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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Meditações


A meditação abre-nos as portas da vida. Faz com que o que temos seja suficiente. Transforma a revolta em aceitação, o caos em ordem, a confusão em claridade… Transforma os problemas em dádivas, os falhanços em sucessos, os erros
 em acontecimentos importantes e acolhe o imprevisto como se fosse oportuno.

Com meditação damos sentido ao passado, trazemos paz ao presente e criamos uma visão para o futuro. Não nos privemos de uma das maiores fontes de felicidade, gratuita e totalmente ao nosso alcance!

Pensem e meditem!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mudar de Vida


O ponto em que nos encontramos resulta das inúmeras escolhas que fomos fazendo, algumas – para não dizer muitas delas – de forma insconsciente. Pessoas, livros, encontros e acontecimentos aparentemente aleatórios contribuiram, por vezes de forma determinante, para nos trazer para onde estamos hoje.

A cada instante, numa simples escolha de itinerário, estamos a expor-nos a certos acontecimentos e a evitar outros tantos e esta escolha pode por vezes fazer a diferença entre a vida e a morte. Vista por este prisma, a vida revela-se uma infinita teia de probabilidades e de processos causais e poderia tornar-se verdadeiramente assustadora se estes fossem aleatórios.

Digo “de certa forma” porque há processos que, por serem mais globais – sociais, comunitários, ou planetários, por exemplo – ou mais antigos – e resultarem de escolhas anteriores – escapam ao crivo dessa proteção. É por essa razão que, “fazermos tudo certo” não constitui necessariamente uma garantia de que tudo irá sempre “correr bem”.

Por isso é importante entendermos que, mais ainda do que os acontecimentos, é a nossa atitude perante eles que define a nossa vida. As nossas escolhas determinam, em parte, aquilo a que nos expomos e aquilo de que nos afastamos, mas a nossa atitude perante os acontecimentos é muito mais determinante. Obviamente, certas escolhas colocam-nos em situações melhores, outras em situações piores. É um facto. Mas, em definitivo, é sempre possível melhorar, corrigir e mesmo tirar partido de qualquer situação se tivermos uma boa atitude.
Sim, a nossa vida é criada por nós porque temos liberdade para reagirmos de forma positiva aos desafios. E é por isso que a podemos mudar neste preciso instante, sem termos necessariamente de mandar tudo às urtigas, simplesmente decidindo – do fundo do coração – mudar de atitude.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ser Optimista


Ser optimista não é, uma opção. É, antes, uma necessidade, um imperativo que temos de aprender a lançar sobre a nossa vida. Optimismo é começar por acreditar no sucesso como a única via, é declarar guerra ao pessimismo, de modo a que seja possível ver no futuro prosperidade.

Portugal sem Prozac
Procuramos gente positiva e feliz

http://www.facebook.com/portugalsemprozac

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A escolha é nossa!



Há pessoas que andam pela vida sempre contrariadas. Se faz sol, queixam-se do calor; se chove, queixam-se da chuva. Detestam o frio, odeiam o calor, parece às vezes que a única coisa de que gostam mesmo é de se queixarem.

Já repararam como, muitas vezes, uma boa parte do nosso descontentamento vem das ideias feitas que temos sobre as coisas e da nossa recusa em aceitar o que é?

Porque se a vida não tem botão de rewind, tem certamente um botão forward. A escolha é nossa.

Portugal sem Prozac
Obrigado por nos ajudar a mudar o Mundo!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meditações



A meditação abre-nos as portas da vida. Faz com que o que temos seja suficiente. Transforma a revolta em aceitação, o caos em ordem, a confusão em claridade… Transforma os problemas em dádivas, os falhanços em sucessos, os erros em acontecimentos importantes e acolhe o imprevisto como se fosse oportuno.

Com meditação damos sentido ao passado, trazemos paz ao presente e criamos uma visão para o futuro. Não nos privemos de uma das maiores fontes de felicidade, gratuita e totalmente ao nosso alcance!

Pensem e meditem!
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Está acordado para a vida?




“Se há esperança no futuro, há poder no presente”. John Maxwell


Não há nada como um sonho para criar o futuro.


Não importam as “condições metereológicas” em que você está navegando. O mar pode estar revolto ou apenas soprando uma leve brisa. Você precisa estar “firme no leme”.


Está acordado para a vida?
Procuramos gente positiva e feliz
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ser Optimista



Dizem que no Portugal sem Prozac, somos optimistas, porque só olhamos para o lado bom da vida, porque só vemos as virtudes, desprezando os defeitos.

Dizem-nos que somos optimistas porque não queremos ver; que ser
optimista é um luxo de quem tem sucesso e de quem só vê o lado bom da
vida porque assim pode.

Num manifesto pedido de reflexão, gostaria de aqui afirmar o
contrário.O pessimismo, esse sim, é um luxo dos que podem, um
desperdício de energia e uma falta de respeito para connosco próprio,
para com a vida e acima de tudo, para com os outros.

Ser optimista não é, por isso, uma opção. É, antes, uma necessidade,
um imperativo que temos de aprender a lançar sobre a nossa vida.
Optimismo é começar por acreditar no sucesso como a única opção, é
declarar “guerra” ao pessimismo, de modo a que seja possível, ver no
futuro prosperidade.

Obrigado por nos ajudar a mudar o Mundo!
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sonhos realizados mais vidas mudadas



"O único fracasso real é não ser consequente com o melhor que sabemos."
Buda


Um dia tens uma intuição que te faz sentir bem:
"Vou fazer "isto"!
Nos segundos seguintes entra o teu raciocínio: "como é que o vais fazer?", "não tens tempo", "não tens dinheiro", "ninguém de compreende", "vão rir-se de ti", "não tens competências", "mas quem é que tu pensas que és?", "não és mais que os outros", "nunca foi feito antes", "isso não é para ti", "não tens experiência", "se fosse assim tão simples já outros o teriam feito", "a família não te apoia"....

A maior parte das pessoas, a maior parte das vezes fica soterrada pelas objecções, esquece o assunto e volta para a mediocridade.

Mas um dia, basta um dia, uma única vez. Alguém segue aquela vozinha. Mesmo com todas as objecções decide dar uma chance. Primeiro tímida, depois mais resoluta.

Então, de repente algo de maravilhoso acontece: a trajectória completa daquela vida foi alterada para sempre. A vozinha começa a falar mais alto e mais, e mais, e mais objectivos são alcançados, mais sonhos realizados e mais vidas mudadas.

Segue o teu coração, nem que seja uma só vez na tua vida. Intuis algo como verdadeiro? Alguma coisa que sintas ter de realizar? Sê consequente com isso e a tua vida toda entrará numa órbita completamente nova.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Precisas de te descobrir para descobrires os outros.


"Uma pessoa sábia sabe quando fazer uma excepção a qualquer regra e sabe improvisar."

Barry Schwartz


Qualquer pessoa pode fazer alguma coisa contra as regras. Um pintor faz uns rabiscos e o quadro vale uma fortuna. Um escritor escreve um livro inteiro sem pontuação e é aplaudido. Um empregado ou um militar fazem algo que não está nas ordens, mas que resulta e são elogiados.

O mundo das regras não está feito para te valorizar. Foram criadas tantas porque ninguém acredita na tua capacidade de adequar a acção à necessidade e ao objectivo.


Eu acredito.

Acredito em ti. Acredito que tens sabedoria suficiente para escreveres o teu próprio futuro. Não é o teu patrão, nem o governo, nem a tua família, nem amigos. És tu. Primeiro entendes que as regras são feitas para serem quebradas, no momento adequado. Depois descobres que o teu propósito é, mais que escrever as páginas do teu futuro, ajudar outras pessoas a escreverem o delas, entrelaçado com o teu, numa teia, um tecido de cores vivas.

Precisas de te descobrir para descobrires os outros. E só te descobres quando começares a marchar a um ritmo diferente do tambor geral. Aí, e só aí, vais descobrir quem és e do que és capaz. Ouves o tambor, sim, mas corres, andas, e marchas com um ritmo muito teu, umas vezes no tempo certo, outras no tempo errado.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O poder da criatividade

                               

"Há poucas coisas tão importantes para o crescimento contínuo como a cultura da inovação."

Podes passar anos no relax pensando os mesmos pensamentos, sentindo as mesmas emoções, executando as mesmas rotinas, convivendo com os mesmo amigos nos mesmos locais.

Contudo também podes viver em modo evolutivo: melhorando sempre na tua profissão, melhorando-te a ti mesmo e à tua performance em todos os aspectos da vida.

E podes ainda viver em revolução. Evoluis, sim, sempre, mas o teu foco não é somente evoluir na continuidade, melhorar o que está feito, a pessoa que és. Com alguma regularidade tu reinvestas-te. Tens rotinas sim, vives em modo evolutivo, também, mas de vez em quando dás aquele salto quântico que transforma a tua vida e a de quem te rodeia e fazes algo que deixa toda a gente abismada, assustada, incrédula.

Tens um poder assustador para resolver problemas: chama-se criatividade. Tem a capacidade de te virar ao avesso e de te reinventar, de te levar a um mundo onde tudo é possível, independentemente daquilo que te tenham dito.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

A qualidade da tua vida




"O nosso cansaço é frequentemente não pelo trabalho mas pela preocupação, frustração e ressentimento."

Dale Carnegie

Já reparaste que tens na tua vida dois tipos de entidades relacionadas com a tua energia: um que ta fornece e outro que ta suga. Se pensares um pouco conseguirás identificar muito bem cada uma delas:

O entusiasmo, por exemplo, pertence ao tipo dos fornecedores, assim como a paixão, o optimismo, a organização, a disciplina, a visão positiva do futuro.

Entre os sugadores temos, logo à cabeça, a preocupação. Depois o pensamento negativo, a baixa auto-estima, frustração e ressentimento, a falta de perspectivas, o sentimento de estar encurralado e a vida baralhada: coisas pequenas e grandes por resolver.

Se pensares que a qualidade da tua vida é valorizada pela quantidade da energia que tu erradias, que colocas em tudo o que fazes, é fácil entender que, se te rodeares de sugadores pouco ou nada te restará para irradiar. Mais não és que uma estrela apagada que não traz nada de valor para o universo e, em consequência, nada recebe de volta.

Aprende a controlar os sugadores, um por um. Eles não são mais que animais selvagens à espera de serem domesticados. Requerem trabalho, dedicação e paciência, mas à medida que os vais dominando, a tua energia acumula, acumula, até começares a brilhar de novo e a recuperar a tua vida de volta.


segunda-feira, 7 de março de 2011

A Verdade é o Amor - O Amor e o Medo

                 


"Esta é a narrativa da vida de todo mundo. Por detrás da enorme diferença, há apenas uma única história, a de se ir do "não " ao "sim ". Toda a vida é: "Não, obrigado. Não, obrigado". E, em última instância é: "Sim, eu me rendo. Sim, eu aceito. Sim, eu compreendo". Essa é a jornada". 


Uma experiência forte e significativa de se viver é a sensação de abrir-se e superar um medo. O medo faz com que a gente pare, olhe e se demore, às vezes demais, em algo que deve ser continuado. Lembro-me de uma história em que o mestre se dirige ao discípulo e diz: "Bem, é chegada a hora. Agora você vai passar pela prova do medo. Você entrará neste quarto fechado e haverá uma porta para que você saia do outro lado. Aí dentro, você se defrontará com todos os seus medos. Espero você na saída. Vou te dar só um conselho: aconteça o que acontecer, veja você o que vir e sinta o que sentir não pare. Continue andando... continue andando".  

Quando paramos, a situação fica maior. A sombra começa a nos tomar e começamos a pensar toda sorte de bobagens e negatividades e a cabeça começa a fazer uma conversa feia e pesada. Começamos a nos fechar e a nos encolher. O medo faz com que paralisemos e fiquemos agarrados às coisas. Faz com que deixemos passar o timing de sair de uma situação desfavorável, e pode nos fazer perder a dignidade. Não estou propondo a ausência irreal de medo que o expõe ao perigo e risco desnecessários. Estou falando de ter se contaminado demais pelo medo de forma tão sutil que nem mais se percebe a sua presença, mas o seu efeito é, no fim, brutal.   

Lembro-me sempre de uma linda cena de um filme do Harry Potter - O prisioneiro de Askaban - que ilustra esse processo muito bem. Harry Potter estava na floresta à noite para salvar alguém e aqueles seres horrorosos das sombras vieram para cima deles e começaram a acuá-los. Harry foi perdendo sua força e os seres foram dominando-o cada vez mais. Ele caiu no chão e as sombras fantasmas ficaram drenando toda a sua energia... Ele estava fraco demais,  quase morrendo e tudo parecia já perdido quando aparece uma rena iluminada ao longe e nem mesmo se aproxima, mas com sua luz afasta as sombras que, não aguentando, vão embora correndo. Harry pensa que foi o espírito de seu pai que o salvou. 

Essa qualidade de amor que se estende, vai em direção ao outro e diz: "eu vou te proteger", "eu não vou deixar isso acontecer com você!" abre um enorme campo de luz a milhares de quilômetros de distância. Assim é o amor de um ser iluminado. Assim é o amor de um pai por um filho. Assim é a qualidade de vínculo estabelecida entre os seres que sentem o puro e grande amor, que não tem a ver com demonstrações exageradas de amor romântico, mas com estender-se, avançar, e ir em direção ao outro. 

A Verdade é o Amor. No fim passamos por tantas experiências e conhecemos demais a sensação de nos encolhermos por medo, e deixarmos passar uma oportunidade de contato (de nos abrirmos) por medo... Vivemos,  sendo bem honestos, quase o tempo todo nisso... 

Mas ter a experiência de ter dado o passo que se temia, mas se sabia certo, de ter falado quando se fazia necessário, sobretudo ter feito algo por alguém quando era importante que fosse feito, faz-nos sentir uma paz e um orgulho de si para além da arrogância e livre da falsa modéstia. É essa sensação reconfortante e positiva - que vem com saber ter feito o que era certo - que nos garante a satisfação e o preenchimento que nos sustentam, tanto nos momentos difíceis, quanto na hora de partir... 

Poder desafiar o medo e não segui-lo é uma experiência daquelas que justificam a vinda ao planeta Terra.
 

O contrário do Amor não é o ódio. O contrário do Amor é o medo. O medo faz você se fechar e o Amor faz você seguir a despeito de. A despeito de não ser a situação adequada, a despeito de criar talvez mais problemas... No fim das contas, o que vale é ter vivido e ter sido fiel ao bom em você. Isto justifica a vida por se viver e dá paz de espírito na hora da morte. Olhando para trás você terá preferido dar o passo.  

Se o relacionamento acabou... No fim, você viveu. Se foi traído, que bom que não foi você! 

Se você se deixou ficar numa situação qualquer por medo,  se cedeu ao que não devia, ao que não sentia como certo, ou se usou de meios pouco claros para obter o que desejava, reveja, avalie, analise e busque onde estava o medo raiz...  O que de fato fez com que você fizesse o que fez? Quais foram as implicações disso para você e para os outros?  O medo não é justificativa. O sabor da experiência de sair disso e crescer paga o preço! O resultado é o próprio gesto. Não há ganho. Não há perda. 

E, por fim, um detalhe importante: seguindo-se no filme de Harry Potter, descobrimos que a rena era ele mesmo (num desdobramento no tempo) invocando a força e a Luz do Grande Amor e Proteção que combate o medo através da lembrança viva e presente da verdadeira felicidade. No fundo, o que pensávamos vir dos outros (para o bem e para o mal), vem de nós mesmos... E ainda, o que pensávamos estar fazendo aos outros, estamos fazendo é a nós mesmos.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Assim damos a volta a isto!




                                


Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'casinha dos pais',
se já tenho tudo, para quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração 'vou queixar-me para quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.








Afinal, quem são os parvos? 

Chama-se "Que Parva que eu Sou", não se encontra em qualquer disco dos Deolinda e retrata a "geração sem remuneração", com passagens como "que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Somos o que fazemos, para mudar o que somos





O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse a mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

- Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
- Ruim. – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água corria no queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! – disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.
- Não, disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: é deixar de ser copo para tornar-se lago. Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos.




quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eu

Quem sou eu?


Eu, eu mesmo... 
Eu, cheio de todos os cansaços 
Quantos o mundo pode dar. — 
Eu... 
Afinal tudo, porque tudo é eu, 
E até as estrelas, ao que parece, 
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças... 
Que crianças não sei... 
Eu... 
Imperfeito? Incógnito? Divino? 
Não sei... 
Eu... 
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida... 
Terei um futuro? Sem dúvida... 
A vida que pare de aqui a pouco... 
Mas eu, eu... 
Eu sou eu, 
Eu fico eu, 
Eu... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa





domingo, 21 de novembro de 2010

Nada Nos Falta, porque Nada Somos






Ao longe os montes têm neve ao sol,

Mas é suave já o frio calmo

Que alisa e agudece

Os dardos do sol alto.



Hoje, Neera, não nos escondamos,

Nada nos falta, porque nada somos.

Não esperamos nada

E temos frio ao sol.



Mas tal como é, gozemos o momento,

Solenes na alegria levemente,

E aguardando a morte

Como quem a conhece.



Ricardo Reis, in "Odes"

Heterónimo de Fernando Pessoa


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A mudança começa pelo ‘eu’




Ela deixou de ser tão pessimista. É uma pessoa mais alegre. Agora consegue sempre ver coisas positivas mesmo em acontecimentos mais tristes". À porta do Pavilhão Atlântico, minutos antes de começar o espectáculo ‘Trata a Vida Por-Tu-Gal’, Miguel explica o que mudou na vida da sua mulher, Sílvia, de 33 anos, desde que esta participou num workshop de Daniel Sá Nogueira, guru português da auto-ajuda. "Trouxe-o ao espectáculo para que ele perceba o que o Daniel faz", explica Sílvia, vendedora de uma imobiliária. De cachecóis de Portugal ao pescoço – um pedido de Daniel ao fãs -, o casal de Caneças entra entusiasmado no Pavilhão. O maior espectáculo de auto-ajuda alguma vez feito em Portugal por um português está prestes a começar.


Já passam 40 minutos da hora marcada quando as luzes do Pavilhão Atlântico desvanecem. Os três ecrãs gigantes do palco dão as instruções em forma de legendas brancas em fundo negro. Pedem-se palmas, assobios e batidelas de pé no chão e os cerca de seis mil espectadores – eram esperados 10 mil – acedem. Está dado o mote para as próximas quatro horas. A ordem é a diversão e todos cumprem.

O ASTRONAUTA

Um vídeo apresenta Daniel Sá Nogueira como o primeiro astronauta português. Vê-se o formador pessoal (mais tarde ele dirá que gostaria de ser tratado como o "futuro prémio Nobel da Paz") a partir para a Lua num foguetão espacial. Quando o vídeo mostra a chegada de Daniel ao satélite natural da Terra, este aparece no Pavilhão de carne e osso. Vestido de astronauta, desce do tecto do Pavilhão Atlântico e aterra no meio da plateia. Ainda não disse uma palavra e o auditório já está em delírio.

Em palco, Daniel fala com a Lua (tem voz feminina e tudo) que lhe dá duas tábuas com dez mandamentos. O resto do espectáculo consiste em que este moderno Moisés explique a todos os presentes esses dez princípios. "Porque para mudar o mundo temos de nos mudar a nós próprios primeiro", explica.

"PORTUGAL É BRUTAL"

Durante o espectáculo Daniel canta, dança, representa, faz de DJ. É seguro dizer que não brilha em nenhuma destas áreas, mas é indesmentível o entusiasmo da plateia. Nos intervalos dos vários números musicais e teatrais, que contam com dezenas de artistas, Daniel fala, grita, exorta a multidão a celebrar, a meditar, a fechar os olhos. Num país sempre pronto a dizer mal de si mesmo, este homem de 33 anos, nascido na África do Sul e que aprendeu português aos 15 anos, diz que "Portugal é brutal". Porque é "lindíssimo", porque "vive em paz", porque somos "hospitaleiros e criativos".

Às vezes parece que estamos num comício político, outras numa missa de campo. Amigos e desconhecidos partilham gritos, cumprimentos efusivos e cantoria, muita cantoria, com um vasto cardápio musical que vai desde Xutos & Pontapés a Michael Jackson, passando, é claro, pelo fado, "que mostra o que há de mais genuíno no sentimento português", diz Daniel Sá Nogueira.

Com o adiantar da hora há quem se canse. No final do espectáculo, quase à meia-noite, cerca de um terço da audiência já tinha saído. "Saímos mais cedo porque temos fome e vamos jantar. Mas gostámos muito do espectáculo, saímos com um espírito muito positivo", conta Rogério, que veio de Alverca com a mulher. Entre a assistência há gente de todo o País, ilhas incluídas, e até se fizeram excursões de autocarro. Empresas como a Remax ou a Herbalife distribuíram por funcionários e colaboradores dezenas de convites, ou não fosse Daniel um formador habitual nas acções que promovem.

"Ele mudou completamente a maneira como eu encaro o meu trabalho e a minha vida", comenta no final do espectáculo Maria de Lurdes, de 44 anos e vendedora da Remax. Já conhecia Daniel de uma acção de formação sobre vendas que este orientou e saiu do Pavilhão Atlântico ainda mais admiradora do seu trabalho: "Ele tem qualquer coisa de especial. Chega ao coração das pessoas".

OBJECTIVO 100 MIL LIVROS

Dois dias depois do espectáculo, Daniel Sá Nogueira diz-se um homem feliz. "Era um sonho e consegui realizá-lo". O guru – "adoro que me chamem assim" – acaba de lançar o seu primeiro livro. ‘Trata a Vida por Tu’ é, mais do que um livro de auto-ajuda, um verdadeiro curso. "Só deve ler o livro quem estiver realmente interessado em fazer qualquer coisa para mudar", diz o autor. Daniel recebeu formações em várias partes do Mundo e começou ele próprio a orientar workshops há mais de dez anos. Especializou-se na área do desenvolvimento pessoal e faz acções para empresas ou grupos particulares.

Usa sempre ténis de cores diferentes "para nunca esquecer que há sempre duas maneiras de reagir a um problema, ou pensamos positivo ou descarregamos a nossa raiva". O livro está em segundo lugar do top de vendas da Fnac. A primeira edição é de 7 mil exemplares, mas Daniel diz que o seu objectivo é chegar aos 100 mil exemplares vendidos. Usa o método ROSA, que inclui quatro conceitos: Realidade (saber onde estou); Objectivos (onde quero ir); Soluções (como lá chegar) e Acção (partir, mudar, fazer por isso).

O autor admite que grande parte do que escreve "são coisas que as pessoas já sabem", mas o que o move é "fazer as pessoas agir". Isto porque, diz Daniel, "os sonhos são importantes mas não chegam. O trabalho é o que faz as coisas andar e quero motivar as pessoas a agir para mudarem as suas vidas".

PROGRAMAR A MENTE

Uma das referências de Daniel Sá Nogueira é Adelino Cunha. Formado em Matemáticas Aplicadas e Informática pela Universidade do Porto, foi professor universitário durante 10 anos. Em 2002 passou a dedicar-se a tempo inteiro à formação pessoal e fundou a empresa I Have The Power (Eu Tenho o Poder, numa tradução literal), sediada em Gaia. Em 2008 foi o responsável pela vinda a Portugal de Bob Proctor, que participou no projecto do livro ‘O Segredo’, de Rhonda Byrne, – um dos livros de auto-ajuda mais vendidos em todo o Mundo. Adelino Cunha e Bob Proctor levaram 7 mil pessoas ao Pavilhão Atlântico para ouvi-los falar de como cada um pode ajudar-se a si próprio a ser mais feliz e mais bem sucedido.

"O meu interesse por esta área começou quando li o livro ‘Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas’ [publicado em 1937 por Dale Carnegie]. Li muito sobre esta área e depois especializei-me em programação neurolinguística (PNL), que é uma ferramenta muito poderosa". A PNL é uma técnica de-senvolvida por dois especialistas americanos como ferramenta de aumento da consciência de si próprio e de motivação. "É possível, por exemplo, curar uma fobia em apenas 15 minutos", diz Adelino.

500 MIL EUROS

Em 2000, Adelino Cunha fundou a sua empresa de formação e passou a dedicar-se a ela a tempo inteiro. Com resultados à vista: "No ano passado facturámos 250 mil euros, este ano temos como objectivo chegar aos 500 mil", conta Adelino, de 47 anos. Com cursos que podem durar entre duas horas e sete dias e preços que vão dos 20€ aos 2400€, Adelino diz que o negócio da I Have The Power "tem crescido muito" nos últimos anos.

Autor de três livros de auto-ajuda, dois dos quais editados por ele próprio, não teme a concorrência. "Como em todas as áreas, há gente séria e gente menos séria, mas, tal como acontece com os grupos de rock, os que ficam são os que têm qualidade e eu não tenho dúvidas acerca da qualidade do que fazemos".

Nas livrarias portuguesas o espaço ocupado pelos livros de auto-ajuda é cada vez maior. José Prata, editor da Lua de Papel, especializada na área, diz que as vendas "têm registado um enorme crescimento, embora esse crescimento seja alavancado por um único título: ‘O Segredo’, de Rhonda Byrne, lançado em Junho de 2007". Com vendas de 450 mil exemplares (foi o mais vendido em 2007 e 2008) é de longe o mais bem sucedido.

"Todos os outros títulos que saíram entretanto, nossos e de editoras concorrentes, andaram no máximo na casa dos 30 mil exemplares", diz José Prata. Se tomarmos em conta que os títulos mais vendidos no ano passado foram ‘Fúria Divina’, de José Rodrigues dos Santos, e ‘O Símbolo Perdido’, de Dan Brown, – venderam cerca de 170 mil cópias cada – percebe-se a importância da auto-ajuda.

PRECONCEITO ESQUECIDO

Joana Neves, da Pergaminho, lembra as reticências iniciais à publicação deste tipo de livros. "Mas o interesse dos leitores sobrepôs-se a estas hesitações e os livros começaram a ganhar cada vez mais destaque. Não há dúvida de que os temas de auto-ajuda se tornaram muito mais mainstream nos últimos anos". Alexandra Solnado, que diz que os seus livros são ditados por Jesus Cristo, é um nome incontornável: "Esta autora já vendeu mais de 200 mil exemplares de toda a sua obra", explica Joana Neves. O crescimento brutal da oferta destes livros fez desacelerar as vendas. Como explica Maria Antónia Vasconcelos, editora da Estrela Polar: "Os leitores tornaram-se mais exigentes, o que fez com que as vendas tenham estagnado um pouco nos últimos anos".

A editora destaca ‘Pegadas na Areia’, de Margaret Fishback, como o livro mais bem sucedido do seu catálogo e reconhece as dificuldades de escolha entre as centenas de títulos disponíveis: "Os bons autores não são necessariamente os que mais vendem. Devem ter sólida formação académica, clareza de linguagem, capacidade de ajudar os leitores, com métodos realistas e simples, a corrigir os maus hábitos ou padrões de comportamento e motivá-los a procurar ajuda clínica para problemas mais sérios".

Este último aspecto é o que mais preocupa o psicólogo Luís Reto, professor no ISCTE. "Na nossa sociedade a maior parte das pessoas está sozinha, e estes livros podem ser uma ajuda. Mas podem criar-se falsas esperanças e acreditar que tudo se pode resolver por se pensar positivo", diz o psicólogo, que alerta também para a falta de rigor científico de muitos destes livros. "Grande parte deles são feitos só para vender e não ajudam grande coisa". Também o psicanalista Coimbra de Matos é céptico em relação aos livros de auto-ajuda. "Os leitores podem convencer--se de que resolvem todos os problemas e desistirem de procurar uma ajuda clínica que seria indispensável". Mas admite que "há livros que podem ser interessantes", até porque já escreveu prefácios para alguns títulos da editora Climepsi.

O psicólogo Vasco Gaspar, de 31 anos, largou um emprego estável numa empresa de formação em 2009. Quer fazer da formação pessoal a sua principal actividade e criou um manual, a que chamou ‘Zorbhudda’. "É uma ideia de Osho – outro autor de culto neste meio – que explica que a vida deve ser vivida com a intensidade de ‘Zorba, o Grego’, mas também com a sabedoria de Budhha", explica. O livro, disponível gratuitamente na internet, "é uma espécie de diário, em que a pessoa regista o que lhe aconteceu de diferente e se esforça por ter ideias positivas".

REUNIR CONHECIMENTOS

Vasco Gaspar usa conhecimentos "não só da psicologia mas também das diversas leituras que fiz em várias áreas". Admite que não tem "qualquer fórmula mágica" para resolver os problemas, mas aponta uma falha comum: "É raro as pessoas pararem para pensar na sua vida, naquilo que fizeram e gostariam de fazer. O que proponho é um método que as ajuda a fazer uma auto-reflexão".

Esse é também um dos objectivos de Pedro Queiroga Carrilho, autor de ‘O Seu Primeiro Milhão’ – que já vendeu 20 mil cópias – e de outros dois livros sobre finanças pessoais. Pioneiro na escrita sobre aconselhamento financeiro para particulares e famílias em Portugal, este engenheiro informático de 27 anos explica que "há uma grande falta de cultura económica entre os portugueses". Fundou a empresa Kash, que dá cursos de formação que ensinam as pessoas a poupar, a controlar as despesas pessoais e a investir. "Em Portugal as pessoas têm um rendimento reduzido para o custo de vida que temos. Uma das ideias que transmito é diversificar as fontes de rendimento. E isto não quer dizer que tenham de trabalhar mais, mas devem procurar outras formas de ganhar dinheiro, incluindo o investimento".

Pedro Carrilho conta que ao princípio estranhou a designação de auto-ajuda para os seus livros, mas hoje assume-a sem complexos: "Escrevo para ajudar as pessoas a melhorar a sua vida e isso passa muito pela motivação".

Fonte: CM Jornal



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