quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O sono dos bem-sucedidos.

"Um homem é um sucesso se pula da cama pela manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta."


Bob Dylan

                                                 Salvador Dalí "O Sono"



O ideal é ser tão rico que não precises de te preocupar com a quantidade de dinheiro que não tens, ter tanto amor que não te cubra a sombra da falta, ter tanta realização pessoal que o teu progresso como pessoa te encha de felicidade, tanto tempo livre que nunca te passe pelo pensamento "não faço isto porque não tenho tempo", tanta saúde que nem penses que poderás ficar doente.



Não te parece que isto seria uma boa medida para o teu sucesso? Eu também. Agora vem a boa notícia:


Reparaste no parágrafo que leste, e com o qual concordaste, que o único obstáculo ente ti e a riqueza é "a preocupação com a quantidade de dinheiro que te falta"? E que para seres feliz no amor basta agradeceres o muito que já tens? E que para teres toda a realização pessoal é suficiente gostares de ti mesmo como és e progredires como pessoa? E que para teres todo o tempo do mundo basta fazeres as coisas como se o tivesses, priorizando o que é mais importante para ti? E que se viveres como se tivesses toda a saúde do mundo... provavelmente irás tê-la.


Parece-me que se te levantares de manhã e pensares bem na tua vida, exactamente como ela é, encontrarás tantos motivos de gratidão e alegria que provavelmente, chegando à noite, irás dormir o sono dos bem-sucedidos. Afinal és bastante bem sucedido e amanhã serás ainda mais porque iniciaste um processo que não tem retorno.



Uma Desculpa ou um Motivo



"Se não podes voar, corre; se não poderes correr, caminha; se não puderes caminhar gatinha."


Quantas vezes usas a desculpa de não poder voar para não gatinhares? "Ah, eu não consigo fazer o que tu fazes, por isso não faço nada", "tu é que tens as qualidades, eu não tenho", "isso é bom é para ti que és capaz", "eu fazer, fazia, se tivesse o tempo que tu tens" ou "... o dinheiro que tu tens".




Não sabes que o fazer é que traz os resultados? Não trabalhas o mês inteiro para receberes um salário no final? Não investes para ter lucro? Não semeias para colher? Então como é que queres poder voar se não corres, e correr se não andas e andar se não gatinhas?



A natureza humana é engraçada. Parece que o que serve de desculpa para uns serve de motivo para outros. Há quem não invista por não ter dinheiro, e há quem invista precisamente para não voltar a ter falta de dinheiro. Há quem não aproveite uma oportunidade por não ter tempo, e há quem a aproveite precisamente para nunca mais ter falta de tempo. Há quem não aprenda porque não tem capacidade e há quem aprenda precisamente para não voltar a ter falta de capacidade.



Eu sei como é que vejo o meu mundo. Eu vejo motivos onde uma grande parte dos meus irmãos humanos vê desculpas. Talvez por isso eu veja oportunidades onde essa mesma maioria vê problemas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Inspiração ou desespero

"Na vida, precisas ou de inspiração ou de desespero."


Dito de outra forma, a inércia tem um peso tão grande sobre nós que, para avançarmos, precisamos da cenoura ou do chicote. É a nossa natureza: ou corres na direcção de algo que desejas ardentemente, ou para fugir de alguma coisa. Ou és movido pela procura do prazer ou pela fuga da dor.



É bom estar satisfeito com a própria vida, usufruir das conquistas, celebrar o que temos, fazemos e somos. E não importa o quanto nós alcançámos, tem de ser celebrado.


Mas a celebração tem uma hora para iniciar e para terminar. "Depois da festa sua a testa", depois da celebração, trabalho árduo. Não te deixes agarrar pela inércia da zona de conforto mais de um dia ou dois. Entusiasma-te ou desespera-te rapidamente e avança.


Há tantas coisas para fazer, ter e ser, que mesmo que não pares um segundo nunca ficarás completo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Geeks de Sofá: O Fundo do Poço

Geeks de Sofá: O Fundo do Poço: "Com uma frequência assustadora e cada vez maior, vejo-me a pedir que chegue logo, o quanto antes, o fundo do poço. É a crença redencionista,..."

Alentejo sempre

E as pessoas do Alentejo, e a comida do Alentejo, e as sestas depois do almoço que sabem melhor no Alentejo, e as praias da costa vicentina, e o ar que se respira aqui, e as estrelas que este céu tem (sim, eu continuo a acreditar que as estrelas aqui são muito diferentes), e esta paisagem de paz, e tudo o que vivo aqui sempre que volto.


É que eu sou daqueles que volto sempre aos lugares onde já fui muito feliz. Sempre.
 

Os bolsos rotos

"Não é benéfico ajudar um amigo colocando moedas em seus bolsos quando existem buracos neles."


Douglas Hurd




Tenho constatado que é mais fácil dar ajuda que recebê-la. É que ao "dar" ajuda temos a gratificação imediata de nos sentirmos simultâneamente "bonzinhos" e "superiores", uma combinação de emoções muito agradável. Não é difícil ser-se generoso assim.


Agora imagina que hoje te deixas ajudar por alguém. Não só não tens essa gratificaçãozinha imediata, como sabes que o outro poderá estar a sentir-se superior e isso faz-te sentir menor. Mas pensa no seguinte: Não serás mais generoso e humanamente maduro se te deixares ajudar e proporcionares também a possibilidade de outras pessoas serem generosas contigo? O teu ego diz que isso não pode ser, mas a tua generosidade diz que não pode ser de outro modo: umas vezes ajudas, outras deixas que te ajudem.


Os bolsos rotos são outra metáfora interessante: Representam a dependência. Se tens um amigo ou conhecido que não se mexe a não ser para pedir ajuda e não sai da sua casca para ajudar outras pessoas, pede-lhe tu ajuda em algo que ele possa realmente ser útil. É assim que tapas os buracos dos bolsos dele: torna-lo generoso e pro-activo, devolves-lhe a auto-confiança e envove-lo nesta dinâmica tão frutífera do "dar e receber".


O que é que isto tem a ver com a tua vida do dia-a-dia? Tudo. Trabalha conscientemente nas tuas relações humanas para promover a tua humanidade e a dos que te rodeiam, com paciência mas determinação. Verás os resultados começarem a surgir vindos de fontes inesperadas: mais saúde, mais dinheiro, mais amor, mais bem-estar, realização pessoal e profissional, etc. Estes são os frutos que começas a colher à medida que elevas o teu nível humano e o das pessoas que te rodeiam.



Começa por tapar os buracos dos teus próprios bolsos. E progride a partir daí.



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