do povo. Algum louco a quer trocar pela verdade?

Vivemos sob o império da mentira, da dissimulação e do embuste.

Sou apenas e só do lado onde a verticalidade não está deitada, ponto final. E tenho um imenso prazer em ser o último revisor das minhas opiniões.

A Mão que lava a Outra é um blog da responsabilidade de João Monge Ferreira, embora conte com outras colaborações que serão assinadas.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Um Grande Português - Agostinho da Silva

Agostinho da Silva - Solidão, Tolerância, Trabalho e Poesia

Agostinho da Silva - Cultura, Universidade e o Trabalho

Agostinho da Silva - Pedagogia e Economia Competitiva

Agostinho da Silva - !ª República, Ditadura e a Reinstalação



Agostinho da Silva














segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Vamos a Tempo - Mercado de Acções

Estava-se no Outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um chefe índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.

O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos invernos mais frios de sempre."

"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu "Os índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."

É assim que funciona o mercado de acções.











sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

A Tempo

A diferença entre o possível e o impossível está na vontade humana.


Para Kant dizer, por exemplo, uma mentira seria sempre - sem excepção - um acto imoral. Para Mill, seria necessário atender às consequências: qual o resultado se se dissesse a verdade e o resultado se se dissesse uma mentira.

O Presidente da Galp Energia, estudou Mill.

Agostinho da Silva - Um Pensamento Vivo

quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

O Nada que é Tudo


Crente é pouco sê-te Deus
E para o nada que é tudo
Inventa caminhos teus.

Se Ele é o que dizes
Ele nada pode ser
E se nada, livre está
Para ser o que quiser.

Se Deus quisesse ocupar
Lugar a si mesmo igual
Preenchia todo o nada
E o deixava tal e qual.

Do que é o Espírito Santo
Só diga quem ficar mudo
Que palavra há que me leve
Áquele nada que é tudo.

Oxalá por saber tanto
Me apeteça ficar mudo
Só então vendo sem ver
Aquele nada que é tudo.

Agostinho da Silva

Valoriza-se mais o Ter que o Ser

A primeira fase da dominação da economia sobre a vida social levou, na definição de toda a realização humana, a uma evidente degradação do ser em ter. A fase presente da ocupação total da vida social em busca da acumulação de resultados económicos conduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma que todo o «ter» efectivo perde o seu prestígio imediato e a sua função última. Assim, toda a realidade individual tornou-se social e directamente dependente do poderio social obtido.

(…) O espectáculo é o herdeiro de toda a fraqueza do projecto filosófico ocidental, que foi uma compreensão da actividade dominada pelas categorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento da racionalidade técnica precisa, proveniente deste pensamento. Ele não realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. É a vida concreta de todos que se degradou em universo especulativo.
A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamento do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espectáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa. A técnica espectacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homens tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou-os somente a uma base terrestre. Assim, é a mais terrestre das vidas que se torna opaca e irrespirável. Ela já não reenvia para o céu, mas alberga em si a sua recusa absoluta, o seu falaccioso paraíso. O espectáculo é a realização técnica do exílio dos poderes humanos num além; a cisão acabada no interior do homem.

Guy Debord, in ‘A Sociedade do Espectáculo’