"Falta de dinheiro não é obstáculo. Falta de idéia é um obstáculo."
Ken Hakuta
Não interessa qual o teu objectivo. Seja ele qual for vais encontrar, em algum momento do processo, um obstáculo insuperável. Insuperável se mantiveres inalterada a tua mentalidade, valores, métodos de resolução de problemas. Como resultado, em algum momento irás ter de te ultrapassar a ti mesmo por forma a ultrapassares uma determinada dificuldade. Vais crescer. Não penses que consegues fazer coisas maiores mantendo-te do tamanho que tens. Irás fazê-las sim, crescendo juntamente.
Um dia destes ouvi um amigo da minha organização a queixar-se que adoraria poder tirar umas duas semanas de férias nas ilhas gregas, mas que infelizmente não seria possível porque não tinha dinheiro. Eu perguntei qual era o plano dele e ele respondeu: "Qual plano?" Eu perguntei de novo: "Não tens um plano?" Não tinha. Ora se não tem dinheiro e não tem plano, o que tem é um sonho irrealizável, uma espécie de droga mental que lhe traz alguma serotonina e o faz sentir ilusoriamente feliz.
Tu, leitor, provavelmente tens algum destes "sonhos impossíveis". Mas eu vou-te revelar o "ovo de colombo" para os concretizares: Ou tens o meio ou tens um plano. Se não tiveres nem um nem outro, é melhor esqueceres esse sonho porque não passa, e nunca passará, de uma ilusão. Mas se tiveres um deles, então ele está de facto ao teu alcance.
Primeiro toma a decisão firme de perseguir o teu sonho. Verifica se o podes financiar com os meios que tens actualmente. É claro que irás ter de fazer escolhas, provavelmente terás de abdicar de algumas coisas que também aprecias. Isso são somente testes para verificares o quanto queres mesmo alcançar o teu sonho.
Se não tiveres forma de financiar o teu objectivo, então tens de ter um plano. Se o problema for o dinheiro, descobre as formas mais baratas de o atingir e em seguida inicia um processo de angariação de fundos. Não tens de ter todo o dinheiro amanhã, mas se começares hoje a poupar de 10 a 20% do teu rendimento daqui por algum tempo terás todo o dinheiro de que precisas. Podes demorar 6 meses, ou um ano, ou mesmo 5 anos. Não faz mal. Vai acontecer. Irás realizar o teu sonho. E sabes uma coisa? Mesmo que demore 5 anos, daqui por 5 anos, com poupança ou sem ela, tu estarás 5 anos mais velho. Mas se seguires o teu plano, daqui a 5 anos podes estar de papo para o sol ou no mesmo local onde estás agora.
Outro exemplo: Queres uma família, filhos, esposa ou marido, mas estás sozinho(a) e não parece haver ninguém no mundo capaz de te cativar. Óptimo. Não tens uma namorada ou namorado, precisas de ter um plano.
Ainda outro: Pretendes atingir uma determinada posição na tua carreira profissional. Ou tens os meios e consegues, ou não tens os meios e tens um plano para o conseguir no futuro.
Mais um: tens um problema de saúde ou bem estar que precisas de tratar. Ou tens os meios ou tens um plano. Se tiveres um dos dois e agires em conformidade atingirás o teu objectivo.
E assim com todas e cada uma das áreas da tua vida. Conseguirás tudo o que quiseres se tiveres os meios e agires em conformidade, mas se não tiveres os meios podes atingir na mesma os teus objectivos se tiveres um plano... e agires em conformidade. A frase-chave, se não tinhas reparado ainda é "agir em conformidade" não é "sonhar acordado", nem "basta desejar", nem "pensamento positivo". Não!
Muito claro e óbvio. Parece suficientemente simples, e é.
Cria esta disciplina: Tomas a decisão, depois verificas se tens os meios e, caso contrário, defines um plano. Esta disciplina simples faz libertar a tua energia criativa na solução em vez de a concentrar no problema.
Por isso te digo: Primeiro a decisão, depois a solução. Se esperares ter os meios para tomar uma decisão e estabelecer um objectivo, nunca sairás de onde te encontras.
Está na altura de parar, pensar, comunicar e agir de forma diferente. Procuramos gente positiva e feliz!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Não tens um plano?
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domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Tu és livre no Agora.
"Cada dia pode ser um ponto de partida para uma vitória, não importando o que se perdeu antes."
Está sol lá fora, o frio do Outono começa finalmente a mostrar-se e o ar está tão limpo que limpa a alma a cada respiração. Não tem a mínima importância a tua situação actual, se estás bem de vida ou mal, se estás emocionalmente resolvido (ou resolvida) ou ainda por resolver, nem se te amas como és ou te detestas ainda. Nada disso importa. Imagina que estás sentado no primeiro degrau de uma escada de mil degraus. Tens um problema. E esse problema não é a escada ter mil degraus, e também não é tu estares ainda no primeiro, e não é também o facto de, eventualmente, estares nesse primeiro degrau há muitos anos. Não. O teu único problema é estares sentado nele.
Lembra-te: não importa em que degrau estás, desde que não estejas sentado. O teu passado não te define com pessoa, nem tem de condicionar as tuas acções presentes. Tu és livre no Agora. O Wayne Dyer diz que o rasto do barco na água não determina a sua direcção, é somente um rasto por onde o barco passou no passado, neste momento o piloto pode mudar de direcção à sua vontade, com total liberdade.
Hoje, toma a decisão determinada (decisão + acção) de descolar o rabo da escada e subir mais um degrau. Só um. É fácil de fazer? Com certeza. É fácil de não fazer? Evidentemente. Escolhe.
Está sol lá fora, o frio do Outono começa finalmente a mostrar-se e o ar está tão limpo que limpa a alma a cada respiração. Não tem a mínima importância a tua situação actual, se estás bem de vida ou mal, se estás emocionalmente resolvido (ou resolvida) ou ainda por resolver, nem se te amas como és ou te detestas ainda. Nada disso importa. Imagina que estás sentado no primeiro degrau de uma escada de mil degraus. Tens um problema. E esse problema não é a escada ter mil degraus, e também não é tu estares ainda no primeiro, e não é também o facto de, eventualmente, estares nesse primeiro degrau há muitos anos. Não. O teu único problema é estares sentado nele.
Lembra-te: não importa em que degrau estás, desde que não estejas sentado. O teu passado não te define com pessoa, nem tem de condicionar as tuas acções presentes. Tu és livre no Agora. O Wayne Dyer diz que o rasto do barco na água não determina a sua direcção, é somente um rasto por onde o barco passou no passado, neste momento o piloto pode mudar de direcção à sua vontade, com total liberdade.
Hoje, toma a decisão determinada (decisão + acção) de descolar o rabo da escada e subir mais um degrau. Só um. É fácil de fazer? Com certeza. É fácil de não fazer? Evidentemente. Escolhe.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
É tão bom ter escolhas, não é?
"Muitos sonham com a imortalidade mas aborrecem-se num Domingo chuvoso."
Susan Ertz
Verifica se o teu sonho é para ti. Eu conheço uma pessoa que sonha correr uma maratona, mas assim que começa a correr, começam as dores nas pernas e desiste. Outra gostaria de ter uma grande conta bancária, mas assim que recebe o salário gasta-o inteiro. Outra ainda fica acordada de noite a idealizar uma vida em casal mas quando surge a oportunidade de se relacionar com alguém, retrai-se. Eu gostava de fazer uma volta ao mundo e conhecer outras culturas, mas se tiver a oportunidade de ir comer sushi faço uma careta e respondo que não gosto de peixe cru. Também gostaria de ser um grande futebolista, o dinheiro, a fama, mas o detalhe de jogar, treinar, bem... isso já não me agrada muito.
Podes sonhar o que quiseres, mas avalia se esse sonho é mesmo para ti. Quando maior ele for menos tu estás preparado para o alcançar. Tens duas alternativas. Ou mudas de sonho e o aproximas da tua realidade, ou mudas a tua realidade para a aproximares do teu sonho. Uma das duas coisas irá acontecer.
É tão bom ter escolhas, não é? Começa a fazer tudo o que estiver ao teu alcance agora mesmo. Queres dar a volta ao mundo e conhecer outras culturas? Começa hoje: vai ao sushi, ao kebab, ao chinês e ao indiano. Se queres a maratona treina até os bofos te sairem pela boca. Expõe-te a outras pessoas se pretendes um romance. Em todos os sonhos há uma parte importante que não depende de ti: há circunstâncias, outras pessoas envolvidas, meios e recursos, mas há sempre alguma coisa que depende de ti e que podes fazer agora mesmo.
Isso é tudo o que te é pedido. Agora vou dizer uma máxima imortal, prepara-te: "O que não depende de ti... não depende de ti, mas o que depende de ti, depende de ti." Gostaste? Profundíssimo Hein?
Susan Ertz
Verifica se o teu sonho é para ti. Eu conheço uma pessoa que sonha correr uma maratona, mas assim que começa a correr, começam as dores nas pernas e desiste. Outra gostaria de ter uma grande conta bancária, mas assim que recebe o salário gasta-o inteiro. Outra ainda fica acordada de noite a idealizar uma vida em casal mas quando surge a oportunidade de se relacionar com alguém, retrai-se. Eu gostava de fazer uma volta ao mundo e conhecer outras culturas, mas se tiver a oportunidade de ir comer sushi faço uma careta e respondo que não gosto de peixe cru. Também gostaria de ser um grande futebolista, o dinheiro, a fama, mas o detalhe de jogar, treinar, bem... isso já não me agrada muito.
Podes sonhar o que quiseres, mas avalia se esse sonho é mesmo para ti. Quando maior ele for menos tu estás preparado para o alcançar. Tens duas alternativas. Ou mudas de sonho e o aproximas da tua realidade, ou mudas a tua realidade para a aproximares do teu sonho. Uma das duas coisas irá acontecer.
É tão bom ter escolhas, não é? Começa a fazer tudo o que estiver ao teu alcance agora mesmo. Queres dar a volta ao mundo e conhecer outras culturas? Começa hoje: vai ao sushi, ao kebab, ao chinês e ao indiano. Se queres a maratona treina até os bofos te sairem pela boca. Expõe-te a outras pessoas se pretendes um romance. Em todos os sonhos há uma parte importante que não depende de ti: há circunstâncias, outras pessoas envolvidas, meios e recursos, mas há sempre alguma coisa que depende de ti e que podes fazer agora mesmo.
Isso é tudo o que te é pedido. Agora vou dizer uma máxima imortal, prepara-te: "O que não depende de ti... não depende de ti, mas o que depende de ti, depende de ti." Gostaste? Profundíssimo Hein?
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Cuidar do sonho
"O poder da reflexão é o poder do agricultor. Depois de semear, cuida e protege."
Fazer um plano é simples, segui-lo também. Mas verificar se ele nos está a levar onde queremos já não é um hábito comum.
Cria o hábito de reflectir ao final do dia, acerca do quanto estás agora mais próximo da concretização do(s) teu(s) sonho(s) em relação a ontem. Já aprendeste a colocar por escrito os teus objectivos, planos e tarefas. Agora habitua-te também a colocar por escrito os teus resultados diários.
Vamos fazer um exercício. Imagina que um dos teus objectivos é ganhar mais 50% de dinheiro este ano em relação ao anterior. Pode ser qualquer coisa, como por exemplo, encontrar uma namorada ou namorado, mudar de carro ou de casa, tirar umas férias na neve, pagar os estudos a um filho, não sei, qualquer coisa. Vamos ficar pelo aumento de 50% no teu rendimento e vamos imaginar que és trabalhador por conta de outrem.
Depois de fazeres o teu plano: pedir aumento, encontrar um part-time, fazer algum investimento, sei lá, seja qual for o teu plano, tens de executar diariamente determinadas acções que te aproximem do teu objectivo (as tarefas). No final de cada dia, avalia a tua performance. Não quer dizer que tenhas resultados palpáveis, mensuráveis, num dia só, não. Mas deves verificar se as tuas acções do dia te aproximaram ou afastaram do teu objectivo.
Se achas e sentes que o que fizeste está a levar-te na direcção certa, continua com o teu plano e as suas tarefas. Mas podes verificar que, mesmo executando as tarefas determinadas, a coisa não está a funcionar. Não há problema: reavalia o plano. Corrige-o no que for necessário, ou elimina-o mesmo e cria um outro de raiz. Coloca todas as considerações por escrito. O próprio acto de escrever num papel ajuda a definir e a clarificar as tuas ideias.
Este é o trabalho do "cuidar do sonho" como o agricultor que, depois de semear, e muito antes de poder colher, tem de cuidar e proteger. Ele rega, cobre com erva seca para proteger a cultura do sol forte, verifica se as pragas não a atacam, limpa as ervas daninhas, enxerta e poda. É isso que tu fazes com o teu plano.
Se fizeres isto com consistência, diariamente, estás a colocar-te numa posição de força na qual 80% das pessoas não estão. Imagina a vantagem que este hábito tão simples te dá sobre a maioria das pessoas na conquista dos teus sonhos!
É fundamental teres estas pequenas avaliações espalhadas pelo teu quotidiano, não se vá dar o caso de estares a trabalhar num plano pensando que ele te leva à lua e afinal vais parar ao quintal do vizinho, que é o que acontece a toda a gente que já teve um sonho e que agora pensa que isso de sonhar é para crianças e adolescentes.
Fazer um plano é simples, segui-lo também. Mas verificar se ele nos está a levar onde queremos já não é um hábito comum.
Cria o hábito de reflectir ao final do dia, acerca do quanto estás agora mais próximo da concretização do(s) teu(s) sonho(s) em relação a ontem. Já aprendeste a colocar por escrito os teus objectivos, planos e tarefas. Agora habitua-te também a colocar por escrito os teus resultados diários.
Vamos fazer um exercício. Imagina que um dos teus objectivos é ganhar mais 50% de dinheiro este ano em relação ao anterior. Pode ser qualquer coisa, como por exemplo, encontrar uma namorada ou namorado, mudar de carro ou de casa, tirar umas férias na neve, pagar os estudos a um filho, não sei, qualquer coisa. Vamos ficar pelo aumento de 50% no teu rendimento e vamos imaginar que és trabalhador por conta de outrem.
Depois de fazeres o teu plano: pedir aumento, encontrar um part-time, fazer algum investimento, sei lá, seja qual for o teu plano, tens de executar diariamente determinadas acções que te aproximem do teu objectivo (as tarefas). No final de cada dia, avalia a tua performance. Não quer dizer que tenhas resultados palpáveis, mensuráveis, num dia só, não. Mas deves verificar se as tuas acções do dia te aproximaram ou afastaram do teu objectivo.
Se achas e sentes que o que fizeste está a levar-te na direcção certa, continua com o teu plano e as suas tarefas. Mas podes verificar que, mesmo executando as tarefas determinadas, a coisa não está a funcionar. Não há problema: reavalia o plano. Corrige-o no que for necessário, ou elimina-o mesmo e cria um outro de raiz. Coloca todas as considerações por escrito. O próprio acto de escrever num papel ajuda a definir e a clarificar as tuas ideias.
Este é o trabalho do "cuidar do sonho" como o agricultor que, depois de semear, e muito antes de poder colher, tem de cuidar e proteger. Ele rega, cobre com erva seca para proteger a cultura do sol forte, verifica se as pragas não a atacam, limpa as ervas daninhas, enxerta e poda. É isso que tu fazes com o teu plano.
Se fizeres isto com consistência, diariamente, estás a colocar-te numa posição de força na qual 80% das pessoas não estão. Imagina a vantagem que este hábito tão simples te dá sobre a maioria das pessoas na conquista dos teus sonhos!
É fundamental teres estas pequenas avaliações espalhadas pelo teu quotidiano, não se vá dar o caso de estares a trabalhar num plano pensando que ele te leva à lua e afinal vais parar ao quintal do vizinho, que é o que acontece a toda a gente que já teve um sonho e que agora pensa que isso de sonhar é para crianças e adolescentes.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Enquando se concorda não se acorda
"Aprecio o facto de alguém me dizer que estou errado porque a maior parte das vezes estou mesmo."
Príncipe William
Ao contrário da filosofia ou da metafísica, diz-se que a ciência é falseável. Isto significa simplesmente que uma visão científica do mundo pode ser provada verdadeira hoje e provada falsa amanhã. Isso é o que vemos constantemente.
O que me leva a pensar na importância que damos às "verdades científicas". Se pensarmos bem naquilo em que depositamos a nossa maior confiança e que nos dá a segurança da verdade, que é a ciência, ela é de facto muito pouco confiável, no que diz respeito às suas capacidades de descrever a realidade.
Mas isso é outra conversa. Eu aprecio uma boa verdade científica como tu e, seguramente muito mais que a maioria das pessoas que conheço. Mas a maior lição que eu, pessoalmente, retirei da ciência é que, o que aparentemente parece uma debilidade, é de facto a sua força. De cada vez que se prova que alguma teoria está errada, o conhecimento científico dá um pulo e avança ("como bola colorida nas mãos de uma criança" diz poeticamente o António Gedeão).
"Enquando se concorda não se acorda", gosto eu de dizer. A Idade Média é chamada de Idade das Trevas porque não houve nenhum avanço científico significativo. A ciência de Aristóteles era insuspeita e, quem a provasse errada corria sérios riscos. Foi um sono de mil anos, nesse aspecto.
Por isso, eu acho que o príncipe William tem uma atitude louvável e de uma sabedoria muito acima da média. Eu não gosto que me apontem erros. Acho que sou bastante normal nisso, mas é só por causa do meu ego que quer sempre ser superior em tudo e entende erradamente as coisas. Não lhe presto muita atenção neste aspecto porque, apesar de me sentir mal com as críticas, eu sei que estou a avançar para o próximo nível.
Já entendeste porque é que para teres mais sucesso tens de aumentar o número de fracassos? Onde está então o problema com o cometer erros, fazer asneira? Somente no teu ego. Se o puseres de lado, com humildade, vais ver um mundo que se abre a cada fracasso. E isso é muito fácil se entenderes que as tuas actividades vêm sempre provar alguma coisa e, com isso, avanças de alguma maneira.
Se decidires encarar a tua vida como uma experiência científica vais agradecer pelos erros, do fundo do coração.
Príncipe William
Ao contrário da filosofia ou da metafísica, diz-se que a ciência é falseável. Isto significa simplesmente que uma visão científica do mundo pode ser provada verdadeira hoje e provada falsa amanhã. Isso é o que vemos constantemente.
O que me leva a pensar na importância que damos às "verdades científicas". Se pensarmos bem naquilo em que depositamos a nossa maior confiança e que nos dá a segurança da verdade, que é a ciência, ela é de facto muito pouco confiável, no que diz respeito às suas capacidades de descrever a realidade.
Mas isso é outra conversa. Eu aprecio uma boa verdade científica como tu e, seguramente muito mais que a maioria das pessoas que conheço. Mas a maior lição que eu, pessoalmente, retirei da ciência é que, o que aparentemente parece uma debilidade, é de facto a sua força. De cada vez que se prova que alguma teoria está errada, o conhecimento científico dá um pulo e avança ("como bola colorida nas mãos de uma criança" diz poeticamente o António Gedeão).
"Enquando se concorda não se acorda", gosto eu de dizer. A Idade Média é chamada de Idade das Trevas porque não houve nenhum avanço científico significativo. A ciência de Aristóteles era insuspeita e, quem a provasse errada corria sérios riscos. Foi um sono de mil anos, nesse aspecto.
Por isso, eu acho que o príncipe William tem uma atitude louvável e de uma sabedoria muito acima da média. Eu não gosto que me apontem erros. Acho que sou bastante normal nisso, mas é só por causa do meu ego que quer sempre ser superior em tudo e entende erradamente as coisas. Não lhe presto muita atenção neste aspecto porque, apesar de me sentir mal com as críticas, eu sei que estou a avançar para o próximo nível.
Já entendeste porque é que para teres mais sucesso tens de aumentar o número de fracassos? Onde está então o problema com o cometer erros, fazer asneira? Somente no teu ego. Se o puseres de lado, com humildade, vais ver um mundo que se abre a cada fracasso. E isso é muito fácil se entenderes que as tuas actividades vêm sempre provar alguma coisa e, com isso, avanças de alguma maneira.
Se decidires encarar a tua vida como uma experiência científica vais agradecer pelos erros, do fundo do coração.
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