quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sonhem... e sejam felizes!

"Uma pessoa é velha quando os arrependimentos tomam o lugar dos sonhos."

John Barrymore




Os sonhos são como a memória. Sem memória não tens passado, sem sonhos não tens futuro.

Sonhem... e sejam felizes!

domingo, 14 de novembro de 2010

Nunca conseguimos fugir de nós próprios

“Nada nos livra de nós mesmos.”

Jorge de Sena





Quase todos passamos por alguma fase da vida em que nos apetece fugir. Pensamos (mal) que uma fuga para longe nos afasta do que nos irrita ou do que nos massacra os dias. Pura ilusão.


Quem experimentou fugir, percebeu, em pouco tempo, que estava a tentar uma coisa impossível: fugir de si próprio.

Podemos fugir de uma pressão, podemos fugir de outra pessoa, mas nunca conseguimos fugir de nós próprios.

E, quase sempre, é em nós mesmos que temos de encontrar soluções para os problemas que nos afligem.

Há quem se julgue acima da medida humana das nossas vidas. Há quem considere inferiores os que vivem rotinas e estabilidade. Há quem não saiba valorizar os que os amam desinteressadamente. Há quem pense que basta mudar de latitude para fugir aos vícios. Há quem tenha nascido em berço de ouro e persista em viver a adolescência durante décadas. Há quem ignore que uma aventura tem quase sempre um início previsível e um fim imprevisível…


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Já falhei tantas vezes na minha vida


"Já falhei mais de 9.000 lançamentos na minha carreira. Já perdi quase 300 jogos. Em 26 jogos foi-me confiada a oportunidade de fazer o lançamento que daria a vitória e falhei. Já falhei e falhei e falhei tantas vezes na minha vida. E é por isso que.....eu venço".


Michael Jordan



domingo, 7 de novembro de 2010

Trabalhar sobre ti mesmo

"Conseguirás atingir seja o que for na tua vida se continuares todos os dias a trabalhar sobre ti mesmo."


Mark Hughes





Parece tão difícil de acreditar: como é que mudando a nós mesmos podemos mudar o que pensamos e, por isso, o que nos acontece, as circunstâncias e, literalmente mudar o mundo. Ainda não acreditas nisto? É porque ainda não experimentaste. Há tanta verdade nestas palavras que parece impossível que tão poucas pessoas acreditem nelas.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ESQUECEMO-NOS DE VIVER


Engolidos pelas preocupações do dia-a-dia, deixamos a vida escorrer por entre os dedos como a água fugidia. Quando damos conta, estamos a percorrer a recta final, um pouco atordoados, com a angústia instalada dentro de nós, esquecidos de ser felizes, ansiosos por ainda fazermos isto mais aquilo, embora sabendo, por experiência vivida, que os sonhos raramente se cumprem e os projectos se foram adiando sine die. Consumimos a maior percentagem da nossa existência a cumprir rotinas. Isso bastará para nos dar a felicidade que todos perseguimos? Ou, como seres inquietos que nascemos, ambicionamos sempre algo mais, algo diferente do que satisfaz os outros bichos?


Eis um problema existencial que sempre preocupou espíritos sensíveis. Quem é mais feliz? Quem preenche um ideal de vida mais verdadeiro? A gente simples e inculta do campo, que frui a sua existência em contacto com a natureza, sem interrogações, sem angústias, sem dúvidas, limitando-se a viver uma vida natural, acreditando na pureza dos seus actos e na força da fé, ou as pessoas que lêem, viajam, estudam, se interrogam, duvidam, se angustiam, sempre insatisfeitas, sempre em busca de respostas que não encontram, desesperadas?


Que vida tem mais sentido? A vida simples e natural ou a vida complexa de quem ousa questionar? O povo tem um ditado: “Não vá o sapateiro além da chinela.” Isto é, não estaremos a querer saber demais? Os românticos promoveram o mito do bom selvagem…

Na realidade, quem ousa dizer que tem a chave da felicidade? Como vivíamos quando começámos a erguer-nos nos pés? Não foi o homem que criou os deuses? Não foi o homem que inventou as filosofias? Não foi o homem que criou a moeda, a política, o poder, as guerras, as leis, as confusões? Não é o homem que se vai afastando cada vez mais da simplicidade e cria mais e mais barreiras à naturalidade? Não seremos apenas transitórios e insignificantes bichinhos terrenos, arrogantes inventores de mitos?

Será a pessoa humana, depois de experimentar os venenos da civilização, capaz de recuperar a capacidade de viver de modo simples?

Não serão mais felizes os que, depois de romperem as armaduras em combates vários, caiem na humildade, retornam à natureza-mãe e reaprendem o sabor do pão cozido a lenha, o encanto do cantar do pintassilgo, o rumorejar de um regato de água das serras, o prazer de contar histórias, de conviver, de engolir fungos e bactérias?

Às vezes, esquecemo-nos de que os outros também são natureza, e uma natureza especial. Será que, se aprendermos a viver em comunidade, a respeitarmo-nos, não encontraremos as chaves da alegria que procuramos algures, perdidamente? Não estará o segredo da vida aqui, ao nosso lado, nos outros, e em nós, no nosso coração?

Aprendermos a viver juntos não será um projecto autêntico e suficientemente ambicioso para merecer ser vivido em pleno?

Acabo de reler um soneto de Florbela Espanca onde a poetisa invoca, de certo modo, esta temática.

Onze versos descrevem o paraíso na terra centrado na figura de uma camponesa que vive a vida como o rouxinol, aproveitando o que Deus lhe deu, preenchendo os dias com as rotinas do rio que corre sempre para o mar. Aceita o que lhe acontece, agradece, vai em frente até descer à “terra da verdade”, com a consciência do dever cumprido, feliz. Nos outros três, a autora grita o seu pessimismo, a sua angústia, a sua insatisfação, atormentada por dúvidas, destruindo-se, sobretudo, pelos excessos de quem quis devorar a vida em vez de a saborear, acabando devorada!





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