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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A mudança começa pelo ‘eu’




Ela deixou de ser tão pessimista. É uma pessoa mais alegre. Agora consegue sempre ver coisas positivas mesmo em acontecimentos mais tristes". À porta do Pavilhão Atlântico, minutos antes de começar o espectáculo ‘Trata a Vida Por-Tu-Gal’, Miguel explica o que mudou na vida da sua mulher, Sílvia, de 33 anos, desde que esta participou num workshop de Daniel Sá Nogueira, guru português da auto-ajuda. "Trouxe-o ao espectáculo para que ele perceba o que o Daniel faz", explica Sílvia, vendedora de uma imobiliária. De cachecóis de Portugal ao pescoço – um pedido de Daniel ao fãs -, o casal de Caneças entra entusiasmado no Pavilhão. O maior espectáculo de auto-ajuda alguma vez feito em Portugal por um português está prestes a começar.


Já passam 40 minutos da hora marcada quando as luzes do Pavilhão Atlântico desvanecem. Os três ecrãs gigantes do palco dão as instruções em forma de legendas brancas em fundo negro. Pedem-se palmas, assobios e batidelas de pé no chão e os cerca de seis mil espectadores – eram esperados 10 mil – acedem. Está dado o mote para as próximas quatro horas. A ordem é a diversão e todos cumprem.

O ASTRONAUTA

Um vídeo apresenta Daniel Sá Nogueira como o primeiro astronauta português. Vê-se o formador pessoal (mais tarde ele dirá que gostaria de ser tratado como o "futuro prémio Nobel da Paz") a partir para a Lua num foguetão espacial. Quando o vídeo mostra a chegada de Daniel ao satélite natural da Terra, este aparece no Pavilhão de carne e osso. Vestido de astronauta, desce do tecto do Pavilhão Atlântico e aterra no meio da plateia. Ainda não disse uma palavra e o auditório já está em delírio.

Em palco, Daniel fala com a Lua (tem voz feminina e tudo) que lhe dá duas tábuas com dez mandamentos. O resto do espectáculo consiste em que este moderno Moisés explique a todos os presentes esses dez princípios. "Porque para mudar o mundo temos de nos mudar a nós próprios primeiro", explica.

"PORTUGAL É BRUTAL"

Durante o espectáculo Daniel canta, dança, representa, faz de DJ. É seguro dizer que não brilha em nenhuma destas áreas, mas é indesmentível o entusiasmo da plateia. Nos intervalos dos vários números musicais e teatrais, que contam com dezenas de artistas, Daniel fala, grita, exorta a multidão a celebrar, a meditar, a fechar os olhos. Num país sempre pronto a dizer mal de si mesmo, este homem de 33 anos, nascido na África do Sul e que aprendeu português aos 15 anos, diz que "Portugal é brutal". Porque é "lindíssimo", porque "vive em paz", porque somos "hospitaleiros e criativos".

Às vezes parece que estamos num comício político, outras numa missa de campo. Amigos e desconhecidos partilham gritos, cumprimentos efusivos e cantoria, muita cantoria, com um vasto cardápio musical que vai desde Xutos & Pontapés a Michael Jackson, passando, é claro, pelo fado, "que mostra o que há de mais genuíno no sentimento português", diz Daniel Sá Nogueira.

Com o adiantar da hora há quem se canse. No final do espectáculo, quase à meia-noite, cerca de um terço da audiência já tinha saído. "Saímos mais cedo porque temos fome e vamos jantar. Mas gostámos muito do espectáculo, saímos com um espírito muito positivo", conta Rogério, que veio de Alverca com a mulher. Entre a assistência há gente de todo o País, ilhas incluídas, e até se fizeram excursões de autocarro. Empresas como a Remax ou a Herbalife distribuíram por funcionários e colaboradores dezenas de convites, ou não fosse Daniel um formador habitual nas acções que promovem.

"Ele mudou completamente a maneira como eu encaro o meu trabalho e a minha vida", comenta no final do espectáculo Maria de Lurdes, de 44 anos e vendedora da Remax. Já conhecia Daniel de uma acção de formação sobre vendas que este orientou e saiu do Pavilhão Atlântico ainda mais admiradora do seu trabalho: "Ele tem qualquer coisa de especial. Chega ao coração das pessoas".

OBJECTIVO 100 MIL LIVROS

Dois dias depois do espectáculo, Daniel Sá Nogueira diz-se um homem feliz. "Era um sonho e consegui realizá-lo". O guru – "adoro que me chamem assim" – acaba de lançar o seu primeiro livro. ‘Trata a Vida por Tu’ é, mais do que um livro de auto-ajuda, um verdadeiro curso. "Só deve ler o livro quem estiver realmente interessado em fazer qualquer coisa para mudar", diz o autor. Daniel recebeu formações em várias partes do Mundo e começou ele próprio a orientar workshops há mais de dez anos. Especializou-se na área do desenvolvimento pessoal e faz acções para empresas ou grupos particulares.

Usa sempre ténis de cores diferentes "para nunca esquecer que há sempre duas maneiras de reagir a um problema, ou pensamos positivo ou descarregamos a nossa raiva". O livro está em segundo lugar do top de vendas da Fnac. A primeira edição é de 7 mil exemplares, mas Daniel diz que o seu objectivo é chegar aos 100 mil exemplares vendidos. Usa o método ROSA, que inclui quatro conceitos: Realidade (saber onde estou); Objectivos (onde quero ir); Soluções (como lá chegar) e Acção (partir, mudar, fazer por isso).

O autor admite que grande parte do que escreve "são coisas que as pessoas já sabem", mas o que o move é "fazer as pessoas agir". Isto porque, diz Daniel, "os sonhos são importantes mas não chegam. O trabalho é o que faz as coisas andar e quero motivar as pessoas a agir para mudarem as suas vidas".

PROGRAMAR A MENTE

Uma das referências de Daniel Sá Nogueira é Adelino Cunha. Formado em Matemáticas Aplicadas e Informática pela Universidade do Porto, foi professor universitário durante 10 anos. Em 2002 passou a dedicar-se a tempo inteiro à formação pessoal e fundou a empresa I Have The Power (Eu Tenho o Poder, numa tradução literal), sediada em Gaia. Em 2008 foi o responsável pela vinda a Portugal de Bob Proctor, que participou no projecto do livro ‘O Segredo’, de Rhonda Byrne, – um dos livros de auto-ajuda mais vendidos em todo o Mundo. Adelino Cunha e Bob Proctor levaram 7 mil pessoas ao Pavilhão Atlântico para ouvi-los falar de como cada um pode ajudar-se a si próprio a ser mais feliz e mais bem sucedido.

"O meu interesse por esta área começou quando li o livro ‘Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas’ [publicado em 1937 por Dale Carnegie]. Li muito sobre esta área e depois especializei-me em programação neurolinguística (PNL), que é uma ferramenta muito poderosa". A PNL é uma técnica de-senvolvida por dois especialistas americanos como ferramenta de aumento da consciência de si próprio e de motivação. "É possível, por exemplo, curar uma fobia em apenas 15 minutos", diz Adelino.

500 MIL EUROS

Em 2000, Adelino Cunha fundou a sua empresa de formação e passou a dedicar-se a ela a tempo inteiro. Com resultados à vista: "No ano passado facturámos 250 mil euros, este ano temos como objectivo chegar aos 500 mil", conta Adelino, de 47 anos. Com cursos que podem durar entre duas horas e sete dias e preços que vão dos 20€ aos 2400€, Adelino diz que o negócio da I Have The Power "tem crescido muito" nos últimos anos.

Autor de três livros de auto-ajuda, dois dos quais editados por ele próprio, não teme a concorrência. "Como em todas as áreas, há gente séria e gente menos séria, mas, tal como acontece com os grupos de rock, os que ficam são os que têm qualidade e eu não tenho dúvidas acerca da qualidade do que fazemos".

Nas livrarias portuguesas o espaço ocupado pelos livros de auto-ajuda é cada vez maior. José Prata, editor da Lua de Papel, especializada na área, diz que as vendas "têm registado um enorme crescimento, embora esse crescimento seja alavancado por um único título: ‘O Segredo’, de Rhonda Byrne, lançado em Junho de 2007". Com vendas de 450 mil exemplares (foi o mais vendido em 2007 e 2008) é de longe o mais bem sucedido.

"Todos os outros títulos que saíram entretanto, nossos e de editoras concorrentes, andaram no máximo na casa dos 30 mil exemplares", diz José Prata. Se tomarmos em conta que os títulos mais vendidos no ano passado foram ‘Fúria Divina’, de José Rodrigues dos Santos, e ‘O Símbolo Perdido’, de Dan Brown, – venderam cerca de 170 mil cópias cada – percebe-se a importância da auto-ajuda.

PRECONCEITO ESQUECIDO

Joana Neves, da Pergaminho, lembra as reticências iniciais à publicação deste tipo de livros. "Mas o interesse dos leitores sobrepôs-se a estas hesitações e os livros começaram a ganhar cada vez mais destaque. Não há dúvida de que os temas de auto-ajuda se tornaram muito mais mainstream nos últimos anos". Alexandra Solnado, que diz que os seus livros são ditados por Jesus Cristo, é um nome incontornável: "Esta autora já vendeu mais de 200 mil exemplares de toda a sua obra", explica Joana Neves. O crescimento brutal da oferta destes livros fez desacelerar as vendas. Como explica Maria Antónia Vasconcelos, editora da Estrela Polar: "Os leitores tornaram-se mais exigentes, o que fez com que as vendas tenham estagnado um pouco nos últimos anos".

A editora destaca ‘Pegadas na Areia’, de Margaret Fishback, como o livro mais bem sucedido do seu catálogo e reconhece as dificuldades de escolha entre as centenas de títulos disponíveis: "Os bons autores não são necessariamente os que mais vendem. Devem ter sólida formação académica, clareza de linguagem, capacidade de ajudar os leitores, com métodos realistas e simples, a corrigir os maus hábitos ou padrões de comportamento e motivá-los a procurar ajuda clínica para problemas mais sérios".

Este último aspecto é o que mais preocupa o psicólogo Luís Reto, professor no ISCTE. "Na nossa sociedade a maior parte das pessoas está sozinha, e estes livros podem ser uma ajuda. Mas podem criar-se falsas esperanças e acreditar que tudo se pode resolver por se pensar positivo", diz o psicólogo, que alerta também para a falta de rigor científico de muitos destes livros. "Grande parte deles são feitos só para vender e não ajudam grande coisa". Também o psicanalista Coimbra de Matos é céptico em relação aos livros de auto-ajuda. "Os leitores podem convencer--se de que resolvem todos os problemas e desistirem de procurar uma ajuda clínica que seria indispensável". Mas admite que "há livros que podem ser interessantes", até porque já escreveu prefácios para alguns títulos da editora Climepsi.

O psicólogo Vasco Gaspar, de 31 anos, largou um emprego estável numa empresa de formação em 2009. Quer fazer da formação pessoal a sua principal actividade e criou um manual, a que chamou ‘Zorbhudda’. "É uma ideia de Osho – outro autor de culto neste meio – que explica que a vida deve ser vivida com a intensidade de ‘Zorba, o Grego’, mas também com a sabedoria de Budhha", explica. O livro, disponível gratuitamente na internet, "é uma espécie de diário, em que a pessoa regista o que lhe aconteceu de diferente e se esforça por ter ideias positivas".

REUNIR CONHECIMENTOS

Vasco Gaspar usa conhecimentos "não só da psicologia mas também das diversas leituras que fiz em várias áreas". Admite que não tem "qualquer fórmula mágica" para resolver os problemas, mas aponta uma falha comum: "É raro as pessoas pararem para pensar na sua vida, naquilo que fizeram e gostariam de fazer. O que proponho é um método que as ajuda a fazer uma auto-reflexão".

Esse é também um dos objectivos de Pedro Queiroga Carrilho, autor de ‘O Seu Primeiro Milhão’ – que já vendeu 20 mil cópias – e de outros dois livros sobre finanças pessoais. Pioneiro na escrita sobre aconselhamento financeiro para particulares e famílias em Portugal, este engenheiro informático de 27 anos explica que "há uma grande falta de cultura económica entre os portugueses". Fundou a empresa Kash, que dá cursos de formação que ensinam as pessoas a poupar, a controlar as despesas pessoais e a investir. "Em Portugal as pessoas têm um rendimento reduzido para o custo de vida que temos. Uma das ideias que transmito é diversificar as fontes de rendimento. E isto não quer dizer que tenham de trabalhar mais, mas devem procurar outras formas de ganhar dinheiro, incluindo o investimento".

Pedro Carrilho conta que ao princípio estranhou a designação de auto-ajuda para os seus livros, mas hoje assume-a sem complexos: "Escrevo para ajudar as pessoas a melhorar a sua vida e isso passa muito pela motivação".

Fonte: CM Jornal



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Planos e Objectivos

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde vai"


Séneca





Tens um objectivo grande, a longo prazo? Tens um plano com metas a curto prazo? Tens como guia alguém que já chegou até onde tu queres ir? Coloca estas perguntas em todos os aspectos da vida: dinheiro, amor, realização pessoal, saúde, etc. Se disseste não a alguma destas perguntas, reavalia a tua vida porque provavelmente andas à deriva.
 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Muda. Se não sabes para onde não faz mal.

"O homem acomodado é um ser estacionado na contra-mão."


Marina América Guerreiro






Muitas pessoas medrosas pensam que se estiverem bem quietinhas nada vai acontecer. Isso é verdade: provavelmente nada acontece. O pior é que não acontecer nada é frequentemente a pior coisa que te pode acontecer. Chegam tempos de mudança: o mundo muda mas tu não mudas. Aparecem oportunidades: outros correm atrás e tu ficas quieto. Estás estacionado na contra-mão: vem um camião de frente, todos correm a proteger-se e tu, enferrujado e de raízes enterradas no chão só podes ver o desastre a acontecer.


Muda. Se não sabes para onde não faz mal. Faz acontecer algo na tua vida, quebra algumas das tuas próprias regras e procura algo novo, divertido, emocionante e arriscado. O pior que te pode acontecer é aprenderes alguma coisa acerca de ti mesmo, dos outros e do mundo.


Se precisares de um empurrão conta comigo.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

De que tamanho é o seu mundo?

"O futuro permanece escondido até dos homens que o fazem."


Anatole France






Para ir de carro daqui até Paris não precisas de estar a ver toda a estrada daqui até lá, basta-te ver os próximos 50 metros. Não tens de ter todas as informações nem te ter o plano perfeito. Não tens de conhecer e avaliar todos os prós e contras. Planeia de 50 em 50 metros, executa, avalia, corrige. É assim que chegarás a Paris, à China ou onde quiseres.

Claro que tens sempre a opção de chegar à varanda, olhar para a vizinhança e ficar maravilhado com o tamanho do mundo, e isso pode ser suficiente para ti. Óptimo.

Em todo o caso, fica sabendo que o teu futuro será construído por ti, qualquer que ele seja mas que existe a possibilidade real de fazeres muitas grandes viagens e de te enriqueceres imensamente com elas. Vais construindo o teu futuro, mesmo sem conhecer que contornos terá. O que sabes é que será algo teu, propositado, e que não te vai, simplesmente, acontecer por acaso. Se não quiseres, não tens de ficar a olhar para os telhados dos vizinhos até conheceres de cor cada telha e cada mancha de tinta descascada em cada parede.

Garantias? Não há nenhumas. Riscos? Podem ser enormes ou minúsculos, depende do teu apego às coisas, ideias e preconceitos que poderás ter de sacrificar. Prémio? Independentemente do teu sucesso, o resultado será sempre, em todos os casos, no mínimo espectacular.




quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A adrenalina de criar algo novo

"É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos."


Orson Welles







Achas que sabes tudo o que é preciso saber e fizeste tudo o que é preciso fazer? Não estás em desiquilíbrio para a frente, quase saboreando já o que está para vir, sentindo a exaltação da descoberta? Não sentes o chão fugir debaixo dos pés e uma vertigem? Dúvidas? Medo? Não?!


Não te obrigas a sair do mapa? A explorar uma actividade nova, a realizar um sonho antigo ou novo? E isso não te deixa aterrorizado?


Olha, a mim sim. Eu quase me borro quando penso na incerteza e na insegurança de fazer algo ambicioso que nunca fiz antes. Os riscos são imensos e a recompensa incerta. Contudo deixa que te diga: faço isso todos os dias e não há nada que se compare à adrenalina de criar algo novo mesmo no fio da navalha, ao risco de nos expormos ao ridículo ou de nos tornarmos heróis.


Se encontrares um caminho que te proporcione estas aventuras percorre-o com entusiasmo e aceita com agrado tanto o bom como o mau resultado porque ambos fazem parte da aventura.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vê em antecipação

"Se juntares acção a cada sonho, sempre que sonhares estás a prever o futuro."







Quando entras num quarto escuro levas a mão ao interruptor e acendes a luz. Não precisas de fazer um curso de auto-motivação nem de estudar técnicas e estratégias de alto desempenho, nem de um coach que te guie. Não precisas de gerar poderes mentais metafísicos, nem de acreditar em ti mesmo. Carregas no botão: acende-se a luz.

O mesmo se passa com os teus sonhos. Exactamente o mesmo. Vês o sonho, ages nele: acende-se a luz. Ponto final.

Deste modo eu descobri uma forma de prever o meu futuro, muito mais eficaz que a futurologia, profecias, astrologia ou quiromância: sonhar e agir.

E tu dizes: "mas eu não tenho sonhos!" Toda a gente tem sonhos. Se dizes que não tens é porque os perdeste por qualquer motivo. Vai atrás deles. Agora não é tarde demais, mas também não é cedo demais.

Acha-os, limpa-lhes o pó e age sobre eles. Prevê (vê em antecipação) e constrói o teu futuro.





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A força que tem uma ideia

"E, contudo, ela move-se."


Galileo Galilei





Galileo afirmava que era a Terra que se movia em torno do Sol e não o contrário. A inquisição prendeu-o e julgou-o. Poucos anos antes um outro cientista de nome Giordano Bruno tinha ardido na fogueira por afirmar semelhante coisa. Confrontado com a mesma perspectiva para si próprio Galileo retratou-se e afirmou no julgamento que efectivamente era o Sol que se movimentava. Depois de afirmar isto, diz a lenda, ele concluiu, "mesmo assim, ela move-se", ou antes: "eppure si muove".


Apesar de todos os esforços da mais poderosa instituição da época, algumas sementes da verdade tinham sido semeadas e cresciam de forma imparável. Copérnico, Giordano Bruno e Galileo são somente alguns nomes, houve alguns outros, mas não mais de uma meia dúzia. Achas que haverá alguém hoje no mundo que pense ainda que é o Sol que corre à volta da Terra? Talvez haja ainda alguma, mas esta ideia foi consumida pela observação dos factos.


Serve esta história para ilustrar a força que tem uma ideia cuja hora chegou. Podem lutar contra ela, podem tentar escondê-la e acabar com ela, mas a energia própria que possui torna-a inextinguível. Acontece todos os dias. No início do cristianismo, e do islão, por exemplo, no meio das perseguições prosperaram, o início da idade da razão, no sec XVIII, a chamada era do Aquário e a explosão de espiritualidade individual, etc.

Tu tens a tua própria ideia cuja hora chegou, sentes que nada te pode parar. Se for uma ideia muito boa irá encontrar muita oposição porque irá revolucionar algumas formas de pensar, a começar pela tua. Não desistas de a acarinhar e desenvolver mesmo quando te sentires obrigado a engolir uns sapos por ela, pensa como o Galileo: "Eppure si muove", "mesmo assim ela move-se".




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Falta-te um bocadinho assim.

"Falta-te um bocadinho assim."





Se seguires o dia-a-dia de uma pessoa de muito sucesso e no dia seguinte o de uma pessoa comum não irás ver muitas coisas diferentes. A maior parte do tempo estão ambos a dormir, a trabalhar, a comer, a conviver com família e amigos e dedicados aos seus hobbies.


O que faz então que um deles seja rico e o outro pobre? É como dizer: se todos temos narizes, orelhas, olhos e boca, o que faz do meu vizinho um "pão" e de mim um "autocarro acidentado"? A diferença está nos detalhes.

Ao longo da vida um ser humano toma de 6 a 10 decisões vitais, daquelas que mudam a vida. Mas num dia normal toma cerca de 4 mil. Nenhuma muito importante. São decisões do tipo:

- Como ocupar estes 10 minutos livres, digo isto ou digo aquilo àquela pessoa, penso assim ou assado, leio este livro ou vejo as notícias, saio com estes amigos ou com aqueles, bebo uma cerveja ou bebo um sumo, como um hambúrguer ou uma salada, faço uma corridinha de meia hora ou vou ver a minha série ou novela preferida, vou estudar um pouco ou vou falar de futebol, carros e mulheres com os amigos, etc.

Se reparares, todas estas decisões são possíveis e em si não são nem positivas nem negativas. Mas se quiseres ser rico e decidires 3900 vezes fazer coisas que não te preparam nem te aproximam da riqueza o teu desejo não passará nunca de um sonho.

Por outro lado se começares a decidir 3900 vezes aprender, preparares-te, procurar as influências correctas e agir em conformidade, verás que, a pouco e pouco, construirás uma fortuna de abundância em todos os aspectos da vida que te propuseres.

Basta que prestes toda a tua atenção ao "bocadinho assim".
 
 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ser dono dos teus segundos

"Eu não sei o que o futuro possui, mas sei quem possui o futuro."


Ralph Abernathy







O meu futuro não é destinado, é construído. Pelo menos para mim. E é construído eu sei muito bem por quem. Por mim. Como?

Com pequenas decisões e pequenas acções tomadas a cada segundo do dia. Se fores dono do teu segundo, sê-lo-hás das tuas horas, dos teus dias, semanas meses e anos. Serás dono da tua vida, do passado, do presente e do futuro.

Contudo não tenhas receio de te aborrecer por seres dono de tanta coisa. Vais ter tantos imprevistos, contrariedades, e frustrações, que irá parecer que a tua vida é comandada por alguém que não tu. É aí que és testado, ou testada, para ver se mereces a vida fantástica que te está reservada.

O que é verdade é que o teu futuro perfeito, aquele com que sonhas acordado, está lá à tua espera. Só precisas de ser dono dos teus segundos antes de poderes tomar posse dele.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Não tens um plano?

"Falta de dinheiro não é obstáculo. Falta de idéia é um obstáculo."


Ken Hakuta







Não interessa qual o teu objectivo. Seja ele qual for vais encontrar, em algum momento do processo, um obstáculo insuperável. Insuperável se mantiveres inalterada a tua mentalidade, valores, métodos de resolução de problemas. Como resultado, em algum momento irás ter de te ultrapassar a ti mesmo por forma a ultrapassares uma determinada dificuldade. Vais crescer. Não penses que consegues fazer coisas maiores mantendo-te do tamanho que tens. Irás fazê-las sim, crescendo juntamente.

Um dia destes ouvi um amigo da minha organização a queixar-se que adoraria poder tirar umas duas semanas de férias nas ilhas gregas, mas que infelizmente não seria possível porque não tinha dinheiro. Eu perguntei qual era o plano dele e ele respondeu: "Qual plano?" Eu perguntei de novo: "Não tens um plano?" Não tinha. Ora se não tem dinheiro e não tem plano, o que tem é um sonho irrealizável, uma espécie de droga mental que lhe traz alguma serotonina e o faz sentir ilusoriamente feliz.

Tu, leitor, provavelmente tens algum destes "sonhos impossíveis". Mas eu vou-te revelar o "ovo de colombo" para os concretizares: Ou tens o meio ou tens um plano. Se não tiveres nem um nem outro, é melhor esqueceres esse sonho porque não passa, e nunca passará, de uma ilusão. Mas se tiveres um deles, então ele está de facto ao teu alcance.

Primeiro toma a decisão firme de perseguir o teu sonho. Verifica se o podes financiar com os meios que tens actualmente. É claro que irás ter de fazer escolhas, provavelmente terás de abdicar de algumas coisas que também aprecias. Isso são somente testes para verificares o quanto queres mesmo alcançar o teu sonho.

Se não tiveres forma de financiar o teu objectivo, então tens de ter um plano. Se o problema for o dinheiro, descobre as formas mais baratas de o atingir e em seguida inicia um processo de angariação de fundos. Não tens de ter todo o dinheiro amanhã, mas se começares hoje a poupar de 10 a 20% do teu rendimento daqui por algum tempo terás todo o dinheiro de que precisas. Podes demorar 6 meses, ou um ano, ou mesmo 5 anos. Não faz mal. Vai acontecer. Irás realizar o teu sonho. E sabes uma coisa? Mesmo que demore 5 anos, daqui por 5 anos, com poupança ou sem ela, tu estarás 5 anos mais velho. Mas se seguires o teu plano, daqui a 5 anos podes estar de papo para o sol ou no mesmo local onde estás agora.


Outro exemplo: Queres uma família, filhos, esposa ou marido, mas estás sozinho(a) e não parece haver ninguém no mundo capaz de te cativar. Óptimo. Não tens uma namorada ou namorado, precisas de ter um plano.

Ainda outro: Pretendes atingir uma determinada posição na tua carreira profissional. Ou tens os meios e consegues, ou não tens os meios e tens um plano para o conseguir no futuro.


Mais um: tens um problema de saúde ou bem estar que precisas de tratar. Ou tens os meios ou tens um plano. Se tiveres um dos dois e agires em conformidade atingirás o teu objectivo.

E assim com todas e cada uma das áreas da tua vida. Conseguirás tudo o que quiseres se tiveres os meios e agires em conformidade, mas se não tiveres os meios podes atingir na mesma os teus objectivos se tiveres um plano... e agires em conformidade. A frase-chave, se não tinhas reparado ainda é "agir em conformidade" não é "sonhar acordado", nem "basta desejar", nem "pensamento positivo". Não!

Muito claro e óbvio. Parece suficientemente simples, e é.
Cria esta disciplina: Tomas a decisão, depois verificas se tens os meios e, caso contrário, defines um plano. Esta disciplina simples faz libertar a tua energia criativa na solução em vez de a concentrar no problema.

Por isso te digo: Primeiro a decisão, depois a solução. Se esperares ter os meios para tomar uma decisão e estabelecer um objectivo, nunca sairás de onde te encontras.



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Cuidar do sonho

"O poder da reflexão é o poder do agricultor. Depois de semear, cuida e protege."







Fazer um plano é simples, segui-lo também. Mas verificar se ele nos está a levar onde queremos já não é um hábito comum.

Cria o hábito de reflectir ao final do dia, acerca do quanto estás agora mais próximo da concretização do(s) teu(s) sonho(s) em relação a ontem. Já aprendeste a colocar por escrito os teus objectivos, planos e tarefas. Agora habitua-te também a colocar por escrito os teus resultados diários.



Vamos fazer um exercício. Imagina que um dos teus objectivos é ganhar mais 50% de dinheiro este ano em relação ao anterior. Pode ser qualquer coisa, como por exemplo, encontrar uma namorada ou namorado, mudar de carro ou de casa, tirar umas férias na neve, pagar os estudos a um filho, não sei, qualquer coisa. Vamos ficar pelo aumento de 50% no teu rendimento e vamos imaginar que és trabalhador por conta de outrem.


Depois de fazeres o teu plano: pedir aumento, encontrar um part-time, fazer algum investimento, sei lá, seja qual for o teu plano, tens de executar diariamente determinadas acções que te aproximem do teu objectivo (as tarefas). No final de cada dia, avalia a tua performance. Não quer dizer que tenhas resultados palpáveis, mensuráveis, num dia só, não. Mas deves verificar se as tuas acções do dia te aproximaram ou afastaram do teu objectivo.


Se achas e sentes que o que fizeste está a levar-te na direcção certa, continua com o teu plano e as suas tarefas. Mas podes verificar que, mesmo executando as tarefas determinadas, a coisa não está a funcionar. Não há problema: reavalia o plano. Corrige-o no que for necessário, ou elimina-o mesmo e cria um outro de raiz. Coloca todas as considerações por escrito. O próprio acto de escrever num papel ajuda a definir e a clarificar as tuas ideias.

Este é o trabalho do "cuidar do sonho" como o agricultor que, depois de semear, e muito antes de poder colher, tem de cuidar e proteger. Ele rega, cobre com erva seca para proteger a cultura do sol forte, verifica se as pragas não a atacam, limpa as ervas daninhas, enxerta e poda. É isso que tu fazes com o teu plano.


Se fizeres isto com consistência, diariamente, estás a colocar-te numa posição de força na qual 80% das pessoas não estão. Imagina a vantagem que este hábito tão simples te dá sobre a maioria das pessoas na conquista dos teus sonhos!

É fundamental teres estas pequenas avaliações espalhadas pelo teu quotidiano, não se vá dar o caso de estares a trabalhar num plano pensando que ele te leva à lua e afinal vais parar ao quintal do vizinho, que é o que acontece a toda a gente que já teve um sonho e que agora pensa que isso de sonhar é para crianças e adolescentes.




terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Fórmula do Sucesso

"O sucesso requer primeiro que apliques 10 unidades de esforço para 1 unidade de resultados. O momentum produzirá 10 unidades de resultados para cada unidade de esforço."


Charles J. Givens







Já te aconteceu passares por um período de muito sucesso em que as coisas pareciam cair-te no regaço? Todos os dias tinhas mais uma boa notícia e progredias tão rapidamente que parecia milagre? Isso é "momentum", a acção do trabalho acumulado que atinge uma massa crítica e explode, espalhando resultados.


Os físicos expressam o momentum com "P=mv"(MOMENTUM = massa x velocidade) para expressar exactamente o mesmo conceito. Mas o que raio tem a física a ver com desenvolvimento pessoal? Tudo. Explico:


Há duas pessoas que têm dois trabalhos (ou negócios) e progridem à mesma velocidade. O mesmo crescimento, facturação, lucros, etc. Contudo um deles tem informações e competências que o outro não tem, por exemplo, sabe administrar bem o seu tempo, conhece bem a concorrência ou é um bom gestor de dinheiro. Ao fim de algum tempo, continuando ambos a fazer o mesmo esforço o empresário melhor preparado começa a sentir que o negócio se leva a si próprio, se está a multiplicar quase sozinho, enquanto que o outro continua a lutar para conseguir os mesmos resultados de sempre.


Qual a diferença entre estas duas pessoas? A que gerou o "momentum" estava melhor preparada, tinha mais massa, e foi isto que gerou uma reacção em cadeia que fez explodir o seu negócio. Por isso vês frequentemente uma pessoa a ter um imenso sucesso: criou a quantidade crítica de massa e de velocidade, e outras, trabalhando tanto ou mais e não têm sucesso algum.


Existe uma relação entre a massa e a velocidade para atingires o momentum que te interessa: se tiveres pouca massa precisas de uma grande velocidade, se tiveres muita massa precisas de muito menos velocidade. Por isso já sabes o que fazer: avança mais rápido, e ganha mais competências que o teu momentum surgirá.


Depois tens de ter uma coisa em atenção: reconhecê-lo quando acontecer. A pior coisa que te pode acontecer é matá-lo logo à nascença por ignorância. Se não o reconheceres poderás reduzir a tua velocidade pensando que atingiste o teu objectivo e isso acaba com ele instantaneamente. Foi assim que eu já arruinei um ou dois. Não! Se começares a senti-lo acontecer, dá-lhe mais combustível, mais trabalho e entusiasmo, e mais preparação: mais "velocidade" e mais "massa", porque desse modo ele vai gerar outro e outro e nunca mais irá parar.

Quando viveres diariamente em "momentum", além de uma sensação indescritível, poderás realizar todos os sonhos, teus e de outros. Eu gosto de lhe chamar "A Fórmula do Sucesso": P=mv.




sábado, 4 de setembro de 2010

Faz parte da nossa perfeição sermos imperfeitos.

"É fácil aumentar a auto-estima: realize coisas boas e lembre-se de tê-las realizado. Você é demais!"


Lisa Engelhardt





É tudo uma questão de foco. A energia que dispendes orbitando os teus fracassos dispende-a em dar valor às tuas vitórias. Todos temos "crises de auto-estima": lidamos mais ou menos mal com as críticas que nos lembram que não correspondemos com uma imagem que queremos projectar de nós mesmos.


Contudo faz parte da nossa perfeição sermos imperfeitos. Se a escarpa fosse perfeitamente lisa o alpinista nunca conseguiria chegar ao topo. Ele precisa das falhas e imperfeições na parede para lhe servirem de apoio. Dedica-te a estudar como transformar as falhas em pontos de apoio. Estou convencido que esta será a competência mais importante que alguma vez possas dominar.




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O teu futuro é o que tu és

"O que fazemos durante as horas de trabalho, determina o que temos. O que fazemos durante as horas de lazer determina a pessoa que somos."



George Eastman




Por outras palavras, o que fazemos determina tanto o que temos como o que somos. O que nos determina não é o que sonhamos, nem o que queremos, nem o que desejamos. É o que fazemos.


A acção tem uma função plástica. Modela-nos por dentro e por fora. Imagina que no futuro há muitas portas fechadas. Em cada uma está recortada uma silhueta. Quando chegas lá, não penses que tens liberdade de escolher a porta por onde queres entrar. Não, não podes escolher. Tens de passar pela porta correspondente com a tua silhueta. "Ai", dizes tu, "mas isso não é justo! Assim nem todos entram num futuro feliz e próspero, cada um tem a sua silhueta recortada numa porta e não há nada que possa fazer para mudar isso. É o destino! Coitadinho de mim."


Enganas-te. Realmente não podes adaptar uma silhueta recortada. Ela está lá desde o início dos tempos. O que podes fazer é executar acções continuadas, por forma a moldares-te tu, conforme o que tu ambicionas. Quando chegares à porta, verás que a que se adapta a ti te dá as boas vindas ao futuro.


O que te espera, nesse futuro lá à frente, não é o que tu desejas, mas sim o que tu és.



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os músicos não se reformam.

"Os músicos não se reformam. Param quando se esgota a música dentro deles."




Louis Armstrong



Esta é uma das coisas mais bonitas que já ouvi. Mas não são somente os músicos. Eu penso que tu e eu seremos felizes se, quando pararmos, tivermos esgotado todas as notas dentro da alma, tivermos composto todas as sinfonias, fados, rockadas, pimbalhadas e todo o tipo de música em cada cirscunstância das nossas vidas.


Acho que andamos todos no conservatório, a aprender a pôr cá para fora a música que dança dentro de nós, a dar-lhe expressão diária, até que um dia esprememos a última nota e terminamos realizados e felizes.


Consegues imaginar o peso que seria terminar com a alma cheia de canções de embalar não cantadas e estar a ouvir os choros das crianças, ou com o peito cheio de canções de amor e lamentar-se de não ter nem ser amado? Ou pior ainda, imaginas terminar com valsas felizes a voar dentro de ti, mas que nunca tiveram expressão enquanto ouves os lamentos do mundo que entristeceu?


Descobre as tuas sinfonias, escava fundo, limpa as orelhas, apura o ouvido e ouve a tua música. Depois dá-lhe expressão, todos os dias, todos os dias. Não termines um dia sem teres manifestado todas as notas desse dia, não acordes de manhã sem teres cantado todas as melodias dessa noite. Que nenhuma canção tua fique por cantar, nenhum talento sem expressão porque é esse o objectivo da tua vida: tocar o teu instrumento de forma sublime, como só tu podes tocar, e fazer desta orquestra que é o mundo um lugar afinado pelos anjos.


Talvez esteja na hora de ires buscar o(s) teu(s) velho(s) talento(s) e sonhos e trabalhares sobre eles, talvez tenha chegado a altura de perderes a (falsa) modéstia e saltares para a ribalta para interpretares a tua partitura como solista. Não se trata de ti nem do teu ego, mas de devolver ao mundo aquilo que não te pertence, só te foi emprestado para te fazer feliz.

sábado, 21 de agosto de 2010

A natureza da tua vida é a mudança.

"A vida é ou uma aventura audaciosa, ou não é nada. A segurança é geralmente uma superstição. Ela não existe na natureza."




Helen Keller







Não precisas de ser um herói para teres uma vida audaciosa. Audácia significa capacidade de desafiar, quebrar regras, fugir às normas e isso é algo que precisas de fazer todos os dias. É assim que progrides. Contudo, para quebrar regras precisas de as conhecer a fundo assim como às suas limitações. Não basta ser iconoclasta e andar por aí a destruir leis, regras normas. Se o vais fazer, fá-lo para acrescentar algo de valioso.



Não penses que existe alguma coisa de estático na tua vida. Não. A natureza da tua vida é a mudança. Apesar de lutares pela segurança, isso é coisa que não existe pelo que qualquer sensação de permanência é ilusória. Torna-te flexível, adaptável. Muda de ideias sempre que necessário, age de forma diferente em circunstâncias diferentes. O teu carácter progride, a tua visão do mundo avança, os acontecimentos provocam em ti o seu efeito e modificam a tua vida todos os dias. Por isso, já que tudo muda quer tu queiras quer não, que pelo menos mude na direcção que tu decidires e que melhor sirva o teu propósito.



Não te apegues a ideias velhas para resolver desafios novos. Aprende a pensar de forma criativa e a fazer coisas diferentes. Abraça a mudança como modo de vida e viverás mais próximo da verdade das coisas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Não há nada mais nobre que sair da pobreza

"A pobreza é romanceada somente por idiotas."

J. K. Rowling





Qualquer pessoa tem uma ideia pré-concebida acerca do dinheiro, da riqueza e da pobreza. Em Portugal, a ideia cristã e salazarista que impregnou a geração dos meus pais e, por via disso a minha, abomina o dinheiro e valoriza a pobreza. "Pobrezinhos mas honrados", "é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico no reino dos céus".

Mas a pobreza não é uma experiência nobre, é stressante, traz agarrada muita subserviência, humilhação, doença, falta de auto-estima e infelicidade. Quem alguma vez pode dizer que estas coisas são românticas? Quando ouves dizer que "o dinheiro não é tudo" queres dizer que tudo é mais importante que o dinheiro, mas deixa que te diga uma coisa: quando ele te falta, ele passa a ser tudo para ti. Facilmente vives focado nessa falta.

Vi recentemente no TED um estatístico a referir que as pessoas se consideram mais felizes quando têm uma determinada quantia de dinheiro que lhes permite pagar as contas e fazer pequenas extravagâncias do que quando não ganham o suficiente para isso. Por outro lado, uma vez atingido esse patamar, o aumento de rendimento não corresponde com aumento de felicidade, ou seja, alguém que ganhe 60 mil por ano ou 200 mil por ano, a felicidade que diz ter é sensivelmente a mesma.

Isto diz-me uma coisa: que o dinheiro traz felicidade sim, mas que a partir de certo ponto mais dinheiro não significa mais felicidade. Quem vive em pobreza? Vivem em pobreza todas as pessoas que não têm o rendimento suficiente para se sentirem felizes.

Se lutas pela sobrevivência, se o mês é mais comprido que o salário, se tens dificuldade em ter as contas em dia, se precisas de algum cuidado de saúde (ou alguém da família) e não o tens porque não o podes pagar, se fazes coisas que detestas por causa do salário e se perdeste os sonhos porque achas que nunca os poderás pagar, se tens medo do futuro, então és pobre.

Tens o dever, por ti mesmo e pelos teus, de lutar pela tua liberdade e de sair da pobreza. O primeiro passo é reconhecer que és pobre, o segundo é procurar alternativas, encontrar oportunidades, persegui-las e realizá-las. Não penses somente em sobreviver, que isso é o que fazes agora, mas em ficar rico. Rico de tudo, incluindo de dinheiro.

Não há nada mais nobre que sair da pobreza, ser próspero, ter abundância para dar e vender e ajudar outros a libertarem-se dessa escravidão horrível.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Activista e o Pensionista

"Se pensa que é demasiado pequeno para ter um impacto no mundo, tente dormir com um mosquito no quarto."


Anita Roddick






As pessoas que mais impacto têm no mundo são sem dúvida os Activistas. Por activista entendo alguém que tem ideias muito claras acerca do futuro que pretende e sabe que, mesmo que esteja de momento sozinho, pode fazer a diferença. São estas as pessoas que dão 200% de si mesmas por uma visão, uma ideia. Não são simplesmente idealistas, não. Eles são activistas. Quer dizer: actuam, agem.

Os seus cérebros funcionam de forma muito poderosa: têm uma visão, objectivos, cercam-se da informação e influência adequada para se capacitarem, traçam planos de acção que executam de forma determinada, têm uma disciplina de ferro na concretização de tarefas e colocam sempre o seu próprio conforto em último lugar.

Pensam muito, estudam muito, durante pouco tempo. Depois actuam durante muito tempo com persistência. Lidam com as derrotas de forma equilibrada, sabendo que cada uma é mais um passo na direcção certa, fazem o mesmo com as vitórias. Apesar de terem muitos altos e baixos emocionais, vontade de desistir e desilusões, a emoção dominante é o entusiasmo que lhes vem da certeza de que a cada dia estão mais próximos do sonho.

Tu precisas de ser um activista, precisas de descobrir o teu propósito e agir. Pensar muito é bom, desde que seja por pouco tempo. As acções precisam de mais tempo que os pensamentos, por isso dedica a maior parte do teu tempo a executar.

Se quem actua é Activista, quem só pensa é o quê? Pensionista?

sábado, 14 de agosto de 2010

Lutar pela liberdade

"A árvore da liberdade precisa de ser regada de vez em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos."




Thomas Jefferson




Há momentos na vida, uns 4 ou 5, em que é preciso partir a loiça. Nada é mais importante que a tua liberdade, e nada é mais maltratado.


Eu considero que vale a pena lutar pela liberdade de tempo, dinheiro e saúde, os três pilares da independência. E por vezes é preciso suportar pessoas que dizem mal de ti sem te conhecerem, outras que te conhecem e passam ao largo, e outras que tentam sabotar a realização do teu sonho.


Pensavas que isso de realizar sonhos era um passeio pela avenida? Não é. Precisas de partir a loiça, fazer a omeleta e partir uns ovos, pagar o preço pela tua liberdade, que, mesmo assim, é sempre barato.


Vai à última gaveta, tira de lá o teu sonho, limpa-lhe o pó e começa a agir em conformidade. Depois protege-o com o teu sangue de patriota e com o dos tiranos que to querem roubar.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Stress mínimo - máximos resultados




"O sucesso não é um destino. É o resultado de um padrão de comportamentos habituais."

Mike Dillard


Quando inicias uma nova actividade, ou aprendizagem, estás num estado de máximo stress e poucos resultados.

Lembras-te quando começaste a andar de bicicleta? Eu lembro-me. Excitação e medo de cair, super foco nos pedais, depois na roda da frente, depois na estrada dois metros à frente. Tensão nervosa, tensão muscular, adrenalina nos píncaros.

Depois foste ultrapassando as dificuldades e com o treino, hoje montas na bicicleta e nem pensas duas vezes: stress mínimo - máximos resultados.

Se pensares acerca do teu processo de aprendizagem quando tiraste a carta de condução aconteceu o mesmo, e o mesmo sucedeu com todas as coisas que se tornaram para ti um hábito: um novo emprego, um novo curso, novos amigos, nova escola, nova casa, novo patrão, novos relacionamentos: começam com máximo stress e mínimo resultado, e, depois de ganho o hábito, mínimo stress e máximo resultado. Expandiste a tua zona de conforto. Evoluíste.

É bastante óbvio, pelo menos no meu ponto de vista, que quem não faz nada de desconfortável, que traga excitação, algum risco e bastante stress não irá nunca progredir. A própria definição de progressão implica deslocamento, uma mudança para situações novas, aprendizagem e risco.

Por isso os hábitos são tão importantes: colocam em piloto automático as coisas velhas, para que te possas focar na aprendizagem de coisas novas. Os hábitos são como degraus: constróis um e, de cima dele, fazes outro e depois outro e outro, até teres construído toda a escadaria e teres subido até ao topo do edifício.

Há só mais uma coisinha importante que eu quero dizer acerca deste mecanismo espectacular dos hábitos: por definição um hábito é algo que repetes periodicamente sem teres de pensar muito sobre isso, assim, em piloto automático. Mas uma coisa que talvez não tenhas reparado é que há uns que te servem e outros que te exploram. Os que te exploram sugam-te o ânimo e sabotam o teu progresso. Os que te servem criam-te resistência à incerteza e ao medo e fazem de ti uma pessoa melhor.

Acho que o segredo do sucesso, para completar o que disse o Mike Dillard, é a habilidade de substituir os teus hábitos negativos por outros positivos, sobre os quais possas edificar o teu futuro.

Não deixes de fumar, substitui esse hábito por exercício físico, por exemplo. Não deixes de comer aos serões, troca somente os aperitivos por palitos de cenoura, ou aipo. Não precisas de deixar de beber, troca somente o líquido que tens no copo. Não precisas de deixar de reagir, mas em vez de reagires com impaciência, reage com compreensão. Não precisas de deixar de ver televisão mas começa a ver programas que te melhorem. Acho que apanhaste ideia. Apanhaste? Ok.
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