quinta-feira, 12 de maio de 2011

Entusiasme-se com o entusiasmo





"O entusiasmo é a maior força da alma, conserva-o e nunca faltará poder para conseguir o que desejas."

Napoleon Hill

E dizem os ponderados: "Pois é, isso do entusiasmo é muito bonito, mas se tu tivesses a prestação da casa atrasada e estivesses em risco de ficar sem ela, eu gostava de ver o teu entusiasmo".
E dizem os malucos: "boa! amanhã será melhor, algo de bom irá acontecer, este ou aquele projecto vai ser um espectáculo e tudo se irá compôr".

Qual a diferença? Quem, no meio das dificuldade mantém e faz crescer o entusiasmo em relação ao futuro já vive esse futuro agora mesmo. Resultado prático: coisas comuns costumam povoar o dia das pessoas comuns e coisas excepcionais tendem a "acontecer" a pessoas entusiasmadas.

Interessante, não? "Mas como ficar entusiasmado com o futuro quando não se veem senão dificuldades à nossa frente?" Boa pergunta! Começa por procurar as oportunidades que estão escondidas e que só se mostram a quem as procura. Depois de encontrares nem que seja uma só o teu entusiasmo começa a nascer e a tua vida nunca mais será a mesma.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

A qualidade da tua vida




"O nosso cansaço é frequentemente não pelo trabalho mas pela preocupação, frustração e ressentimento."

Dale Carnegie

Já reparaste que tens na tua vida dois tipos de entidades relacionadas com a tua energia: um que ta fornece e outro que ta suga. Se pensares um pouco conseguirás identificar muito bem cada uma delas:

O entusiasmo, por exemplo, pertence ao tipo dos fornecedores, assim como a paixão, o optimismo, a organização, a disciplina, a visão positiva do futuro.

Entre os sugadores temos, logo à cabeça, a preocupação. Depois o pensamento negativo, a baixa auto-estima, frustração e ressentimento, a falta de perspectivas, o sentimento de estar encurralado e a vida baralhada: coisas pequenas e grandes por resolver.

Se pensares que a qualidade da tua vida é valorizada pela quantidade da energia que tu erradias, que colocas em tudo o que fazes, é fácil entender que, se te rodeares de sugadores pouco ou nada te restará para irradiar. Mais não és que uma estrela apagada que não traz nada de valor para o universo e, em consequência, nada recebe de volta.

Aprende a controlar os sugadores, um por um. Eles não são mais que animais selvagens à espera de serem domesticados. Requerem trabalho, dedicação e paciência, mas à medida que os vais dominando, a tua energia acumula, acumula, até começares a brilhar de novo e a recuperar a tua vida de volta.


domingo, 8 de maio de 2011

Esta é a "Grande História"




Apoiado por belíssimas ilustrações, David Christian narra a história completa do Universo, desde o Big Bang até à Internet, em 18 minutos fascinantes. Esta é a "Grande História": um olhar esclarecedor e abrangente sobre a complexidade, a vida e a humanidade, em contraponto com a nosso fino quinhão no cronograma cósmico.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

O poder do tempo de folga



A cada sete anos, o designer Stefan Sagmeister fecha seu estudio em Nova Iorque para um ano sabático, visando rejuvenescer e renovar sua perspectiva criativa. Ele explica o valor, muitas vezes desprezado, de sair da rotina e mostra como seu tempo em Bali inspirou projetos inovadores.


sábado, 30 de abril de 2011

Integridade e é aí que reside o teu poder.





"O poder de uma nação vem da integridade dentro de casa."


Confúcio


Não te podes enganar a ti mesmo pensando que enganas toda a gente. Se te mostrares genial a tua ignorância virá ao de cima; se virtuoso, virão a público os teus vícios; se rico, as tuas dívidas; se pobre, as tuas riquezas, se inteligente, a tua estupidez; se saudável, as tuas doenças; se divertido, as tuas tristezas; se generoso, o teu egoísmo.

Podes enganar muitas pessoas durante algum tempo, mas não podes enganar toda a gente o tempo todo tentando fazer parecer seres algo que não és.

Isso é integridade e é aí que reside o teu poder.

Ser íntegro, integral, "inteiro", significa que abraças tudo o que tu és, forças e fraquezas, pois tanto umas como outras contribuem, a seu modo, para  conquistares o teu lugar único no mundo. Assume umas e outras com alegria.

Não caias na cantiga de que tens de provar ser melhor que alguém ou de teres de provar o teu valor. Essa é uma contaminação que tu não te podes permitir, pois és, Tu,  sem corantes nem conservantes.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Faz da alegria o teu estado de espírito

                     


"A alegria é uma rede de amor com a qual apanhas almas."

Madre Teresa
A maior parte dos nossos estados de espírito são opcionais. Evidentemente não podemos evitar o sentimento de perda quando perdemos alguém, ou de tristeza ou de alegria ou de frustração quando a ocasião é oportuna, mas podemos escolher o nosso estado de espírito frequente, independentemente das circunstâncias.

E, de todo os estados de espírito, um dos melhores é a alegria. Ela é um estado de alma despreocupado, que vem da fé no futuro, e que mostra alguém que está bem consigo, com o mundo, com a sua história e projecto de vida.

É o estado de espírito do sucesso em todas as áreas da vida.

"Então, preciso de alegria para ter o sucesso que me traz alegria? Rico serviço!"

Nem mais. Se pensares durante 30 segundos irás achar montes de razões para estares alegre com os sucessos que já tens. Usa-os para iniciar a tua reacção em cadeia. Uma pessoa alegre é atractiva e uma pessoa atractiva é uma pessoa bem-sucedida. Os negócios correm melhor, as pessoas sentem-se bem perto dela, o trabalho é produtivo, a vida floresce.

Se fizeres da alegria o teu estado de espírito normal, verás os milagres que irão acontecer à tua volta!



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mudas o mundo mudando-te a ti mesmo.

                    


"A arte comunica aquilo que tu estás na disposição de receber."

Larry Rivers


Diz-se que a arte imita a vida. O que sentes quando vês um quadro ou escutas uma música ou lês um livro é incomunicável. Só tu sabes. E, se tentares explicá-lo irás fazê-lo de forma tão subjectiva que terás de usar... arte e os seus múltiplos e inesperados significados.

A vida imita a arte: de toda a paleta de significados de toda a paleta de acontecimentos, para ti e só para ti, existe uma interpretação. Essa é a tua, só tua e nada tem a ver com a realidade, somente contigo.

Por isso fica tranquilo porque nada do que tu observas, interpretas, entendes do mundo tem algo que ver com o mundo, mas contigo. E, sendo assim, mudas o mundo mudando-te a ti mesmo. 


domingo, 17 de abril de 2011

Atingir a verdadeira dimensão

               




"Se somos bons porque temos medo do castigo ou porque esperamos uma recompensa, então somos um grupinho bem triste."


Albert Einstein 

Aprendemos ao longo dos anos que as pessoas por natureza tendem a permanecer no estado em que se encontram. Se é necessário que actuem é normalmente por medo do Chicote (ou porque têm algo a perder) ou por ambição pela Cenoura (ou têm algo a ganhar).

Se esse é o teu caso, então tenho de concordar com o Einstein e chamar-te "um triste". Não fiques aborrecido pois temos de ser honestos e dar o nome certo às coisas.


Triste porque quando foges da dor ou procuras o prazer o teu foco de atenção não é outro que não tu mesmo.


Triste porque o que hoje te traz prazer amanha trará dor e tu irás continuar a procurar não sabes bem o quê que preencha esse vazio aí dentro.

Quando agires por um sentido de missão, por algo maior que tu, maior que as tuas necessidades, então estás a começar a atingir a tua verdadeira dimensão. Quando o "eu" não fizer parte da tua equação, então estarás apto a receber tudo aquilo que ambicionas, pois o Universo é generoso com quem é generoso.

sábado, 9 de abril de 2011

Fazer, construir, aprender.



"Se a única ferramenta que tens é um martelo, tudo começa a parecer-se com um prego."

Abraham Maslow
Existem muitas expressões que apontam para uma mesma realidade: "quando o discípulo está pronto o mestre aparece", "sorte acontece quando a oportunidade se cruza com a preparação", "cada um vê os outros com os olhos que tem", etc.

Todas estas frases carregadas de sabedoria dizem uma e a mesma coisa: o que se passa à tua volta é interpretado por ti conforme o que tu és. Tu não vês o mundo como ele é, mas como tu és.

Achas que estás bem preparado para lidar com o mundo. Tudo são pregos e tu tens um martelo. Ficas contente e satisfeito. O que provavelmente não sabias é que o teu mundo é feito de pregos, precisamente porque a tua única ferramenta é um martelo.

Não sei se estou a ser claro, mas vou clarificar: Vê se o que vou dizer bate certo com a tua vida. as coisas não te correm como tu gostarias, mas tu achas que estás a fazer tudo certo. Pensa bem. Se estás a fazer a coisa certa, porque diacho não tens o sucesso que mereces?
Porque o mundo é composto de muitas coisas, mas tu não as vês. Isso levanta um problema: como é que consigo mostrar que o mundo é composto de pregos, sim, mas que também há parafusos, porcas, grampos, e uma miríade de outras peças? Eu não sei bem, porque se tu tiveres somente um martelo e eu te mostrar um parafuso, vais martelá-lo, se te mostrar uma porca, sai martelada, o mesmo que qualquer outra coisa.

Talvez o processo de abertura da mente venha de fora e não de dentro. O que aconteceria se eu te mostrasse uma chave de fendas e ta colocasse ao lado do martelo? E se adicionasse também uma chave-inglesa, um serrote, um berbequim?

Talvez começasses a descobrir que há milhões de oportunidades neste mundo, de coisas novas e entusiasmantes para fazer, construir, aprender. Ou talvez olhasses para estas novas ferramentas enquanto pegas no teu martelo e desatas a dar marteladas naquilo tudo.

Quem sabe?


segunda-feira, 21 de março de 2011

O que é a felicidade?

O que é a felicidade? Como podemos atingi-la? Mathieu Ricard, bioquímico de formação e monge budista por opção, diz-nos que podemos treinar as nossas mentes em hábitos de bem-estar de forma a gerar um verdadeiro estado de bem-estar e realização.




domingo, 20 de março de 2011

Viver a vida ao máximo




"O homem seria muito mais feliz se se esforçasse tanto para não cometer asneiras como se esforça depois para as remediar."

George Bernard Shaw


Há pessoas que fazem tudo de qualquer maneira, cometem erros e depois encrencam-se. Sair de uma situação é mais difícil do que evitar lá entrar. Isto é senso comum.

Todavia também há aqueles que, por medo de cometer asneiras nunca fazem coisa nenhuma. Para não terem de sair de uma situação difícil, não entram em nenhuma.
Entre um e outro tipo de pessoas, se eu tivesse de escolher, eu escolheria o primeiro. Aqueles que se encrencam e depois têm de sair da situação. Imagina a diferença de desenvolvimento, riqueza de vida, de experiência que traz a necessidade absoluta de achar soluções!

Imagina dois velhinhos de 85 anos. Um, do primeiro tipo e outro do segundo. Consegues imaginar a conversa deles um com o outro? O que têm para contar? Para cada história de aventura de um existe uma história de... nada do outro. Para cada problema resolvido por um existe um... nada do outro. Para cada fracasso e vitória de um existe um... nada do outro.

Olha bem. Eu não estou a dizer para desatares a fazer asneiras. Não. Deves evitar algumas. As que conseguires. Mas o receio de fazer asneiras não te pode travar no propósito de viver a tua vida ao máximo e de revelares todo o teu potencial.
Se não queres que, quando tiveres 85 anos a tua vida não tenha sido um bocejo, não podes passar o dia de hoje a bocejar.



quarta-feira, 16 de março de 2011

A crise segundo “Einstein”


“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro.

“Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.

 Albert Einstein



A coragem de viver





"Coragem é estar com um medo de morte, mas ainda assim selar o cavalo." 


John Wayne


A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.

Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.

Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."

Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.

Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.

Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.

Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música. 

Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.

O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.

A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Sucesso e Felicidade

Arianna Huffington, explica como ela encontrou uma forma simples de ser mais produtiva, mais criativa e mais feliz. Ela é co-fundadora e editora-chefe do The Huffington Post




Quais são seus pensamentos sobre isso? Por favor, compartilhe-os connosco.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Qualidade de vida





‎"Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!"

O bem estar físico e emocional de todos, as atitudes positivas, e a integração entre organizações e sociedade, a Qualidade de Vida deixará em breve de ser uma bandeira para se tornar um bem comum.

Toda a atitude tomada para valorizar as virtudes do ser humano deve ser valorizada e incentivada.

Sejam Felizes!


terça-feira, 8 de março de 2011

Pensamento destrutivo. O remédio é agir.




"Faz sempre alguma coisa que tenhas medo de fazer."
Ralph Waldo Emerson


Mas como é que vou fazer algo que nunca fiz antes? E se corre mal? E se eu for ridicularizado? E se não resultar? E se não for capaz? E se ninguém me ajudar? E se...

Podes ter um milhão de "ses..." a impedirem-te de avançar. Quando isso acontece, quando as razões para não fazer uma coisa são aos milhões e tu sentes que são somente desculpas esfarrapadas para não progredires, pára de pensar e executa.

Precisas de saber quando deves parar de pensar: quando os teus pensamentos trabalham contra ti. O remédio não é tentar pensar noutra coisa pois voltarás sempre ao mesmo pensamento crónico destrutivo. O remédio é agir.

Se tivermos um grupo de pessoas e colocarmos um desafio igualmente difícil, enquanto uns ficam a pensar se serão ou não capazes, se valerá a pena tentar, outros vão e fazem. Depois de um tempo teremos claramente 2 grupos:

- Os que fizeram e
- Os que não fizeram.

E, dentro dos que não fizeram, está aquela pessoa muito especial que sabe tudo acerca do assunto, tem variadíssimas razões para não ter feito nada, explica-se muito bem explicado, até retira valor aos que executaram tudo dizendo que eles tinham condições especiais, ou que fizeram tudo mal feito, que "se fosse eu, teria feito antes assim e assado".

Este génio, junta atrás de si uma legião de seguidores frustrados que encontram nele uma explicação satisfatória para a sua falta de coragem e para a inércia.

Já ouviste dizer "quem sabe fazer, faz. Quem não sabe fazer, ensina"? Adivinha quem são estes professores! Espero que nenhum deles seja o teu.


segunda-feira, 7 de março de 2011

A Verdade é o Amor - O Amor e o Medo

                 


"Esta é a narrativa da vida de todo mundo. Por detrás da enorme diferença, há apenas uma única história, a de se ir do "não " ao "sim ". Toda a vida é: "Não, obrigado. Não, obrigado". E, em última instância é: "Sim, eu me rendo. Sim, eu aceito. Sim, eu compreendo". Essa é a jornada". 


Uma experiência forte e significativa de se viver é a sensação de abrir-se e superar um medo. O medo faz com que a gente pare, olhe e se demore, às vezes demais, em algo que deve ser continuado. Lembro-me de uma história em que o mestre se dirige ao discípulo e diz: "Bem, é chegada a hora. Agora você vai passar pela prova do medo. Você entrará neste quarto fechado e haverá uma porta para que você saia do outro lado. Aí dentro, você se defrontará com todos os seus medos. Espero você na saída. Vou te dar só um conselho: aconteça o que acontecer, veja você o que vir e sinta o que sentir não pare. Continue andando... continue andando".  

Quando paramos, a situação fica maior. A sombra começa a nos tomar e começamos a pensar toda sorte de bobagens e negatividades e a cabeça começa a fazer uma conversa feia e pesada. Começamos a nos fechar e a nos encolher. O medo faz com que paralisemos e fiquemos agarrados às coisas. Faz com que deixemos passar o timing de sair de uma situação desfavorável, e pode nos fazer perder a dignidade. Não estou propondo a ausência irreal de medo que o expõe ao perigo e risco desnecessários. Estou falando de ter se contaminado demais pelo medo de forma tão sutil que nem mais se percebe a sua presença, mas o seu efeito é, no fim, brutal.   

Lembro-me sempre de uma linda cena de um filme do Harry Potter - O prisioneiro de Askaban - que ilustra esse processo muito bem. Harry Potter estava na floresta à noite para salvar alguém e aqueles seres horrorosos das sombras vieram para cima deles e começaram a acuá-los. Harry foi perdendo sua força e os seres foram dominando-o cada vez mais. Ele caiu no chão e as sombras fantasmas ficaram drenando toda a sua energia... Ele estava fraco demais,  quase morrendo e tudo parecia já perdido quando aparece uma rena iluminada ao longe e nem mesmo se aproxima, mas com sua luz afasta as sombras que, não aguentando, vão embora correndo. Harry pensa que foi o espírito de seu pai que o salvou. 

Essa qualidade de amor que se estende, vai em direção ao outro e diz: "eu vou te proteger", "eu não vou deixar isso acontecer com você!" abre um enorme campo de luz a milhares de quilômetros de distância. Assim é o amor de um ser iluminado. Assim é o amor de um pai por um filho. Assim é a qualidade de vínculo estabelecida entre os seres que sentem o puro e grande amor, que não tem a ver com demonstrações exageradas de amor romântico, mas com estender-se, avançar, e ir em direção ao outro. 

A Verdade é o Amor. No fim passamos por tantas experiências e conhecemos demais a sensação de nos encolhermos por medo, e deixarmos passar uma oportunidade de contato (de nos abrirmos) por medo... Vivemos,  sendo bem honestos, quase o tempo todo nisso... 

Mas ter a experiência de ter dado o passo que se temia, mas se sabia certo, de ter falado quando se fazia necessário, sobretudo ter feito algo por alguém quando era importante que fosse feito, faz-nos sentir uma paz e um orgulho de si para além da arrogância e livre da falsa modéstia. É essa sensação reconfortante e positiva - que vem com saber ter feito o que era certo - que nos garante a satisfação e o preenchimento que nos sustentam, tanto nos momentos difíceis, quanto na hora de partir... 

Poder desafiar o medo e não segui-lo é uma experiência daquelas que justificam a vinda ao planeta Terra.
 

O contrário do Amor não é o ódio. O contrário do Amor é o medo. O medo faz você se fechar e o Amor faz você seguir a despeito de. A despeito de não ser a situação adequada, a despeito de criar talvez mais problemas... No fim das contas, o que vale é ter vivido e ter sido fiel ao bom em você. Isto justifica a vida por se viver e dá paz de espírito na hora da morte. Olhando para trás você terá preferido dar o passo.  

Se o relacionamento acabou... No fim, você viveu. Se foi traído, que bom que não foi você! 

Se você se deixou ficar numa situação qualquer por medo,  se cedeu ao que não devia, ao que não sentia como certo, ou se usou de meios pouco claros para obter o que desejava, reveja, avalie, analise e busque onde estava o medo raiz...  O que de fato fez com que você fizesse o que fez? Quais foram as implicações disso para você e para os outros?  O medo não é justificativa. O sabor da experiência de sair disso e crescer paga o preço! O resultado é o próprio gesto. Não há ganho. Não há perda. 

E, por fim, um detalhe importante: seguindo-se no filme de Harry Potter, descobrimos que a rena era ele mesmo (num desdobramento no tempo) invocando a força e a Luz do Grande Amor e Proteção que combate o medo através da lembrança viva e presente da verdadeira felicidade. No fundo, o que pensávamos vir dos outros (para o bem e para o mal), vem de nós mesmos... E ainda, o que pensávamos estar fazendo aos outros, estamos fazendo é a nós mesmos.


A Civilzação Empática (The Empathic Civilisation )




Animação baseada nos ensinamentos de Jeremy Rifkin



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tu podes escolher o final da tua história - Felicidade







"Um bom actor é bom porque leu, releu, repetiu a leitura e repetiu a repetição da leitura do argumento até se tornar ele mesmo o argumento."


Bob Proctor

Imagina que a tua vida é um filme. Não que "dava" um filme, mas que "é" um filme. Tu és o actor principal mas não escreveste o argumento. Tu não és escritor, és actor. Contudo, como és a vedeta, é-te dada a possibilidade de escolher um argumento, entre milhares. Melhor ainda, podes passar de um argumento para outro a teu bel prazer, mesmo que a história perca continuidade.
De facto são estas surpresas que fazem de uma história aborrecida, uma história interessante.

O facto é que, mudando ou não de argumento, redefinindo ou não uma nova trajectória na tua vida, não foste tu que o escreveste. As tuas opções não incluem a escrita, somente a escolha.

Por isso é que a tua vida nunca será exactamente, a 100% como tu a poderias sonhar. Ela foi escrita para a humanidade inteira e não somente para ti. O que tens de fazer é interpretá-la com o teu talento. Dar-lhe vida no écran, emprestar-lhe um corpo e uma alma.

Isto significa também que não nasceste ensinado a viver. Nasceste, mas não nasceste um actor experiente. É por isso que precisas de ir aprendendo a viver e fazes isso em tentativas e erros, estudo, prática e modelação (seguindo modelos).

Precisas decidir o rumo da história e como irás interpretar o teu papel. Como fazes isso? Escolhendo o teu argumento, repetindo, repetindo repetindo até ele se tornar uno contigo.

Isso é o que tu fazes, mesmo inconscientemente: repetir um argumento. O único problema é que para a maior parte das pessoas, e talvez para ti também, esse argumento não foi escolhido, foi o primeiro que apareceu. Tu pensas que é uma fatalidade, que não há nada a fazer, mas eu venho dizer-te que não é assim.

Tu podes escolher o final da tua história e o rumo dos acontecimentos. Como te expliquei, não podes controlar o vento: não podes escrever o teu próprio argumento, mas podes posicionar as velas: podes escolher qual argumento seguir.

Escolhe um que inclua: saúde, realização pessoal, amor, conforto e desafios. Depois repete-o até que ele e tu se tornem um só. Isto tem um nome: Felicidade.

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