domingo, 17 de abril de 2011

Atingir a verdadeira dimensão

               




"Se somos bons porque temos medo do castigo ou porque esperamos uma recompensa, então somos um grupinho bem triste."


Albert Einstein 

Aprendemos ao longo dos anos que as pessoas por natureza tendem a permanecer no estado em que se encontram. Se é necessário que actuem é normalmente por medo do Chicote (ou porque têm algo a perder) ou por ambição pela Cenoura (ou têm algo a ganhar).

Se esse é o teu caso, então tenho de concordar com o Einstein e chamar-te "um triste". Não fiques aborrecido pois temos de ser honestos e dar o nome certo às coisas.


Triste porque quando foges da dor ou procuras o prazer o teu foco de atenção não é outro que não tu mesmo.


Triste porque o que hoje te traz prazer amanha trará dor e tu irás continuar a procurar não sabes bem o quê que preencha esse vazio aí dentro.

Quando agires por um sentido de missão, por algo maior que tu, maior que as tuas necessidades, então estás a começar a atingir a tua verdadeira dimensão. Quando o "eu" não fizer parte da tua equação, então estarás apto a receber tudo aquilo que ambicionas, pois o Universo é generoso com quem é generoso.

sábado, 9 de abril de 2011

Fazer, construir, aprender.



"Se a única ferramenta que tens é um martelo, tudo começa a parecer-se com um prego."

Abraham Maslow
Existem muitas expressões que apontam para uma mesma realidade: "quando o discípulo está pronto o mestre aparece", "sorte acontece quando a oportunidade se cruza com a preparação", "cada um vê os outros com os olhos que tem", etc.

Todas estas frases carregadas de sabedoria dizem uma e a mesma coisa: o que se passa à tua volta é interpretado por ti conforme o que tu és. Tu não vês o mundo como ele é, mas como tu és.

Achas que estás bem preparado para lidar com o mundo. Tudo são pregos e tu tens um martelo. Ficas contente e satisfeito. O que provavelmente não sabias é que o teu mundo é feito de pregos, precisamente porque a tua única ferramenta é um martelo.

Não sei se estou a ser claro, mas vou clarificar: Vê se o que vou dizer bate certo com a tua vida. as coisas não te correm como tu gostarias, mas tu achas que estás a fazer tudo certo. Pensa bem. Se estás a fazer a coisa certa, porque diacho não tens o sucesso que mereces?
Porque o mundo é composto de muitas coisas, mas tu não as vês. Isso levanta um problema: como é que consigo mostrar que o mundo é composto de pregos, sim, mas que também há parafusos, porcas, grampos, e uma miríade de outras peças? Eu não sei bem, porque se tu tiveres somente um martelo e eu te mostrar um parafuso, vais martelá-lo, se te mostrar uma porca, sai martelada, o mesmo que qualquer outra coisa.

Talvez o processo de abertura da mente venha de fora e não de dentro. O que aconteceria se eu te mostrasse uma chave de fendas e ta colocasse ao lado do martelo? E se adicionasse também uma chave-inglesa, um serrote, um berbequim?

Talvez começasses a descobrir que há milhões de oportunidades neste mundo, de coisas novas e entusiasmantes para fazer, construir, aprender. Ou talvez olhasses para estas novas ferramentas enquanto pegas no teu martelo e desatas a dar marteladas naquilo tudo.

Quem sabe?


segunda-feira, 21 de março de 2011

O que é a felicidade?

O que é a felicidade? Como podemos atingi-la? Mathieu Ricard, bioquímico de formação e monge budista por opção, diz-nos que podemos treinar as nossas mentes em hábitos de bem-estar de forma a gerar um verdadeiro estado de bem-estar e realização.




domingo, 20 de março de 2011

Viver a vida ao máximo




"O homem seria muito mais feliz se se esforçasse tanto para não cometer asneiras como se esforça depois para as remediar."

George Bernard Shaw


Há pessoas que fazem tudo de qualquer maneira, cometem erros e depois encrencam-se. Sair de uma situação é mais difícil do que evitar lá entrar. Isto é senso comum.

Todavia também há aqueles que, por medo de cometer asneiras nunca fazem coisa nenhuma. Para não terem de sair de uma situação difícil, não entram em nenhuma.
Entre um e outro tipo de pessoas, se eu tivesse de escolher, eu escolheria o primeiro. Aqueles que se encrencam e depois têm de sair da situação. Imagina a diferença de desenvolvimento, riqueza de vida, de experiência que traz a necessidade absoluta de achar soluções!

Imagina dois velhinhos de 85 anos. Um, do primeiro tipo e outro do segundo. Consegues imaginar a conversa deles um com o outro? O que têm para contar? Para cada história de aventura de um existe uma história de... nada do outro. Para cada problema resolvido por um existe um... nada do outro. Para cada fracasso e vitória de um existe um... nada do outro.

Olha bem. Eu não estou a dizer para desatares a fazer asneiras. Não. Deves evitar algumas. As que conseguires. Mas o receio de fazer asneiras não te pode travar no propósito de viver a tua vida ao máximo e de revelares todo o teu potencial.
Se não queres que, quando tiveres 85 anos a tua vida não tenha sido um bocejo, não podes passar o dia de hoje a bocejar.



quarta-feira, 16 de março de 2011

A crise segundo “Einstein”


“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro.

“Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.

 Albert Einstein



A coragem de viver





"Coragem é estar com um medo de morte, mas ainda assim selar o cavalo." 


John Wayne


A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.

Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.

Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."

Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.

Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.

Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.

Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.

Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.

Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música. 

Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.

Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.

O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.

A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.

Related Posts with Thumbnails