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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Meditações


A meditação abre-nos as portas da vida. Faz com que o que temos seja suficiente. Transforma a revolta em aceitação, o caos em ordem, a confusão em claridade… Transforma os problemas em dádivas, os falhanços em sucessos, os erros
 em acontecimentos importantes e acolhe o imprevisto como se fosse oportuno.

Com meditação damos sentido ao passado, trazemos paz ao presente e criamos uma visão para o futuro. Não nos privemos de uma das maiores fontes de felicidade, gratuita e totalmente ao nosso alcance!

Pensem e meditem!

sábado, 7 de julho de 2012

Para Meditar


Uma "historinha" para meditar:
O pastor estava na Serra com o seu neto. O neto perguntou-lhe porque havia gente feliz e gente infeliz!
O avô pastor disse ao neto: 
- É tudo um problema dos “lobos” que existem dentro de nós!
O neto ficou surpreso com a resposta!
- Dentro de nós vivem dois “lobos”. Um é malvado, ressentido, arrogante, avarento, falso e triste. O outro “lobo” é bondoso, sereno, humilde, benevolente, generoso e divertido.
Pergunta o neto: - Diz-me avô: Qual é o mais forte?
Responde o avô pastor: Aquele que TU “alimentares” melhor…

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Os dias que correm - Em modo de sobrevivência

Andamos por aí blindados, brincando aos carros de assalto, cada um a pensar na melhor estratégia para defender os seus interesses. Fala-se e ninguém realmente escuta, impacientemente à espera da sua vez de falar. E depois… todos têm tantas opiniões para dar e tanta razão no que dizem!
Quando as coisas azedam, do assunto em discussão passa-se para o ataque pessoal e lá vão mais uns entrechoques, uns riscos e uns arranhões. Fala-se de coisas que nada têm que ver mas há que saber que, em modo de sobrevivência, os egos disparam sem raciocinar sobre tudo o que mexe. E os minutos e as horas passam… nada se decide… nada se conclui. Vai-se lavando roupa suja. E à mão!
Geralmente está tudo muito mais empenhado em ter razão e fazer valer o seu ponto de vista – custe o que custar e sem olhar a meios – do que em ouvir todas as partes, ponderar a melhor solução e chegar a um consenso. Alguns opinam mesmo só por opinar, porque ficar calado é sinal de não se ter opinião – fica mal. Por isso, quando chega a hora de tomar decisões – daquelas que não podem ser adiadas – está tudo exausto e desgastado. Decide-se então à pressa, tendo em pouca conta o que foi dito, porque tem de se chegar a alguma conclusão e já é tarde!
Escute o seu coração!


Portugal sem Prozac
Procuramos gente positiva e feliz
http://www.facebook.com/portugalsemprozac 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Apreço = Agradecimento + Elogio





"O apreço é magnético".

Uma das mais básicas necessidades humanas é a de ser amado. Nunca ninguém valorizou em demasia o papel do amor na nossa felicidade e não me parece que isso venha a acontecer.

Contudo o amor não existe sem expressão. Não é um sentimento, é uma partilha, e, para ser partilhado, precisa de ser comunicado. Uma das melhores formas que conheço para comunicar amor é o apreço. Reconhece que alguém fez algo positivo por ti. Um almoço, uma atenção, um serviço. Agradece e elogia.

Se a tua esposa fez uma refeição para ti uma vez, tu até podes agradecer. Mas amanhã ela faz outra e depois outra, todos os dias, e começa a ser rotina. Então os agradecimentos ficam pelo caminho. Porquê? Porque não lhe agradeces todos os dias em todas as refeições que ela prepara ou pela roupa que te lava e passa?

O teu marido lava-te a loiça, ajuda-te na limpeza da casa, facilita-te a vida em alguma coisa. Aprecia e diz-lho: Obrigado. Não o deixes de fazer quando se torna um hábito, pois o apreço não tem prazo de validade.

Não é a rotina que termina o agradecimento e o apreço.
Nos teus negócios, ou relações de trabalho as coisas não se passam de forma diferente. "AMOR?" no trabalho? Com aquele patrão ou aqueles empregados ou aqueles colegas?

Com certeza. Qualquer progresso pessoal vem também do facto de tu seres atractivo para quem está à tua volta. Se tiveres uma personalidade atractiva terás muito mais oportunidades, e muito mais resultados, pois toda gente quer estar perto de quem é generoso e apreciador.

Como forma de estar e de conduzir a tua vida, o apreço é a mais poderosa. Pratica-o todos os dias com a tua esposa ou marido, mãe ou pai, irmãos, filhos, clientes, prospectos e parceiros. Não te preocupes, que não é por reconheceres e exprimires apreço pelo valor do outro que ficarás tu mesmo numa posição de inferioridade. A humildade faz-te maior e ela é somente o primeiro efeito secundário positivo para ti mesmo, pois muitos outros estão já na fila para te chegarem às mãos.

Manifesta apreço por todas as coisas que aprecias. Lembra-te: Apreço=Agradecimento + Elogio


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como mudar o mundo? Feliz Dia Mundial da Criança!


Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção. De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo: - Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho. Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava claramente: - Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho! A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz? Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu? - Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

Acreditamos que a nossa página tem condições privilegiadas para promover ligações de cidadania e solidariedade. E que a nossa acção pode dar um pequeno mas real contributo para mudar o destino de muitos seres humanos.


Obrigado por nos ajudar a mudar o Mundo!



quarta-feira, 16 de março de 2011

A coragem de viver





"Coragem é estar com um medo de morte, mas ainda assim selar o cavalo." 


John Wayne


A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.

Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.

Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."

Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.

Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.

Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.

Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música. 

Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.

O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.

A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Sucesso e Felicidade

Arianna Huffington, explica como ela encontrou uma forma simples de ser mais produtiva, mais criativa e mais feliz. Ela é co-fundadora e editora-chefe do The Huffington Post




Quais são seus pensamentos sobre isso? Por favor, compartilhe-os connosco.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Education: It's time to do better

Eis a razão porque uma escola que era boa há 30 anos pode ser hoje um atraso de vida, se não perceber que o mundo mudou entretanto.





sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Nada Nos Falta, porque Nada Somos






Ao longe os montes têm neve ao sol,

Mas é suave já o frio calmo

Que alisa e agudece

Os dardos do sol alto.



Hoje, Neera, não nos escondamos,

Nada nos falta, porque nada somos.

Não esperamos nada

E temos frio ao sol.



Mas tal como é, gozemos o momento,

Solenes na alegria levemente,

E aguardando a morte

Como quem a conhece.



Ricardo Reis, in "Odes"

Heterónimo de Fernando Pessoa


domingo, 14 de novembro de 2010

Nunca conseguimos fugir de nós próprios

“Nada nos livra de nós mesmos.”

Jorge de Sena





Quase todos passamos por alguma fase da vida em que nos apetece fugir. Pensamos (mal) que uma fuga para longe nos afasta do que nos irrita ou do que nos massacra os dias. Pura ilusão.


Quem experimentou fugir, percebeu, em pouco tempo, que estava a tentar uma coisa impossível: fugir de si próprio.

Podemos fugir de uma pressão, podemos fugir de outra pessoa, mas nunca conseguimos fugir de nós próprios.

E, quase sempre, é em nós mesmos que temos de encontrar soluções para os problemas que nos afligem.

Há quem se julgue acima da medida humana das nossas vidas. Há quem considere inferiores os que vivem rotinas e estabilidade. Há quem não saiba valorizar os que os amam desinteressadamente. Há quem pense que basta mudar de latitude para fugir aos vícios. Há quem tenha nascido em berço de ouro e persista em viver a adolescência durante décadas. Há quem ignore que uma aventura tem quase sempre um início previsível e um fim imprevisível…


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ESQUECEMO-NOS DE VIVER


Engolidos pelas preocupações do dia-a-dia, deixamos a vida escorrer por entre os dedos como a água fugidia. Quando damos conta, estamos a percorrer a recta final, um pouco atordoados, com a angústia instalada dentro de nós, esquecidos de ser felizes, ansiosos por ainda fazermos isto mais aquilo, embora sabendo, por experiência vivida, que os sonhos raramente se cumprem e os projectos se foram adiando sine die. Consumimos a maior percentagem da nossa existência a cumprir rotinas. Isso bastará para nos dar a felicidade que todos perseguimos? Ou, como seres inquietos que nascemos, ambicionamos sempre algo mais, algo diferente do que satisfaz os outros bichos?


Eis um problema existencial que sempre preocupou espíritos sensíveis. Quem é mais feliz? Quem preenche um ideal de vida mais verdadeiro? A gente simples e inculta do campo, que frui a sua existência em contacto com a natureza, sem interrogações, sem angústias, sem dúvidas, limitando-se a viver uma vida natural, acreditando na pureza dos seus actos e na força da fé, ou as pessoas que lêem, viajam, estudam, se interrogam, duvidam, se angustiam, sempre insatisfeitas, sempre em busca de respostas que não encontram, desesperadas?


Que vida tem mais sentido? A vida simples e natural ou a vida complexa de quem ousa questionar? O povo tem um ditado: “Não vá o sapateiro além da chinela.” Isto é, não estaremos a querer saber demais? Os românticos promoveram o mito do bom selvagem…

Na realidade, quem ousa dizer que tem a chave da felicidade? Como vivíamos quando começámos a erguer-nos nos pés? Não foi o homem que criou os deuses? Não foi o homem que inventou as filosofias? Não foi o homem que criou a moeda, a política, o poder, as guerras, as leis, as confusões? Não é o homem que se vai afastando cada vez mais da simplicidade e cria mais e mais barreiras à naturalidade? Não seremos apenas transitórios e insignificantes bichinhos terrenos, arrogantes inventores de mitos?

Será a pessoa humana, depois de experimentar os venenos da civilização, capaz de recuperar a capacidade de viver de modo simples?

Não serão mais felizes os que, depois de romperem as armaduras em combates vários, caiem na humildade, retornam à natureza-mãe e reaprendem o sabor do pão cozido a lenha, o encanto do cantar do pintassilgo, o rumorejar de um regato de água das serras, o prazer de contar histórias, de conviver, de engolir fungos e bactérias?

Às vezes, esquecemo-nos de que os outros também são natureza, e uma natureza especial. Será que, se aprendermos a viver em comunidade, a respeitarmo-nos, não encontraremos as chaves da alegria que procuramos algures, perdidamente? Não estará o segredo da vida aqui, ao nosso lado, nos outros, e em nós, no nosso coração?

Aprendermos a viver juntos não será um projecto autêntico e suficientemente ambicioso para merecer ser vivido em pleno?

Acabo de reler um soneto de Florbela Espanca onde a poetisa invoca, de certo modo, esta temática.

Onze versos descrevem o paraíso na terra centrado na figura de uma camponesa que vive a vida como o rouxinol, aproveitando o que Deus lhe deu, preenchendo os dias com as rotinas do rio que corre sempre para o mar. Aceita o que lhe acontece, agradece, vai em frente até descer à “terra da verdade”, com a consciência do dever cumprido, feliz. Nos outros três, a autora grita o seu pessimismo, a sua angústia, a sua insatisfação, atormentada por dúvidas, destruindo-se, sobretudo, pelos excessos de quem quis devorar a vida em vez de a saborear, acabando devorada!





terça-feira, 12 de outubro de 2010

Planos e Objectivos

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde vai"


Séneca





Tens um objectivo grande, a longo prazo? Tens um plano com metas a curto prazo? Tens como guia alguém que já chegou até onde tu queres ir? Coloca estas perguntas em todos os aspectos da vida: dinheiro, amor, realização pessoal, saúde, etc. Se disseste não a alguma destas perguntas, reavalia a tua vida porque provavelmente andas à deriva.
 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Trabalha sobre ti mesmo e sê tudo o que quiseres.

"Amar é reconhecer os defeitos de quem a gente ama; odiar é reconhecer as boas qualidades de quem a gente detesta."


Confúcio




Como é que o amor tem a ver com defeitos e o ódio com qualidades? Mmm... penso que o segredo desta mensagem tem a ver com o facto de a tua imagem do outro funcionar também como o teu espelho invertido: no sucesso dos outros vês uma recordação dos teus fracassos, nos defeitos dos outros um hino às tuas qualidades. Talvez que o amor a alguém e aos seus defeitos não seja mais que uma forma de o teu ego pôr em evidência as tuas próprias qualidades. E que a inveja pelas conquistas alheias não seja mais que uma recordação dos teus próprios fracassos.


Em todo o caso, o factor decisivo está bem perto: em ti. E como depende de ti, pode ser modificado quando entenderes.


O Confúcio esqueceu-se de dizer que tanto o Amor como o Ódio, e, já agora todas as outras emoções e aspectos da vida, têm um único responsável: Tu.



Trabalha sobre ti mesmo e sê tudo o que quiseres.




sábado, 28 de agosto de 2010

O dia dos fracassados tem 24 horas.

"Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de métodos."


Albert Einstein






Há algo de estruturalmente errado na vida de uma pessoa ou de uma organização quando alguém precisa de fazer horas extra para completar uma tarefa. Eu sei, eu já fiz isso. Eu tive uma empresa que ocupava todos os meus dias. Saía de casa pelas 7h30 da manhã, e chegava frequentemente depois das dez da noite, e trabalhava todos os Sábados, todos os feriados e muitos Domingos.


A minha razão/desculpa era: "tenho de ganhar mais dinheiro, logo tenho de trabalhar mais horas". Idiota.


Este meu modo de vida tinha alguns efeitos colaterais negativos. A minha produtividade era realmente baixa, a saúde começou a sofrer, nas relações familiares em casa cresciam ervas daninhas à vontade, via os meus filhos sempre na horizontal (quando eu saía de casa ainda estavam a dormir e quando eu chegava já estavam a dormir), eu parecia uma barata tonta, trabalhando em força em vez de trabalhar com inteligência.


Também tinha efeitos positivos, por assim dizer: Por um lado eu não tinha dinheiro, mas trabalhava muitíssimo e isso acalmava a minha consciência, por outro toda a gente, família e amigos, me admiravam por eu ser tão trabalhador.


Naquela altura eu não sabia avaliar isso, mas de facto eu, empresário, ganhava menos por hora que a senhora da limpeza que limpava o escritório dia sim dia não.


A empresa fechou. A pouco e pouco fui descobrindo que trocar o tempo por dinheiro é somente uma forma de escravidão. Não premeia o desempenho. Aprendi a trocar resultados por dinheiro e aí as coisas funcionam noutro paradigma. Não estás dependente de horas de trabalho mas de resultados. Mais resultados, mais dinheiro, menos resultados, menos dinheiro. Ponto final.


Esta nova intuição permitiu-me investir fortemente no meu desenvolvimento pessoal e profissional, nas relações pessoais de qualidade e na generosidade como filosofia de vida. Deixei de me focar no "tenho de trabalhar para ganhar dinheiro" e passei a focar-me em "tenho de valorizar a minha vida para ganhar mais dinheiro".


O resultado disso é que cada vez posso pedir mais dinheiro por fazer as mesmas coisas porque sou cada vez mais eficaz e cada vez tenho maior valor para o mercado. E isso é realmente o único importante. Se te tornares mais valioso é impossível que não ganhes mais dinheiro.


Este novo paradigma obriga-me a não perder oportunidades de aprender mais todos os dias e com todas as pessoas e ocasiões, a ser organizado, a focar-me em objectivos, planos e acções concretas, a avaliar e corrigir.


E passei a ter tempo para fazer tudo o que considero importante. Almoço e janto em casa com a minha família, acompanho o dia-a-dia das minhas filhas na escola, nas actividades extra-curriculares e no desporto, a minha filha mais velha acabou de entrar para a Universidade que ela escolheu e vive num belíssimo apartamento a 10 minutos do campus.


Em consequência desta minha experiência, continuo a melhorar a minha performance ensinando outras pessoas interessadas em fazer o mesmo: mudar as regras do jogo. Quando alguma das pessoas que vêm ter comigo para alguma orientação me diz "não tenho tempo" para ler isto ou fazer aquilo, eu sei imediatamente por onde começar.


O dia dos fracassados tem 24 horas. Adivinha quantas horas tem o dia dos prósperos? Se tu mesmo(a) estás a pensar que não tens tempo, pensa de novo, avalia a tua filosofia de vida e as tuas prioridades e vais ver que, tempo, é coisa que tens até de sobra, exactamente 24 horas e seis minutos em cada dia.




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Liderar para a liberdade

"Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho."


André Gide




Liderar para a liberdade, educar para a autonomia. Podes ajudar alguém em situação difícil, mas assegura-te de que estás a ensinar essa pessoa a ser autónoma e livre. Lembras-te do velho ditado oriental "se deres um peixe a alguém dás-lhe de comer para um dia, se o ensinares a pescar alimenta-lo para toda a vida"?


Por outro lado, podes pedir ajuda e ser ajudado. É muito corajoso da tua parte aceitares a ajuda de outra pessoa. Certifica-te contudo de que essa ajuda é canalizada para não precisares de pedir ajuda de novo, para poderes ter, tu mesmo, condições de ajudar outros a serem autónomos, por sua vez.


Não te substituas ao teu filho na resolução de um problema nem expliques com todo o detalhe ao teu subordinado o que fazer. Assegura-te da segurança e da efectividade mas dá o máximo de liberdade e de responsabilidade. Faz o mesmo contigo: não aceites que outros façam o que é suposto seres tu a fazer ou que te substituam numa missão. É a tua e de mais ninguém. Torna-te pró-activo e toma o controlo da tua própria vida. Depois ensina a outros esse mesmo caminho.


A Liberdade Individual não pode ser dada, tem de ser conquistada. Não te prives a ti nem prives ninguém desta conquista, que é, penso eu, a maior de todas as que podemos conseguir enquanto estamos nesta Terra.




domingo, 8 de agosto de 2010

Vida moderna "rat race"

"O problema com a corrida de ratos, é que, mesmo que venças, continuas a ser um rato."

Lily Tomlin



Os anglo-saxónicos usam a expressão "rat race" ("corrida de ratos") como metáfora do modo de vida moderno. Os ratos em laboratório fazem corridas num labirinto para conseguirem chegar a uma recompensa no final. Esta experiência demonstra as extraordinárias capacidades dos ratos em mapearem nos seus cérebros um caminho através de um labirinto. No final, a recompensa.

As corridas dos ratos são uma interessante analogia: corremos, corremos, tratamos disto e daquilo, trabalhamos como loucos para conseguirmos uma recompensa no final. Também estamos bem adaptados ao labirinto em que se tornaram as nossas vidas. Temos um mapa mental adequado e percorremos as suas passagens evitando os becos sem saída mais ou menos eficazmente.

O problema com este modo de vida é que, com cada viagem bem sucedida, estaremos somente melhor preparados para, na próxima corrida, corrermos ainda mais rapidamente e mais eficientemente, não para deixarmos de ser ratos nem para nos libertarmos do labirinto.

Achas que te consegues libertar da corrida de ratos? Achas que consegues ser dono do teu tempo, do teu corpo, do teu talento? Terás algum dia a liberdade de poder correr por onde quiseres, quando quiseres, sem ter ninguém a espreitar por cima do teu ombro, a respirar no teu pescoço fazendo-te crer que precisas do pedaço de queijo no final do labirinto?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma Desculpa ou um Motivo



"Se não podes voar, corre; se não poderes correr, caminha; se não puderes caminhar gatinha."


Quantas vezes usas a desculpa de não poder voar para não gatinhares? "Ah, eu não consigo fazer o que tu fazes, por isso não faço nada", "tu é que tens as qualidades, eu não tenho", "isso é bom é para ti que és capaz", "eu fazer, fazia, se tivesse o tempo que tu tens" ou "... o dinheiro que tu tens".




Não sabes que o fazer é que traz os resultados? Não trabalhas o mês inteiro para receberes um salário no final? Não investes para ter lucro? Não semeias para colher? Então como é que queres poder voar se não corres, e correr se não andas e andar se não gatinhas?



A natureza humana é engraçada. Parece que o que serve de desculpa para uns serve de motivo para outros. Há quem não invista por não ter dinheiro, e há quem invista precisamente para não voltar a ter falta de dinheiro. Há quem não aproveite uma oportunidade por não ter tempo, e há quem a aproveite precisamente para nunca mais ter falta de tempo. Há quem não aprenda porque não tem capacidade e há quem aprenda precisamente para não voltar a ter falta de capacidade.



Eu sei como é que vejo o meu mundo. Eu vejo motivos onde uma grande parte dos meus irmãos humanos vê desculpas. Talvez por isso eu veja oportunidades onde essa mesma maioria vê problemas.
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