terça-feira, 8 de março de 2011

Pensamento destrutivo. O remédio é agir.




"Faz sempre alguma coisa que tenhas medo de fazer."
Ralph Waldo Emerson


Mas como é que vou fazer algo que nunca fiz antes? E se corre mal? E se eu for ridicularizado? E se não resultar? E se não for capaz? E se ninguém me ajudar? E se...

Podes ter um milhão de "ses..." a impedirem-te de avançar. Quando isso acontece, quando as razões para não fazer uma coisa são aos milhões e tu sentes que são somente desculpas esfarrapadas para não progredires, pára de pensar e executa.

Precisas de saber quando deves parar de pensar: quando os teus pensamentos trabalham contra ti. O remédio não é tentar pensar noutra coisa pois voltarás sempre ao mesmo pensamento crónico destrutivo. O remédio é agir.

Se tivermos um grupo de pessoas e colocarmos um desafio igualmente difícil, enquanto uns ficam a pensar se serão ou não capazes, se valerá a pena tentar, outros vão e fazem. Depois de um tempo teremos claramente 2 grupos:

- Os que fizeram e
- Os que não fizeram.

E, dentro dos que não fizeram, está aquela pessoa muito especial que sabe tudo acerca do assunto, tem variadíssimas razões para não ter feito nada, explica-se muito bem explicado, até retira valor aos que executaram tudo dizendo que eles tinham condições especiais, ou que fizeram tudo mal feito, que "se fosse eu, teria feito antes assim e assado".

Este génio, junta atrás de si uma legião de seguidores frustrados que encontram nele uma explicação satisfatória para a sua falta de coragem e para a inércia.

Já ouviste dizer "quem sabe fazer, faz. Quem não sabe fazer, ensina"? Adivinha quem são estes professores! Espero que nenhum deles seja o teu.


segunda-feira, 7 de março de 2011

A Verdade é o Amor - O Amor e o Medo

                 


"Esta é a narrativa da vida de todo mundo. Por detrás da enorme diferença, há apenas uma única história, a de se ir do "não " ao "sim ". Toda a vida é: "Não, obrigado. Não, obrigado". E, em última instância é: "Sim, eu me rendo. Sim, eu aceito. Sim, eu compreendo". Essa é a jornada". 


Uma experiência forte e significativa de se viver é a sensação de abrir-se e superar um medo. O medo faz com que a gente pare, olhe e se demore, às vezes demais, em algo que deve ser continuado. Lembro-me de uma história em que o mestre se dirige ao discípulo e diz: "Bem, é chegada a hora. Agora você vai passar pela prova do medo. Você entrará neste quarto fechado e haverá uma porta para que você saia do outro lado. Aí dentro, você se defrontará com todos os seus medos. Espero você na saída. Vou te dar só um conselho: aconteça o que acontecer, veja você o que vir e sinta o que sentir não pare. Continue andando... continue andando".  

Quando paramos, a situação fica maior. A sombra começa a nos tomar e começamos a pensar toda sorte de bobagens e negatividades e a cabeça começa a fazer uma conversa feia e pesada. Começamos a nos fechar e a nos encolher. O medo faz com que paralisemos e fiquemos agarrados às coisas. Faz com que deixemos passar o timing de sair de uma situação desfavorável, e pode nos fazer perder a dignidade. Não estou propondo a ausência irreal de medo que o expõe ao perigo e risco desnecessários. Estou falando de ter se contaminado demais pelo medo de forma tão sutil que nem mais se percebe a sua presença, mas o seu efeito é, no fim, brutal.   

Lembro-me sempre de uma linda cena de um filme do Harry Potter - O prisioneiro de Askaban - que ilustra esse processo muito bem. Harry Potter estava na floresta à noite para salvar alguém e aqueles seres horrorosos das sombras vieram para cima deles e começaram a acuá-los. Harry foi perdendo sua força e os seres foram dominando-o cada vez mais. Ele caiu no chão e as sombras fantasmas ficaram drenando toda a sua energia... Ele estava fraco demais,  quase morrendo e tudo parecia já perdido quando aparece uma rena iluminada ao longe e nem mesmo se aproxima, mas com sua luz afasta as sombras que, não aguentando, vão embora correndo. Harry pensa que foi o espírito de seu pai que o salvou. 

Essa qualidade de amor que se estende, vai em direção ao outro e diz: "eu vou te proteger", "eu não vou deixar isso acontecer com você!" abre um enorme campo de luz a milhares de quilômetros de distância. Assim é o amor de um ser iluminado. Assim é o amor de um pai por um filho. Assim é a qualidade de vínculo estabelecida entre os seres que sentem o puro e grande amor, que não tem a ver com demonstrações exageradas de amor romântico, mas com estender-se, avançar, e ir em direção ao outro. 

A Verdade é o Amor. No fim passamos por tantas experiências e conhecemos demais a sensação de nos encolhermos por medo, e deixarmos passar uma oportunidade de contato (de nos abrirmos) por medo... Vivemos,  sendo bem honestos, quase o tempo todo nisso... 

Mas ter a experiência de ter dado o passo que se temia, mas se sabia certo, de ter falado quando se fazia necessário, sobretudo ter feito algo por alguém quando era importante que fosse feito, faz-nos sentir uma paz e um orgulho de si para além da arrogância e livre da falsa modéstia. É essa sensação reconfortante e positiva - que vem com saber ter feito o que era certo - que nos garante a satisfação e o preenchimento que nos sustentam, tanto nos momentos difíceis, quanto na hora de partir... 

Poder desafiar o medo e não segui-lo é uma experiência daquelas que justificam a vinda ao planeta Terra.
 

O contrário do Amor não é o ódio. O contrário do Amor é o medo. O medo faz você se fechar e o Amor faz você seguir a despeito de. A despeito de não ser a situação adequada, a despeito de criar talvez mais problemas... No fim das contas, o que vale é ter vivido e ter sido fiel ao bom em você. Isto justifica a vida por se viver e dá paz de espírito na hora da morte. Olhando para trás você terá preferido dar o passo.  

Se o relacionamento acabou... No fim, você viveu. Se foi traído, que bom que não foi você! 

Se você se deixou ficar numa situação qualquer por medo,  se cedeu ao que não devia, ao que não sentia como certo, ou se usou de meios pouco claros para obter o que desejava, reveja, avalie, analise e busque onde estava o medo raiz...  O que de fato fez com que você fizesse o que fez? Quais foram as implicações disso para você e para os outros?  O medo não é justificativa. O sabor da experiência de sair disso e crescer paga o preço! O resultado é o próprio gesto. Não há ganho. Não há perda. 

E, por fim, um detalhe importante: seguindo-se no filme de Harry Potter, descobrimos que a rena era ele mesmo (num desdobramento no tempo) invocando a força e a Luz do Grande Amor e Proteção que combate o medo através da lembrança viva e presente da verdadeira felicidade. No fundo, o que pensávamos vir dos outros (para o bem e para o mal), vem de nós mesmos... E ainda, o que pensávamos estar fazendo aos outros, estamos fazendo é a nós mesmos.


A Civilzação Empática (The Empathic Civilisation )




Animação baseada nos ensinamentos de Jeremy Rifkin



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tu podes escolher o final da tua história - Felicidade







"Um bom actor é bom porque leu, releu, repetiu a leitura e repetiu a repetição da leitura do argumento até se tornar ele mesmo o argumento."


Bob Proctor

Imagina que a tua vida é um filme. Não que "dava" um filme, mas que "é" um filme. Tu és o actor principal mas não escreveste o argumento. Tu não és escritor, és actor. Contudo, como és a vedeta, é-te dada a possibilidade de escolher um argumento, entre milhares. Melhor ainda, podes passar de um argumento para outro a teu bel prazer, mesmo que a história perca continuidade.
De facto são estas surpresas que fazem de uma história aborrecida, uma história interessante.

O facto é que, mudando ou não de argumento, redefinindo ou não uma nova trajectória na tua vida, não foste tu que o escreveste. As tuas opções não incluem a escrita, somente a escolha.

Por isso é que a tua vida nunca será exactamente, a 100% como tu a poderias sonhar. Ela foi escrita para a humanidade inteira e não somente para ti. O que tens de fazer é interpretá-la com o teu talento. Dar-lhe vida no écran, emprestar-lhe um corpo e uma alma.

Isto significa também que não nasceste ensinado a viver. Nasceste, mas não nasceste um actor experiente. É por isso que precisas de ir aprendendo a viver e fazes isso em tentativas e erros, estudo, prática e modelação (seguindo modelos).

Precisas decidir o rumo da história e como irás interpretar o teu papel. Como fazes isso? Escolhendo o teu argumento, repetindo, repetindo repetindo até ele se tornar uno contigo.

Isso é o que tu fazes, mesmo inconscientemente: repetir um argumento. O único problema é que para a maior parte das pessoas, e talvez para ti também, esse argumento não foi escolhido, foi o primeiro que apareceu. Tu pensas que é uma fatalidade, que não há nada a fazer, mas eu venho dizer-te que não é assim.

Tu podes escolher o final da tua história e o rumo dos acontecimentos. Como te expliquei, não podes controlar o vento: não podes escrever o teu próprio argumento, mas podes posicionar as velas: podes escolher qual argumento seguir.

Escolhe um que inclua: saúde, realização pessoal, amor, conforto e desafios. Depois repete-o até que ele e tu se tornem um só. Isto tem um nome: Felicidade.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Trabalho - Equilíbrio de vida?

                  

                                    


Há milhares e milhares de pessoas lá fora, vivendo vidas de silêncio, gritando desesperados que trabalham horas longas, duras, em empregos que odeiam, que lhes permitem comprar coisas que não precisam para impressionar pessoas que não gostam.


Nigel Marsh uma conferência TED


Isto é interessante, não é?




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