Está na altura de parar, pensar, comunicar e agir de forma diferente. Procuramos gente positiva e feliz!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Procura-se um Amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinícius de Moraes
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domingo, 21 de novembro de 2010
Nada Nos Falta, porque Nada Somos
Ao longe os montes têm neve ao sol,
Mas é suave já o frio calmo
Que alisa e agudece
Os dardos do sol alto.
Hoje, Neera, não nos escondamos,
Nada nos falta, porque nada somos.
Não esperamos nada
E temos frio ao sol.
Mas tal como é, gozemos o momento,
Solenes na alegria levemente,
E aguardando a morte
Como quem a conhece.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
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sábado, 20 de novembro de 2010
O caminho até ao sucesso
"Mantém em mente que a tua decisão de ter sucesso é mais importante que qualquer outra."
Abraham Lincoln
O sucesso, seja em que for, é uma decisão consciente, uma tomada de posição e acção deliberada, não é algo que acontece por acaso enquanto continuas a ser, fazer e pensar da mesma forma de antes. Para teres resultados diferentes tens de fazer coisas diferentes, e para fazeres coisas diferentes tens de pensar de maneira diferente.
Precisas de um sistema, um método e um guia que tenha percorrido já os passos que te propões percorrer e que te possa ensinar. Precisas da tua inteligência para aprender, da tua vontade para executar e de humildade para seguir as instruções. Não penses que o caminho até ao sucesso é algo que podes percorrer sozinho.
Abraham Lincoln
O sucesso, seja em que for, é uma decisão consciente, uma tomada de posição e acção deliberada, não é algo que acontece por acaso enquanto continuas a ser, fazer e pensar da mesma forma de antes. Para teres resultados diferentes tens de fazer coisas diferentes, e para fazeres coisas diferentes tens de pensar de maneira diferente.
Precisas de um sistema, um método e um guia que tenha percorrido já os passos que te propões percorrer e que te possa ensinar. Precisas da tua inteligência para aprender, da tua vontade para executar e de humildade para seguir as instruções. Não penses que o caminho até ao sucesso é algo que podes percorrer sozinho.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Sorri e Actua
Sejam felizes!
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Sonhem... e sejam felizes!
"Uma pessoa é velha quando os arrependimentos tomam o lugar dos sonhos."
John Barrymore
Os sonhos são como a memória. Sem memória não tens passado, sem sonhos não tens futuro.
Sonhem... e sejam felizes!
John Barrymore
Os sonhos são como a memória. Sem memória não tens passado, sem sonhos não tens futuro.
Sonhem... e sejam felizes!
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domingo, 14 de novembro de 2010
Nunca conseguimos fugir de nós próprios
“Nada nos livra de nós mesmos.”
Jorge de Sena
Quase todos passamos por alguma fase da vida em que nos apetece fugir. Pensamos (mal) que uma fuga para longe nos afasta do que nos irrita ou do que nos massacra os dias. Pura ilusão.
Quem experimentou fugir, percebeu, em pouco tempo, que estava a tentar uma coisa impossível: fugir de si próprio.
Podemos fugir de uma pressão, podemos fugir de outra pessoa, mas nunca conseguimos fugir de nós próprios.
E, quase sempre, é em nós mesmos que temos de encontrar soluções para os problemas que nos afligem.
Há quem se julgue acima da medida humana das nossas vidas. Há quem considere inferiores os que vivem rotinas e estabilidade. Há quem não saiba valorizar os que os amam desinteressadamente. Há quem pense que basta mudar de latitude para fugir aos vícios. Há quem tenha nascido em berço de ouro e persista em viver a adolescência durante décadas. Há quem ignore que uma aventura tem quase sempre um início previsível e um fim imprevisível…
Jorge de Sena
Quase todos passamos por alguma fase da vida em que nos apetece fugir. Pensamos (mal) que uma fuga para longe nos afasta do que nos irrita ou do que nos massacra os dias. Pura ilusão.
Quem experimentou fugir, percebeu, em pouco tempo, que estava a tentar uma coisa impossível: fugir de si próprio.
Podemos fugir de uma pressão, podemos fugir de outra pessoa, mas nunca conseguimos fugir de nós próprios.
E, quase sempre, é em nós mesmos que temos de encontrar soluções para os problemas que nos afligem.
Há quem se julgue acima da medida humana das nossas vidas. Há quem considere inferiores os que vivem rotinas e estabilidade. Há quem não saiba valorizar os que os amam desinteressadamente. Há quem pense que basta mudar de latitude para fugir aos vícios. Há quem tenha nascido em berço de ouro e persista em viver a adolescência durante décadas. Há quem ignore que uma aventura tem quase sempre um início previsível e um fim imprevisível…
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Já falhei tantas vezes na minha vida
"Já falhei mais de 9.000 lançamentos na minha carreira. Já perdi quase 300 jogos. Em 26 jogos foi-me confiada a oportunidade de fazer o lançamento que daria a vitória e falhei. Já falhei e falhei e falhei tantas vezes na minha vida. E é por isso que.....eu venço".
Michael Jordan
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domingo, 7 de novembro de 2010
Trabalhar sobre ti mesmo
"Conseguirás atingir seja o que for na tua vida se continuares todos os dias a trabalhar sobre ti mesmo."
Mark Hughes
Parece tão difícil de acreditar: como é que mudando a nós mesmos podemos mudar o que pensamos e, por isso, o que nos acontece, as circunstâncias e, literalmente mudar o mundo. Ainda não acreditas nisto? É porque ainda não experimentaste. Há tanta verdade nestas palavras que parece impossível que tão poucas pessoas acreditem nelas.
Mark Hughes
Parece tão difícil de acreditar: como é que mudando a nós mesmos podemos mudar o que pensamos e, por isso, o que nos acontece, as circunstâncias e, literalmente mudar o mundo. Ainda não acreditas nisto? É porque ainda não experimentaste. Há tanta verdade nestas palavras que parece impossível que tão poucas pessoas acreditem nelas.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
ESQUECEMO-NOS DE VIVER
Engolidos pelas preocupações do dia-a-dia, deixamos a vida escorrer por entre os dedos como a água fugidia. Quando damos conta, estamos a percorrer a recta final, um pouco atordoados, com a angústia instalada dentro de nós, esquecidos de ser felizes, ansiosos por ainda fazermos isto mais aquilo, embora sabendo, por experiência vivida, que os sonhos raramente se cumprem e os projectos se foram adiando sine die. Consumimos a maior percentagem da nossa existência a cumprir rotinas. Isso bastará para nos dar a felicidade que todos perseguimos? Ou, como seres inquietos que nascemos, ambicionamos sempre algo mais, algo diferente do que satisfaz os outros bichos?
Eis um problema existencial que sempre preocupou espíritos sensíveis. Quem é mais feliz? Quem preenche um ideal de vida mais verdadeiro? A gente simples e inculta do campo, que frui a sua existência em contacto com a natureza, sem interrogações, sem angústias, sem dúvidas, limitando-se a viver uma vida natural, acreditando na pureza dos seus actos e na força da fé, ou as pessoas que lêem, viajam, estudam, se interrogam, duvidam, se angustiam, sempre insatisfeitas, sempre em busca de respostas que não encontram, desesperadas?
Que vida tem mais sentido? A vida simples e natural ou a vida complexa de quem ousa questionar? O povo tem um ditado: “Não vá o sapateiro além da chinela.” Isto é, não estaremos a querer saber demais? Os românticos promoveram o mito do bom selvagem…
Na realidade, quem ousa dizer que tem a chave da felicidade? Como vivíamos quando começámos a erguer-nos nos pés? Não foi o homem que criou os deuses? Não foi o homem que inventou as filosofias? Não foi o homem que criou a moeda, a política, o poder, as guerras, as leis, as confusões? Não é o homem que se vai afastando cada vez mais da simplicidade e cria mais e mais barreiras à naturalidade? Não seremos apenas transitórios e insignificantes bichinhos terrenos, arrogantes inventores de mitos?
Será a pessoa humana, depois de experimentar os venenos da civilização, capaz de recuperar a capacidade de viver de modo simples?
Não serão mais felizes os que, depois de romperem as armaduras em combates vários, caiem na humildade, retornam à natureza-mãe e reaprendem o sabor do pão cozido a lenha, o encanto do cantar do pintassilgo, o rumorejar de um regato de água das serras, o prazer de contar histórias, de conviver, de engolir fungos e bactérias?
Às vezes, esquecemo-nos de que os outros também são natureza, e uma natureza especial. Será que, se aprendermos a viver em comunidade, a respeitarmo-nos, não encontraremos as chaves da alegria que procuramos algures, perdidamente? Não estará o segredo da vida aqui, ao nosso lado, nos outros, e em nós, no nosso coração?
Aprendermos a viver juntos não será um projecto autêntico e suficientemente ambicioso para merecer ser vivido em pleno?
Acabo de reler um soneto de Florbela Espanca onde a poetisa invoca, de certo modo, esta temática.
Onze versos descrevem o paraíso na terra centrado na figura de uma camponesa que vive a vida como o rouxinol, aproveitando o que Deus lhe deu, preenchendo os dias com as rotinas do rio que corre sempre para o mar. Aceita o que lhe acontece, agradece, vai em frente até descer à “terra da verdade”, com a consciência do dever cumprido, feliz. Nos outros três, a autora grita o seu pessimismo, a sua angústia, a sua insatisfação, atormentada por dúvidas, destruindo-se, sobretudo, pelos excessos de quem quis devorar a vida em vez de a saborear, acabando devorada!
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