segunda-feira, 21 de março de 2011

O que é a felicidade?

O que é a felicidade? Como podemos atingi-la? Mathieu Ricard, bioquímico de formação e monge budista por opção, diz-nos que podemos treinar as nossas mentes em hábitos de bem-estar de forma a gerar um verdadeiro estado de bem-estar e realização.




domingo, 20 de março de 2011

Viver a vida ao máximo




"O homem seria muito mais feliz se se esforçasse tanto para não cometer asneiras como se esforça depois para as remediar."

George Bernard Shaw


Há pessoas que fazem tudo de qualquer maneira, cometem erros e depois encrencam-se. Sair de uma situação é mais difícil do que evitar lá entrar. Isto é senso comum.

Todavia também há aqueles que, por medo de cometer asneiras nunca fazem coisa nenhuma. Para não terem de sair de uma situação difícil, não entram em nenhuma.
Entre um e outro tipo de pessoas, se eu tivesse de escolher, eu escolheria o primeiro. Aqueles que se encrencam e depois têm de sair da situação. Imagina a diferença de desenvolvimento, riqueza de vida, de experiência que traz a necessidade absoluta de achar soluções!

Imagina dois velhinhos de 85 anos. Um, do primeiro tipo e outro do segundo. Consegues imaginar a conversa deles um com o outro? O que têm para contar? Para cada história de aventura de um existe uma história de... nada do outro. Para cada problema resolvido por um existe um... nada do outro. Para cada fracasso e vitória de um existe um... nada do outro.

Olha bem. Eu não estou a dizer para desatares a fazer asneiras. Não. Deves evitar algumas. As que conseguires. Mas o receio de fazer asneiras não te pode travar no propósito de viver a tua vida ao máximo e de revelares todo o teu potencial.
Se não queres que, quando tiveres 85 anos a tua vida não tenha sido um bocejo, não podes passar o dia de hoje a bocejar.



quarta-feira, 16 de março de 2011

A crise segundo “Einstein”


“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro.

“Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.

 Albert Einstein



A coragem de viver





"Coragem é estar com um medo de morte, mas ainda assim selar o cavalo." 


John Wayne


A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.

Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.

Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."

Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.

Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.

Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.

Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música. 

Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.

O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.

A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Sucesso e Felicidade

Arianna Huffington, explica como ela encontrou uma forma simples de ser mais produtiva, mais criativa e mais feliz. Ela é co-fundadora e editora-chefe do The Huffington Post




Quais são seus pensamentos sobre isso? Por favor, compartilhe-os connosco.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Qualidade de vida





‎"Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!"

O bem estar físico e emocional de todos, as atitudes positivas, e a integração entre organizações e sociedade, a Qualidade de Vida deixará em breve de ser uma bandeira para se tornar um bem comum.

Toda a atitude tomada para valorizar as virtudes do ser humano deve ser valorizada e incentivada.

Sejam Felizes!


terça-feira, 8 de março de 2011

Pensamento destrutivo. O remédio é agir.




"Faz sempre alguma coisa que tenhas medo de fazer."
Ralph Waldo Emerson


Mas como é que vou fazer algo que nunca fiz antes? E se corre mal? E se eu for ridicularizado? E se não resultar? E se não for capaz? E se ninguém me ajudar? E se...

Podes ter um milhão de "ses..." a impedirem-te de avançar. Quando isso acontece, quando as razões para não fazer uma coisa são aos milhões e tu sentes que são somente desculpas esfarrapadas para não progredires, pára de pensar e executa.

Precisas de saber quando deves parar de pensar: quando os teus pensamentos trabalham contra ti. O remédio não é tentar pensar noutra coisa pois voltarás sempre ao mesmo pensamento crónico destrutivo. O remédio é agir.

Se tivermos um grupo de pessoas e colocarmos um desafio igualmente difícil, enquanto uns ficam a pensar se serão ou não capazes, se valerá a pena tentar, outros vão e fazem. Depois de um tempo teremos claramente 2 grupos:

- Os que fizeram e
- Os que não fizeram.

E, dentro dos que não fizeram, está aquela pessoa muito especial que sabe tudo acerca do assunto, tem variadíssimas razões para não ter feito nada, explica-se muito bem explicado, até retira valor aos que executaram tudo dizendo que eles tinham condições especiais, ou que fizeram tudo mal feito, que "se fosse eu, teria feito antes assim e assado".

Este génio, junta atrás de si uma legião de seguidores frustrados que encontram nele uma explicação satisfatória para a sua falta de coragem e para a inércia.

Já ouviste dizer "quem sabe fazer, faz. Quem não sabe fazer, ensina"? Adivinha quem são estes professores! Espero que nenhum deles seja o teu.


segunda-feira, 7 de março de 2011

A Verdade é o Amor - O Amor e o Medo

                 


"Esta é a narrativa da vida de todo mundo. Por detrás da enorme diferença, há apenas uma única história, a de se ir do "não " ao "sim ". Toda a vida é: "Não, obrigado. Não, obrigado". E, em última instância é: "Sim, eu me rendo. Sim, eu aceito. Sim, eu compreendo". Essa é a jornada". 


Uma experiência forte e significativa de se viver é a sensação de abrir-se e superar um medo. O medo faz com que a gente pare, olhe e se demore, às vezes demais, em algo que deve ser continuado. Lembro-me de uma história em que o mestre se dirige ao discípulo e diz: "Bem, é chegada a hora. Agora você vai passar pela prova do medo. Você entrará neste quarto fechado e haverá uma porta para que você saia do outro lado. Aí dentro, você se defrontará com todos os seus medos. Espero você na saída. Vou te dar só um conselho: aconteça o que acontecer, veja você o que vir e sinta o que sentir não pare. Continue andando... continue andando".  

Quando paramos, a situação fica maior. A sombra começa a nos tomar e começamos a pensar toda sorte de bobagens e negatividades e a cabeça começa a fazer uma conversa feia e pesada. Começamos a nos fechar e a nos encolher. O medo faz com que paralisemos e fiquemos agarrados às coisas. Faz com que deixemos passar o timing de sair de uma situação desfavorável, e pode nos fazer perder a dignidade. Não estou propondo a ausência irreal de medo que o expõe ao perigo e risco desnecessários. Estou falando de ter se contaminado demais pelo medo de forma tão sutil que nem mais se percebe a sua presença, mas o seu efeito é, no fim, brutal.   

Lembro-me sempre de uma linda cena de um filme do Harry Potter - O prisioneiro de Askaban - que ilustra esse processo muito bem. Harry Potter estava na floresta à noite para salvar alguém e aqueles seres horrorosos das sombras vieram para cima deles e começaram a acuá-los. Harry foi perdendo sua força e os seres foram dominando-o cada vez mais. Ele caiu no chão e as sombras fantasmas ficaram drenando toda a sua energia... Ele estava fraco demais,  quase morrendo e tudo parecia já perdido quando aparece uma rena iluminada ao longe e nem mesmo se aproxima, mas com sua luz afasta as sombras que, não aguentando, vão embora correndo. Harry pensa que foi o espírito de seu pai que o salvou. 

Essa qualidade de amor que se estende, vai em direção ao outro e diz: "eu vou te proteger", "eu não vou deixar isso acontecer com você!" abre um enorme campo de luz a milhares de quilômetros de distância. Assim é o amor de um ser iluminado. Assim é o amor de um pai por um filho. Assim é a qualidade de vínculo estabelecida entre os seres que sentem o puro e grande amor, que não tem a ver com demonstrações exageradas de amor romântico, mas com estender-se, avançar, e ir em direção ao outro. 

A Verdade é o Amor. No fim passamos por tantas experiências e conhecemos demais a sensação de nos encolhermos por medo, e deixarmos passar uma oportunidade de contato (de nos abrirmos) por medo... Vivemos,  sendo bem honestos, quase o tempo todo nisso... 

Mas ter a experiência de ter dado o passo que se temia, mas se sabia certo, de ter falado quando se fazia necessário, sobretudo ter feito algo por alguém quando era importante que fosse feito, faz-nos sentir uma paz e um orgulho de si para além da arrogância e livre da falsa modéstia. É essa sensação reconfortante e positiva - que vem com saber ter feito o que era certo - que nos garante a satisfação e o preenchimento que nos sustentam, tanto nos momentos difíceis, quanto na hora de partir... 

Poder desafiar o medo e não segui-lo é uma experiência daquelas que justificam a vinda ao planeta Terra.
 

O contrário do Amor não é o ódio. O contrário do Amor é o medo. O medo faz você se fechar e o Amor faz você seguir a despeito de. A despeito de não ser a situação adequada, a despeito de criar talvez mais problemas... No fim das contas, o que vale é ter vivido e ter sido fiel ao bom em você. Isto justifica a vida por se viver e dá paz de espírito na hora da morte. Olhando para trás você terá preferido dar o passo.  

Se o relacionamento acabou... No fim, você viveu. Se foi traído, que bom que não foi você! 

Se você se deixou ficar numa situação qualquer por medo,  se cedeu ao que não devia, ao que não sentia como certo, ou se usou de meios pouco claros para obter o que desejava, reveja, avalie, analise e busque onde estava o medo raiz...  O que de fato fez com que você fizesse o que fez? Quais foram as implicações disso para você e para os outros?  O medo não é justificativa. O sabor da experiência de sair disso e crescer paga o preço! O resultado é o próprio gesto. Não há ganho. Não há perda. 

E, por fim, um detalhe importante: seguindo-se no filme de Harry Potter, descobrimos que a rena era ele mesmo (num desdobramento no tempo) invocando a força e a Luz do Grande Amor e Proteção que combate o medo através da lembrança viva e presente da verdadeira felicidade. No fundo, o que pensávamos vir dos outros (para o bem e para o mal), vem de nós mesmos... E ainda, o que pensávamos estar fazendo aos outros, estamos fazendo é a nós mesmos.


A Civilzação Empática (The Empathic Civilisation )




Animação baseada nos ensinamentos de Jeremy Rifkin



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